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ZÉ ANTÔNIO LEMOS: Carta aberta a Bolsonaro em defesa da Ferrovia da Ferronorte

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Zé Antônio e a ferrovia

 

FERROVIA: CARTA AO PRESIDENTE

por José A. Lemos

     Senhor presidente, ainda aproveitando o estímulo do seu estilo direto e franco de tratamento com a população, tomo a liberdade de dirigir a Vossa Excelência uma nova carta em forma de artigo abordando agora o resgate do modal ferroviário e sua expansão no país, tema fundamental para o desenvolvimento de Mato Grosso e para o Brasil, conforme tem sempre reiterado Vossa Excelência. A carta anterior tratou dos voos internacionais para o Aeroporto Marechal Rondon, principal acesso aeroviário do estado, cuja posição estratégica em pleno centro continental desperta a atenção de empresas aéreas, mas que há décadas não avança por detalhes incompatíveis com sua meta de destravar o desenvolvimento do país. 

     Antes é importante saudar os saltos já dados pelo seu governo na logística em geral, com a privatização dos aeroportos, a conclusão de obras rodoviárias, em especial a chegada a Miritituba do asfalto da nossa Cuiabá-Santarém e a agilização de projetos ferroviários como a Ferrogrão, FICO e Norte-Sul. Mas neste quadro tão positivo é incompreensível o desinteresse com que é tratada a extensão dos trilhos da antiga Ferronorte a partir de Rondonópolis em direção à Região Metropolitana de Cuiabá e logo ao norte chegando a Nova Mutum.

     Convém destacar que Nova Mutum já se localiza em plena área produtiva de grãos do Médio-Norte mato-grossense, e a apenas cerca de 450 km de Rondonópolis, onde se encontra em pleno funcionamento o maior terminal ferroviário da América Latina, em trajeto antropizado, sem xingus, araguaias ou himalaias a vencer ou reservas indígenas a atravessar. Entretanto, este projeto vem sendo desconsiderado em favor dos também importantes projetos da Ferrogrão e da Fico, um com quase 1.000 Km e outro com cerca de 800 km sendo a metade deste em rodovia, contados a partir de Lucas o principal centro de carga regional. 

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     Mas a viabilidade desta extensão preterida mostra-se mais relevante pois a meio do caminho encontra-se a Região Metropolitana de Cuiabá, no estado o maior centro de consumo local, processamento e distribuição regional, sendo assim o principal ponto de destino das cargas de retorno originárias do sul/sudeste brasileiro, em um volume estimado pela Rumo, em 20 milhões de toneladas/ano de cargas em geral (equivalente ao total da produção anual de grãos de Goiás), razão do interesse da empresa em investir de imediato em sua construção.

     O desprezo à continuidade do trajeto da Ferronorte fica mais incompreensível em um governo pragmático com importantes resultados alcançados em tão curto espaço de tempo. Mato Grosso apesar de ser o maior produtor agropecuário do Brasil e principal sustentáculo dos sucessivos superávits na balança comercial brasileira convive com um trágico gargalo logístico. Superados em muito os limites do modal rodoviário, tornou-se imperativo e urgente para Mato Grosso a extensão das ferrovias no estado, pois esta situação traz prejuízos imensos ao produtor e ao meio ambiente, e, pior, mata e aleija muita gente. 

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     Senhor presidente, como então compreender o descarte pelos últimos governos federais, inclusive o atual, desta alternativa de execução bem mais rápida e de custos muito menores, sem previsão de problemas indígenas ou ambientais, com carga viabilizadora de ida e volta, e já com interesse da Rumo em investir no trajeto, em especial agora com a recente aprovação pelo TCU da antecipação da renovação da concessão da Malha Paulista? Não haveria aí alguma motivação que não a logística vinda de um passado recente? Claro que se trata de uma inversão de prioridades herdada, porém incompatível com a clareza de objetivos de seu governo que tem a Verdade como principal lema.

JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, é conselheiro licenciado do CAU/MT, acadêmico da AAU e professor aposentado.

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Quatro motoristas são presos em flagrante por embriaguez em avenida de Cuiabá

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Quatro motoristas foram presos em flagrante por embriaguez, durante a 50ª edição da Operação Lei Seca, realizada na noite deste sábado (21.05), na Avenida Sebastião de Oliveira, Bairro Grande Terceiro, em Cuiabá.

Ao todo, sete apresentavam sinais de embriaguez, porém três se recusaram a fazer o teste de alcoolemia. Assim como os quatro primeiros, estes também foram levados à delegacia e devem responder judicialmente por condução de veículo sob efeito de álcool (artigo 165-A do Código de Trânsito).

Outras duas prisões tiveram como motivo a falta de habilitação (CNH). Não por terem esquecido o documento em casa ou algo similar, mas porque não possuírem licença para dirigir.    

Nessa operação, 187 veículos passaram por vistoria, dos quais 41 tiveram de ser removidos por falta de condições para circular e documentação, entre outras irregularidades. A fiscalização veicular inclui checagem das condições de segurança tanto de quem conduz quanto dos passageiros.    

Autos de Infração de Trânsito (AITs) – No total, 128 veículos foram fiscalizados, dos quais 44 foram removidos – 41 carros e três motocicletas. Outros 50 foram autuados. Os agentes recolheram ainda 14 CNHs (Carteira Nacional de habilitação) e um Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV).

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A 50ª edição chegou ao final com 43 veículos autuados, totalizando 50 infrações de trânsito. E ainda, 15 documentos recolhidos, sendo 13 CRLV e duas CNHs.

A Lei Seca é coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada da Secretaria de Estado de Segurança Pública (GGI/Sesp) e conta com as forças integradas da Polícia Militar, por meio do Batalhão de Trânsito (BPMTran); da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran); do Departamento Estadual de Trânsito (Detran); e da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob).

Fonte: GOV MT

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