E o jornal O Estado de S. Paulo, no final das contas, tinha razão. Ministério Público Federal, depois de investigar o prefeito Mauro Mendes agora abre processo contra ele. Procuradora Vanessa Zago Scarmagnani protocolou, na segunda (28), ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, o juiz do Trabalho Luis Aparecido Torres, o empresário Valdinei Mauro e outros por atos de improbidade administrativa e possível fraude no leilão judicial da Minérios Salomão, realizado pelo Tribunal Regional do Trabalho, de Mato Grosso, em 2011. LEIA A AÇÃO

Procuradora Vanessa Zago processa Mauro Mendes, Valdinei Mauro et alli by Enock Cavalcanti

Juiz Paulo Brescovici manda que MPF e Advocacia Geral da União investiguem decisões do juiz Luis Aparecido… by Enock Cavalcanti

Advocacia Geral da União contra juízes Luis Aparecido Torres e Leopoldo Figueiredo by Enock Cavalcanti

 

Caem por terra, de forma retumbante, os desmentidos do prefeito Mauro Mendes sobre as investigações que o Ministério Público Federal estaria fazendo em torno de sua pessoa e do rumoroso leilão judicial que envolveu a antiga empresa Minérios Salomão, em Chapada dos Guimarães.

É que, depois de investigar, o Ministério Público Federal, através da procuradora da República Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro Scarmagnani, do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público do MPF, em Cuiabá, protocolou uma ação civil pública na Justiça Federal, na segunda-feira (28), contra o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, o empresário Valdinei Mauro de Souza, sua filha Jéssica Cristina de Souza, o corretor de imóveis José Faria de Oliveira, o juiz do Trabalho Luis Aparecido Torres e a empresa Maney Mineração Casa de Pedra Ltda, por possível envolvimento em fraude em leilão judicial promovido pelo Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso.

As investigações e o possível processo do MPF haviam sido caracterizados, no inicio deste ano, pelo prefeito, como uma trama de seus adversários políticos. Até o final da tarde desta quinta-feira não havia um posicionamento do prefeito ou da Prefeitura quanto ao processo. A informação era de que tanto Mauro Mendes quanto seus adversários não tinha tido acesso ao processo para poderem definir uma tática de enfrentamento da nova situação.

 

O juiz do Trabalho Luis Aparecido Ferreira Torres, além deste nova ação proposta pelo MPF também responde a processo disciplinar no âmbito do Tribunal Regional do Trabalho

O juiz do Trabalho Luis Aparecido Ferreira Torres, além deste nova ação proposta pelo MPF também responde a processo disciplinar no âmbito do Tribunal Regional do Trabalho

 

 

 

RELEMBRE, AQUI, O QUE O ESTADO DE S.PAULO PUBLICOU

Prefeito de Cuiabá é envolvido em fraude de até R$ 700 mi

MPF apura transação que levou Mauro Mendes (PSB) a ser dono de uma mineradora; juiz que transferiu cotas foi afastado pelo TRT

06 de janeiro de 2014 | 2h 07
Fernando Gallo – O Estado de S.Paulo

A pedido do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o Ministério Público Federal em Mato Grosso investiga uma fraude que pode chegar a R$ 700 milhões e envolve uma empresa do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB). Ele e um sócio são investigados, em processo sob sigilo, por terem se beneficiado do que o juiz do Trabalho Paulo Roberto Brescovici chamou de “fraude processual” na compra de uma mineradora.

Empresa de Mendes assumiu mineradora em 2012 - Rodinei Crescêncio/Estadão
Rodinei Crescêncio/Estadão
Empresa de Mendes assumiu mineradora em 2012

Brescovici considerou nulo o processo de venda de uma empresa que operava em uma área de extração mineral próxima do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Na investigação, concluiu-se que o juiz que conduziu a recuperação judicial da mineradora desviou R$ 185 mil do processo – o magistrado foi afastado do cargo pelo TRT de Mato Grosso.

Luis Aparecido Ferreira Torres, o juiz afastado, permitiu em 2011 a transferência das cotas da mineradora, que então se chamava Minérios Salomão, para uma empresa cuja dona era Jéssica Cristina de Souza, filha de Valdinei Mauro de Souza, sócio do prefeito de Cuiabá. Seis meses após se tornar dona da empresa, Jéssica transferiu 98% das cotas para a Maney Mineradora Casa de Pedra, que pertence a seu pai e a Mendes.

O processo foi marcado por uma série de irregularidades e possíveis “ilícitos penais”, de acordo com Brescovici, o juiz que investigou o caso no âmbito do TRT. Um dos problemas apontados foi a transferência das cotas da mineradora a Jéssica pelo valor de R$ 1,8 milhão.

Segundo Brescovici, o juiz Ferreira Torres “desconsiderou o potencial econômico das reservas auríferas e recursos naturais da área de propriedade da empresa que, de acordo com o laudo técnico de f. 610/620, foi fixado em R$ 723,7 milhões”.

O capital social da mineradora seria posteriormente elevado para R$ 703,5 milhões.

Corretor. Brescovici também descobriu uma autorização dada por Ferreira Torres para que a Caixa Econômica Federal liberasse R$ 185 mil a título de corretagem para um corretor de imóveis de nome José Faria de Oliveira, sem que ele tenha atuado em nenhum momento no processo de venda da mineradora ou de seus ativos.

Ferreira Torres apresentaria posteriormente um despacho de nomeação do corretor, mas ele não continha a numeração das folhas dos autos, o que mostrava que o suposto documento nunca pertenceu ao processo.

Oliveira havia intermediado a compra de dois flats, vendidos por uma construtora ao juiz. Em depoimento na investigação do TRT, o corretor disse que foi chamado ao gabinete de Ferreira Torres e que ele propôs transferir para seu nome os dois imóveis, sem explicar o motivo. Oliveira recusou a proposta.

Segundo o corretor, o juiz lhe perguntou se ele havia sido procurado por alguém do TRT e orientou Oliveira a dizer que havia recebido os R$ 185 mil sob suspeita a título de corretagem. Mais uma vez, ele se recusou a atender o pedido de Ferreira Torres e decidiu procurar a corregedoria do tribunal, que a partir daí passou a investigar o caso.

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Mauro Mendes acusa adversários de montar “armação ardilosa” e diz não temer investigação do MPF

Da Reportagem Local – Ronaldo Pacheco

OLHAR DIRETO

Foto: Tchélo Figueiredo / Secom – Cuiabá

Mauro Mendes:  “Quando a gente ingressa na política, se faz amigos e inimigos. Alguns adversários são ardilosos e tem tempo para ficar inventando coisasMauro Mendes: “Quando a gente ingressa na política, se faz amigos e inimigos. Alguns adversários são ardilosos e tem tempo para ficar inventando coisas”

Destaque no noticiário de alguns dos principais veículos de comunicação do Brasil, o prefeito Mauro Mendes (PSB) acusou os seus adversários de construírem uma “armação ardilosa” para atingi-lo e à sua administração. “Quando a gente ingressa na política, se faz amigos e inimigos. Alguns adversários são ardilosos e tem tempo para ficar inventando coisas. E usam da boa fé de algumas pessoas para fazerem aramção em cima do meu nome”, respondeu Mendes.

O prefeito da Capital assegurou que não teme a investigação do Ministério Público Federal (MPF), a pedido do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em um caso que supostamente envolveria uma empresa do qual é sócio, mas está afastado desde 2012. “Como prefeito, eu contrario muitos interesses”, pontuou.

“Na administração pública não há condições de agradar a todos. Aqui se contraria muitos interesses e alguns são poderosos e vem fazer o contraponto”, argumentou ele. “O espaço coletivo tem que ter regras. Se cada um fizer o que quiser, vira bagunça”, observou ele.

“Administrar é fazer o melhor para a população e não agir em detrimento dela. Somos pessoas do bem e não queremos prejudicar a cidade”, justificou Mendes. Antes, a Secretaria de Comunicação de Cuiabá já havia declarado que a notícia veiculada no jornal ‘O Estado de São Paulo’ tratava-se de “um assunto requentado”, supostamente a serviço de interesses pouco claros.

Entenda o caso

O jornal O Estado de São Paulo publicou reportagem anunciando que o Ministério Público Federal em Mato Grosso, a pedido do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), investiga uma fraude que pode chegar a R$ 700 milhões e envolve uma empresa do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB). A notícia foi repercutida em outros sites, como revista Veja e R7 (Rede Record).

“Mendes é sócio de uma empresa investigada, em processo sob sigilo, por supostamente ter se beneficiado de decisão que o juiz do Trabalho Paulo Roberto Brescovici chamou de ‘fraude processual’, na compra de uma mineradora”, diz a reportagem do Estadão, começo.

Brescovici considerou nulo o processo de venda de uma empresa que operava em uma área de extração mineral próxima do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Na investigação, concluiu-se que o juiz que conduziu a recuperação judicial da mineradora desviou R$ 185 mil do processo – o magistrado foi afastado do cargo pelo TRT de Mato Grosso.

Luis Aparecido Ferreira Torres, o juiz afastado, permitiu em 2011 a transferência das cotas da mineradora, que então se chamava Minérios Salomão, para uma empresa cuja dona era Jéssica Cristina de Souza, filha de Valdinei Mauro de Souza, sócio do prefeito de Cuiabá. Seis meses após se tornar dona da empresa, Jéssica transferiu 98% das cotas para a Maney Mineradora Casa de Pedra, que pertence a seu pai e a Mendes.

3 Comentários

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  1. - IP 200.96.181.99 - Responder

    Não da mais pra falar que não é Réu! Cade o secretario de comunicação da prefeitura? Vamos ver o que ele falara agora.

  2. - IP 179.254.43.231 - Responder

    Azedou a maionese preparada para o 1º de maio. Mas vamos aguardar a nova Nota de Esclarecimento que sem dúvida virá da pena do jornalista Kleber Lima. Haverá desmentido? Sairá algum coelho da cartola desses prestidigitadores? Creio que já não importa saber se houve ou não determinação do Juiz Brescovici para abertura de investigação por parte do MPF. Só não vale o silêncio constrangedor e pedido de sigilo na tramitação do feito. Nada de rabos entre as pernas… e muita publicidade porque a sociedade mato-grossense precisa acompanhar de perto e assistir todos os capítulos dessa novela… Esse dramalhão cheio de canastrões e mocinhas chorosas vai ter um final feliz? Aguardemos…

  3. - IP 177.193.134.32 - Responder

    CADEIA NELES!!

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