PREFEITURA SANEAMENTO

Éder Moraes agora acusa Pedro Taques de se beneficiar de “mensalinho”, no Senado, ao receber salários sem pagar Imposto de Renda

Quando éder Moraes comandava a Secopa, Pedro Taques sugeriu que o "homem de ouro" de Blairo Maggi era um "mentiroso patológico". A guerrinha de egos vem se desdobrando desde então. Depois que Taques - curiosamente também um político que, agora, compõe a curriola de Maggi - pediu investigação de pagamentos feitos por Éder à empresa Ortolan, através do BicBanco, essa guerra particular se reacendeu. Éder se aproveita, agora, de um erro administrativo no Senado para voltar a acionar suas baterias contra o líder do PDT em Mato Grosso

Éder acusa Taques de não pagar Imposto de Renda de salários extras no Senado
DO REPORTER MT

O ex-secretário da Secopa, Eder Moraes, um dos apoiadores do candidato a prefeito de Cuiabá pelo PT, Lúdio Cabral, denunciou nesta sexta-feira, 28, com exclusividade ao RepórterMT um suposto esquema que ocorreria no Senado Federal há cerca de quatro anos. Segundo Eder, os senadores não estão contribuindo com o Imposto de Renda e recebem os R$ 26,7 mil de salário bruto sem qualquer desconto.

Eder não fez questão de esconder que o recado é direcionado ao senador Pedro Taques (PDT). Ele afirmou que o pedetista construiu sua história política praticando sonegação fiscal, que ele classificou como o “Mensalinho da Receita”. Eder garantiu que publicará um artigo ainda esta semana, segundo ele, para cobrar maiores explicações do parlamentar.

“Tem gente que está com o Mauro e se diz fiscal da lei. Que coloca pessoas na cadeia, faz uso da força, da truculência, que passou a vida investigando pessoas e denegrindo cidadãos, mas que pratica apropriação indébita. Mauro Mendes vem criticar um e outro, mas quero ver a moral dessas pessoas agora”, disse Eder, se referindo ao filhado político de Taques, Mauro Mendes (PSB), que também disputa à Prefeitura de Cuiabá.

Ocorre que a Mesa Diretora do Senado decidiu esta semana cobrir integralmente o “calote” dado pelos senadores na Receita Federal ao receber os 14º e 15º salários, entre os anos de 2007 a 2011, sem contribuir com o Imposto de Renda. O assunto gerou muito polêmica na Casa e dividiu opiniões. A própria Receita preferiu não se manifestar sobre o tema.

“É justo que o cidadão trabalhador pague a conta? Espero que os senadores tenham hombridade de devolverem do próprio bolso esse dinheiro. Isso é uma aberração. É muito injustiça com o trabalhador, que tem seu imposto retido direto na fonte. Eu quero uma resposta! Como um fiscal da lei fica dois anos no senado e nunca observou isso? Ou ele foi conivente com a sonegação?”, exclamou Eder.

Mato Grosso tem três representantes no Senado; Blairo Maggi (PR), Jayme Campos (DEM) e Taques. Mauro Mendes tem como apoiadores da sua campanha o republicano e o pedetista. Contudo, Taques afirmou a um jornal de circulação nacional que não vai aceitar que o Senado pague a dívida por ele.

Além do salário mensal de R$ 26,7 mil, cada senador recebe mensalmente R$ 15 mil em verba indenizatória para despesas em seus estados de origem, combustíveis e divulgação do mandato, entre outras finalidades. Também recebem cota de passagens aéreas para deslocamentos aos estados e as despesas com telefone e Correios pagas pelo Senado.

A reportagem tentou manter contato telefônico com o senador Pedro Taques, mas até a edição deste material ele não tinha atendido às ligações e nem retornado às chamadas.

Veja alguns dos benefícios a que cada senador tem direito:

Salário mensal de R$ 26.723,12.

14º e 15º salários, chamados de ajuda de custo, recebidos em fevereiro e dezembro.

Apartamento funcional ou auxílio-moradia no valor mensal de R$ 3,8 mil.

Cota de passagem aérea de R$ 21 mil a R$ 43 mil.

Atendimento médico sem limite para o parlamentar, cônjuge e dependentes com até 21 anos, ou até 24, se universitários.

Despesas odontológicas e psicoterápicas no limite anual de R$ 25,9 mil.

Passaporte diplomático emitido pelo Ministério das Relações Exteriores.

Assinatura de duas revistas de sua escolha e quatro jornais.

Não há limites para gastos com telefone celular. Cota mensal para telefone fixo é de R$ 500, e de R$ 1 mil para líder ou membro da Mesa.

Cota diária de combustível de 25 litros de gasolina ou 36 litros de álcool, de segunda a sexta-feira, em Brasília, além do direito ao uso de um veículo oficial.

4 Comentários

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  1. - IP 177.5.126.160 - Responder

    Se é verdade ou mentira o que está escrito acima, não posso afirmar, mas manifesto-me de uma maneira geral, expondo minha opinião pessoal, sem querer denegrir a imagem de quem quer que seja. Escrevo sobre ideias, não sobre pessoas, afinal é constitucional o direito à manifestação. Fico indignado com toda essa roubalheira institucionalizada e de lei. É por isso que o país está como está. A corrupção toma conta das instituições, afinal em matéria de corrupção só perdemos para um país africano que não me recordo o nome. Privilégios odiosos a essa classe demagógica, improdutiva e perversa que suga o dinheiro do erário como se fosse de sua propriedade. E o pior que a RFB, quando há sonegação, não consegue (não quer ou se omite) em detectar e punir essa sonegação desenfreada que toma conta do meio político brasileiro. O pobre do servidor público e o empregado em geral, que tem o seu imposto retido na fonte não escapa. Quando há um erro cai na malha fina e ai salve-se quem puder em tentar explicar. E o micro e pequeno empresário, que de uma simples falha contábil, vira réu de um processo judicial interminável, salvo raras exceções. Enquanto isso falta dinheiro para fazer frente às necessidades da população que, a mercê da fome, da miséria e da carência de serviços públicos de qualidade, segue acreditando que irá surgir, repentinamente um salvador da pátria. E isso é quimera. As campanhas eleitorais (mais eleitoreiras) tem mostrado isso. Pobre povo brasileiro, caminhando, resignadamente para o caos, como boi ao matadouro. E aqueles que são eleitos para defenderem o povo, fazem-se de surdos, mudos e cegos, e seguem seus próprios interesses, alheios aos clamores da população. Desculpe-me, senhores, minha indignação. Não tenho cor pártidária. Sou, sim, partidário da ética, da moral, do cuidado com a coisa pública, da boa administração, livre de desvios de recursos. Sou contra o desperdício de recursos públicos com privilégio de poucos em detrimento de muitos.

  2. - IP 201.34.222.36 - Responder

    Oque me incomoda nessas coisas é o fato de que os mesmos “homens probos” que na eleição passada eram inimigos figadáis agora são “melhores amigos” ; e na proxima eleição estarão jogando bosta um no outro. Quem era o maior inimigo de MM na eleição passada para governador??? Quem era adversário na conquista de votos para o senado do Pedro Taques??? Ora essa gente se degladia hoje e amanhã são aliados .. Veja só que o Pedro Taques tem coragem de pedir voto para o sobrinho do rivaboy sergio ruincardo. Pelo andar da carruagem logo logo Pedro Taques vai estar chamando o ficha suja que preside a assembléia de “injustiçado e perseguido”. Pedro Taques que decepçÃo.

  3. - IP 177.41.91.217 - Responder

    Que decepção. Antes os adversários políticos (teoricamente ideológicos) levavam décadas para se aliarem (Júlio e Bezerra por ex.) e mesmo assim a população sempre observou e respondeu nas urnas. Como será agora, aonde os adversários do pleito passado (apenas 2 anos) estão aliados. Isso vale para os diversos lados. Agora para mim quanta decepção com o NOVO? O NOVO NUNCA ESTEVE TÃO VELHO. Entendo que devemos dar a RESPOSTA BUSCANDO, DE NOVO, UMA NOVA ALTERNATIVA DE VOTO.

  4. - IP 189.10.99.202 - Responder

    “Suposto esquema?”; “Construiu sua carreira política praticando sonegação?”, Essas são só duas das afirmações do doente patológico Éder SEM MORAL. É brincadeira, uma matéria desse naipe não deveria netem ter sido publicada, ainda mais partindo de quem? de ninguém, pois é o que esse cidadão “Éder SEM MORAL” representa em Mato Grosso. Tenho esse elemento como 10 X mais nocivo a MT do que o super processado RIVA, penso até que riva é neném perto desse cidadão. Se conseguir um cargo público relevante, coitados de nós Matogrossense, se com o Riva é um desastre, com Éder Sem Moral, é o FIM!!! Senador Pedro Taques recebeu apenas em 2011 e, como é cediço, é obrigação da Instituição “SENADO FEDERAL” reter o IR na fonte, como ocorre nos órgãos públicos. AGORA, o SF do Éder SEM MORAL vem como sempre querer medir forças e falar de conduta com o Senador PEDRO TAQUES? É o fim

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