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Éder e Sérgio Ricardo duelam por boca rica no Tribunal de Contas

A crise que sacode a política de Mato Grosso, neste início de semana, não passa de uma daquelas sórdidas disputas em que os políticos gostam de se envolver para ver quem fica com a parte mais rica dentro da partilha do botim do poder no Estado. Um miliardário acordo já teria sido tramado, nos bastidores, entre o irônex-deputado e atual conselheiro do TCE, Alencar Soares e o ainda deputado estadual Sérgio Ricardo. Pelo acordo anunciado nos bastidores como miliárdário, Alencar se afasta das suas nababescas funções, espalha a notícia de que se desinteressou pelo Tribunal de Contas e que vai disputar a prefeitura de Barra do Garças, cedendo sua cadeira principesca para o jornalista Sérgio Ricardo. O pastor marreteiro (segundo a irônica identificação que é feita pelo blogueiro Marcos Antonio Moreira, o Villa) larga então a Assembléia e assume a vaga que, até bem pouco tempo, estaria destinada para o então deputado Gilmar Fabris, aquele que, segundo a lenda, costumava bater na mesa com seu inusitado instrumento de poder, anunciando-se como herdeiro dos mais poderosos coronéis da política de Mato Grosso. Como Fabris que entrou em repentino entrópico ostracismo, como resultado de sua cassação pelo Tribunal Regional Eleitoral, ele segue pro limbo e Sérgio Ricardo passaria a beber, comer e faturar às custas daquele Tribunal de onde jorra leite e mel. Só que o secretário Éder Moraes, sempre acossado na posição de destaque que assumiu dentro do governo de Silval Barbosa, teria resolvido botar um pé na porta, atrapalhando o acordo entre Alencar e Sérgio Ricardo. Pelo que se depreende, Éder Moraes estaria desejando a vaga de principe às custas do erário público, ou seja, a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas, para ele, daí o aprofundamente da crise que pode trazer, ainda nesta semana, novos e inusitados desdobramentos. Como jornais, sites e televisões, em Mato Grosso, funcionam como arietes a serviço mais de interesses de pessoas e de grupos, do que de idéias, é bom que o cidadão, com saco e interesse para acompanhar as movimentações no estamento do poder em Mato Grosso, dê uma olhada simultânea em todos os espaços de midia que puder acompanhar, para dispor da mais ampla angulação, o que favorecerá seu posicionamento crítico. Como até mesmo o futebol de Mato Grosso, na disputa final entre Mixto e Cuiabá, anda mergulhado neste mesmo tipo de disputa raza, não existe muita opção de divertimento desta terra. Seria cômico se não fosse trágicco. Veja, abaixo, algumas informações que selecionei no agitado noticiário desta terça-feira. (EC)

Alencar procura PSD para disputar prefeitura; vaga no TCE para Sérgio
Romilson Dourado

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Alencar Soares procurou a cúpula do PSD, especialmente o presidente da Assembleia José Riva e o vice-governador Chico Daltro, para saber se, em caso de aposentadoria imediata do órgão, encontraria abrigo no partido para concorrer à Prefeitura de Barra do Garças neste ano. Ouviu de Riva que seria bem-vindo, mas que precisaria buscar entendimento político com o empresário Roberto Farias que, mesmo estando inelegível, se mantém no páreo. A revelação do teor da conversa foi feita por Riva, da tribuna, durante a sessão ordinária desta terça à noite.

Riva disse que esteve reunido com Alencar nesta terça. Antes, o conselheiro discutiu o assunto com Daltro e com deputados da bancada do PSD. Segundo o presidente da AL, ao mesmo tempo que se mostra animado com a possibilidade de deixar o TCE para poder disputar as eleições, seguindo o exemplo do então conselheiro Júlio Campos, que se aponsentou em 2008 e encarou e perdeu a Prefeitura de Várzea Grande, Alencar pondera que “não está 100% decidido”.

Alencar pertence ao mesmo grupo de Roberto Farias, primo do prefeito Wanderlei Farias (PR), que deve disputar a reeleição ou indicar alguém do grupo para o pleito. O curioso é que os Farias estão rompidos. Embora não admita publicamente, o conselheiro, contrariando a lei que o proíbe participar da militância política, vem atuando nos bastidores para ser candidato. Quem lidera as reuniões é o próprio filho Leandro Soares, quarto-suplente de deputado.

A tendência é de Alencar, que já foi deputado e disputou, sem êxito, a Prefeitura de Barra do Garças, entrar no páreo de novo porque Roberto Faria dificilmente conseguirá sair da inelegibilidade de 3 anos. Em julgamento em julho do ano passado, o Tribunal de Justiça puniu Beto Farias por abuso de poder econômico praticado nas eleições de 2010, quando foi candidato a deputado federal, tanto que seus votos ficaram sub judice e só foram incluídos como válidos após a decisão do Supremo Tribunal Federal de postergar a entrada em vigor da Lei da Ficha Limpa para o pleito deste ano.

Vaga para Sérgio

Sobre a abertura de vaga para o cargo vitalício de conselheiro, o cacique do PSD José Riva deixou claro que trata-se de indicação da Assembleia é que o nome mais cotado é do primeiro-secretário da Mesa Diretora, Sérgio Ricardo (PR). Em seguida, comenta que Sérgio também não se decidiu. “Uma coisa é certa: a vaga será de um dos 23 deputados, porque eu estou fora. Não quero, não tenho perfil para ser conselheiro do TCE. Vou encerrar o mandato e voltar para a iniciativa privada”, enfatizou Riva.

Quando destaca que a vaga será da Assembleia, Riva manda recado para o secretário da Secopa, Eder de Moraes, que estava confiando em um acordo, feito ainda no governo Blairo Maggi, de que seria o próximo conselheiro do TCE, com aval do Executivo e do Legislativo. Pelo visto, Eder perdeu na queda-de-braço.

Categorias:Jogo do Poder

1 Comentário

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  1. - IP 200.175.150.65 - Responder

    Vamos devolver as terras para os índios. Isso aqui é terra sem leis. Isso aqui não existe. Só vai preso quem rouba bananas. Aqui é o país dos esquemas, das falcatruas. Carlinhos Cachoeira é “pivete” no meio dessa turma de Mato Grosso. Os comentários são tantos sobre todos os poderes que chega até ser ridículo. As noticias sobre o nosso “glorioso” TCE são terríveis. Comenta-se cada coisa que nem é bom citar. Aqui é terra de caboclos degredados. O povão é cúmplice de tudo isso. Não reclamem. Vocês tem que agüenta quietos e calados. Silval é fraco e Eder “precatório” de Moraes vai continuar intocável como sempre!

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