EDUARDO GOMES: Preso pela Lei Maria da Penha, presidente da OAB/MT se afasta, renuncia ou permanece no cargo?

Luciana, Eduardo e Leonardo

Preso pela Lei Maria da Penha, o presidente da OAB/MT se afasta, renuncia ou permanece no cargo?

 

POR EDUARDO GOMES/BOA MÍDIA

Polícia

Nunca a Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso esteve numa encruzilhada quanto agora. Isso por conta da prisão de seu presidente, Leonardo Campos, na noite da quarta-feira, 27, em sua residência na capital mato-grossense, por suposta agressão e ameaça à sua ex-mulher, com a qual mora no mesmo endereço, a advogada Luciana Póvoas. Presidir a OAB sob o peso de inquérito policial com base na Lei Maria da Penha não deverá ser fácil para Leonardo.

Resta saber se Leonardo pedirá afastamento da presidência enquanto os fatos são apurados, se até mesmo renunciará ao cargo ou se permanecerá na função.

A prisão foi manga curta, Hoje, pela manhã, Leonardo foi solto por decisão do juiz Jamilson Haddad, da  1ª Vara especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher na capital. Haddad fundamentou que – segundo narrativa nos autos – o presidente da OAB não representa risco para Luciana nem para as testemunhas do caso.

O presidente da OAB foi preso por denúncia de Luciana, após suposta briga do casal, quando Leonardo – na versão dela – apresentava sintomas de embriaguez. À delegada Jannira Laranjeira, a advogada deu detalhes sobre a agressão que teria ocorrido e acrescentou que temia porque o presidente da OAB tem arma de fogo. Luciana também disse que tem a impressão de que por muito tempo foi “escrava, submissa e dependente“.

Leonardo não enviou nota ao site, como regularmente faz sua assessoria para tratar de assuntos relevantes. Em silêncio também está a OAB de Mato Grosso

 

Redação Boamidia

FOTO: Assessoria da OAB em arquivo – Divulgação

 

FONTE BOA MIDIA

 

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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Várias pessoas sabiam e ignoravam’, conta Luciana Póvoas, agredida pelo presidente da OAB-MT

Euziany Teodoro
Única News

uivo pessoal

A advogada Luciana Póvoas, esposa do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), Leonardo Campos, foi parar na delegacia na madrugada desta quinta-feira (28), vítima de violência doméstica. O marido a empurrou contra um armário e ela revidou com um tapa nas costas. No entanto, segundo ela, isso foi o que aconteceu “de menos grave”, pois a violência dentro de casa ocorre há muito tempo e o pior: muitos sabiam.

Não foi a primeira vez. Desta vez, aliás, foi o fato menos grave que aconteceu. Foi só um empurrão e um tapa nas costas, que ainda não causa mal a ninguém, né, do ponto de vista físico, mas o emocional deixa marcas profundas. Eu, honestamente, não tenho força, não tenho força, eu tento me esforçar, mas eu não consigo”, contou Luciana, muito abalada, ao Única News.

Segundo ela, muitas pessoas sabiam, mulheres sabiam, e nunca a ajudaram, pois estavam comprometidas em cargos e indicações do presidente da OAB-MT, o agressor.

OAB/MT

Leonardo Campos OAM

 

Várias mulheres já sabiam disso, várias. Nenhuma tomou nenhuma atitude, porque todas são cargos indicados na OAB do presidente. E eu fiquei pensando: ‘quanta mediocridade’. As pessoas se vendem por tão pouco. Ao invés de prestar apoio a quem estava pedindo socorro, que é o meu caso”, lamentou.

Muito emocionada, Luciana contou que ainda não tinha denunciado Leonardo Campos na tentativa de preservar a imagem dele, do escritório em sociedade e, principalmente, o filho de 17 anos que têm juntos.

Eu me sinto um lixo, eu me sinto culpada por ter aturado isso tanto tempo. Tentando preservar a imagem dele, o nosso escritório, a nossa vida profissional. É tudo muito difícil, tudo muito complicado. Estou tentando ser firme. Estou tentando ser forte, mas o mais difícil pra mim, tem sido ver o meu filho devastado, por ter presenciado tudo que aconteceu”.

Luciana, agora, conta que se coloca em segundo plano, pois a prioridade é cuidar de seu filho.

Vida que segue, agora é cuidar do meu filho, eu fico pra segundo plano e é isso aí”.

Denuncie

A situação de Luciana Póvoas reflete um cenário endêmico no Brasil. Mulheres são agredidas a cada dois minutos no país e pouco se faz a respeito.

A campanha “Em briga de marido e mulher, se mete a colher, sim!”, adotada por órgãos públicos e empresas privadas em todo o Brasil, especialmente nesse período de isolamento social, deixa uma mensagem clara e que o site Única News reforça neste momento: se você sabe do caso de uma mulher que está sendo vítima de violência doméstica, seja física ou psicológica, denuncie!

Não seja cúmplice. Basta ligar para o número 180 e evitar que outras mulheres passem pelo que Luciana Póvoas passou: a indiferença de quem podia ajudar.

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