EDUARDO GOMES: Se Mato Grosso não descruzar os braços milhares ficarão sem alimentação

Eduardo e Mauro

CORONAVÍRUS II – Se Mato Grosso não descruzar os braços milhares ficarão sem alimentação

Mauro Mendes tem que decidir entre barnabés de lixo ou milhares de cidadãos pobres
Mais um ângulo da pandemia do coronavírus

O Brasil está em guerra contra um inimigo invisível a olho nu. Batalhas estão em curso em todos os estados e a tendência é o agravamento. Mato Grosso não se preparou nem está se preparando como deveria para cumprir sua parte. Boamidia em algumas matérias – essa é a segunda – sugere medidas a serem adotadas pelo governo estadual, prefeituras, câmaras municipais, Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Ministério Público, sindicatos e os penduricalhos do poder.

Mato Grosso tem 40 mil famílias que vivem abaixo da linha da pobreza. Essa parcela da população, composta por aproximadamente 240 mil brasileiros se concentra principalmente em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra, Cáceres e outras grandes cidades.  A pandemia  faria esse disperso grupo ainda mais vulnerável socialmente. Deixá-lo à míngua seria o mesmo que decretar um genocídio com rótulo social. O que deve ser feito?

– O Governo de Mato Grosso precisa promover demissão de comissionados em massa. Pode até parecer paradoxo, mas por falta de competência no secretariado do governador democrata Mauro Mendes o Palácio Paiaguás tem que contratar um executivo competente para chefiar um programa de produção e transferência de alimentos aos necessitados.

É hora de buscar apoio na agricultura familiar

Com números superlativos em soja, algodão, milho, guaraná,  girassol e outras culturas, Mato Grosso não é autossuficiente em hortifruti, ovos, pequenos animais, embutidos caseiros e outros produtos da alimentação básica, mas pode passar a produzi-los para minimizar a necessidade de compra externa. Um programa estadual que fortaleça a agricultura familiar e a garantia de mercado seguro pelo Estado para destinação social, estimularia tal atividade. Seria preciso reduzir ou minimizar a participação de atravessadores e utilizar ao mãximo a estrutura das secretarias municipais.

Claro que esse sistema de produção seria parte do componenete alaimentar dos assistidos. Para completar o cardápio será preciso ir além. Mato Grosso tem o segundo maior parque de esmagamento de soja do Brasil Aqui, as principais indústrias de óleo vegetal estáo presente, ganhando dinheiro e, por tanto, nesse momento, precisam contribuir de modo significante.

Indústria de óleo de soja em Primavera do Leste – setor tem que contribuir nesse momento

Em Rondonópolis, Primavera do Leste, Sorriso, Lucas do Rio Verde e outras cidades há produção de óleo de soja. O governador Mauro Mendes não tem jogo de cintura, mas alguém do governo ou outra liderança política precisa sensibilizar o empresariado da índústria de óleo vegetal a doar óleo para as famílias assistidas durante a pandemia. Somem-se a isso a compra de arroz, feijão, café, açúcar, leite e outros itens da cesta básica, pelo programa ora sugerido.

Essa produção pode ser feita por chacareiros, sitiantes, agricultores de comunidades tradicionais e quilombolas. No entanto, não se pode pensar na inclusão de parceleiros da reforma agrária, pois via de regras os assentamentos nada produzem e ex-sem terra não demonstram aptidão para lavoura – triste realidade, resulltante de recrutamento ideológico pelo MST e outros movimentos semelhantes.

O indivíduo bem alimentado, em tese, é mais imune às doenças respiratórias e outras. Mas, para produzir o agricultor tem que receber para seu sustento familiar. Onde busccar fonte de recurso para tanto: A resposta é a mais óbvia possível: nos cofres do próprio governo.

Como assim?

– Estamos em meio a uma verdadeira guerra, onde as regras que vigoram em tempo de paz são desconsideradas.  Que o governo remaneja recursos para tanto. O governador Mauro Mendes é incompetente enquanto administrador, mas alguém precisa lhe dizer que nesse momento é imprescindível zerar todo gasto com a mídia, inclusive cancelando contratos em vigor; que do mesmo modo é precisa travar a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer e transferir seu orçamento juntamente com o da Secretaria de Comunicação Social (Secom) para garantir a produção citada, em nome da vida de milhares de famílias de baixa ou nenhuma renda.

Imprensa, Cultura, Esporte e Lazer sem um centavo de recurso público. Não somente isso, mas que idêntica medida seja adotada por todas as prefeituras, câmaras municipais, Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas do Estado.

É bem provável que o montante deslocado para a produção, transporte e distribuição dos produtos seja superior ao necessáriov tamanha a fartura de dinheiro destinada à atividade meio na esfera pública.

Não perguntem como dinheiro de prefeitura pode se misturar ao do governo para um programa assim. Considerem apenas que se trata de uma medida em defesa da vida.

 

Quando o Estado quer, faz

 

Poder é isso: Mauro Carvalho tem cinco adjuntos

Provavelmente  Mauro Mendes não destinaria a um programa assim,  recursos rubricados para cargos burocráticos, em razão de seus compromissos de fatiamento do poder com correligionários e aliados. Caso ele recuse, será preciso pressão nas redes sociais, sem que possamos esperar reação na mídia – salvo exceção – pois quase todos os veículos de Comunicação sobrevivem com verbas publicitárias do governo.

Mauro Mendes é generoso em abrigar companheiros no governo. Tomemos por exemplo a Casa Civil, que é chefiada pelo empresário Mauro Carvalho Júnior. Diretamente e por seus penduricalhos a Casa Civil abriga quase 300 barnabés de luxo. A título de exemplo, são cinco os secretários-adjutnos. São eles:  Antônio Marcos Rachid Jaudy, de Ação Governamental; Carlos Brito de Lima (ex-deputado estadual), de Relações Políticas; Adjaime Ramos de Souza, de Relações com os Municípios; Laice Souza, de Comunicação Social; Wanderson de Jesus Nogueira, de Administração Sistêmica;  e César Claudiomiro Viana de Brum, de Proteção e Defesa Civil.

Estima-se que a soma de todos os recursos destinados à Comunicação pelo governo, prefeitura e demais entes, juntamente com a Cultura, Esporte e Lazer, também abrangentes, ultrapassem R$ 250 milhões anuais. Mesmo que parte dessa montanha de dinheiro seja destinada ao custeio das secretarias citadas, ainda assim haveria recurso para assegurar a alaimentação da classe social mais carente. É tudo questão de opção. Mauro Mendes não precisa de fazer Escolha de Sofia, pois nesse caso, somente uma das partes poderia morrer: a dos pobres, pois a outra, que se mantém com os cargos burocráticos é formada por figuras bem postadas social, econômica, financeira e politicamente.

 

Eduardo Gomes de Andrade – Editor de Boamidia

FOTOS:

1 – Tchélo Fifueiredo – Site público do Governo de Mato Grosso em 21 de março de 2020

2 e 3 – Boamidia em arquivo

4 – Christiano Antonucci – Site público do Governo de Mato Grosso em arquivo

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