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Sorteio mensal do Nota MT beneficia 143 entidades filantrópicas com R$ 110 mil

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O sorteio ‘Mensal Junho’ do Programa Nota MT que premiou 1001 consumidores nesta quinta-feira (08.07), também irá beneficiar 143 entidades filantrópicas de Mato Grosso. Juntas, elas vão receber o valor de R$ 110 mil, que corresponde a 20% das premiações distribuídas.

Essas instituições são escolhidas pelos consumidores ao fazer o cadastro no site ou aplicativo do Nota MT. E quando um bilhete do cidadão é sorteado, a entidade dele também ganha 20% do valor do prêmio.

A Associação de Amigos da Criança com Câncer de Cuiabá (AACC), foi a mais indicada pelos consumidores contemplados nesta quinta-feira (08.07). Ao todo 202 pessoas escolheram a instituição e, com isso, ela vai receber o valor de R$ 22.100,00.  Desde o lançamento do Nota MT, a AACC foi escolhida por 72.738 pessoas.

Indicado 29.679 vezes, o Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCan-MT), de Cuiabá, irá receber R$ 10.200,00, referente a 83 prêmios. As outras três instituições que foram mais indicadas por ganhadores foram: o Centro Social do Menino Jesus, de Sinop, que será beneficiado com R$ 5.000,00, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), de Tangará da Serra, que receberá R$ 2.500,00 e Associação Protetora dos Animais, de Sinop que irá ganhar R$ 2.400,00.

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Das 10 entidades que receberão os maiores valores referentes a indicações de ganhadores, duas são de Cuiabá, duas de Sinop. Várzea Grande, Rondonópolis, Tangará da Serra, Cáceres, Lucas do Rio Verde e Campo Novo do Parecis seguem na lista com um instituição. Juntas elas serão beneficiadas com R$ 51.600,00, que corresponde a 46,90% do valor total de R$ 110 mil, destinados às filantrópicas.

De 2019, ano de lançamento do Programa Nota MT, até o momento, o valor total que repassado às entidades indicadas por contribuintes sorteados foi de R$ R$2.728.500 milhões. Foram 188 instituições beneficiadas.

Cadastro das entidades

As entidades filantrópicas interessadas em participar do Programa Nota MT, precisam se cadastrar junto à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). No cadastro, as entidades precisam atender os requisitos do Edital 01/2019, preenchendo o formulário, informar os nomes dos presidentes ou responsáveis, telefones, e-mails e conta bancária para transferência de valores.

Para mais informações, ligar no telefone (65) 3613-5737 ou ainda procurar a Setasc, no setor Cidadania e Inclusão Socioprodutiva. O endereço é Rua Júlio Domingos de Campos, nº 100, Centro Político Administrativo (CPA), em Cuiabá.

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Fonte: GOV MT

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Comissão de Educação discute ciclo de formação humana e resultados do Ideb

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Foto: Helder Faria

O ciclo de formação humana como política de estado e o elevado nível de aprovação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), comparado ao baixo nível de aprendizagem dos estudantes mato-grossenses foram os temas discutidos pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, durante reunião extraordinária realizada na tarde desta segunda-feira (18).

O encontro faz parte do ciclo de debates que está sendo realizado pela comissão com o objetivo de levantar sugestões para a melhoria da qualidade da educação pública no estado.

A coordenadora do ensino fundamental da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Juliane Gusmão, apresentou informações acerca do processo de implementação do ciclo de formação humana nas escolas públicas de Mato Grosso, iniciado no ano de 2000, com o objetivo de dirimir o elevado número de retenção e evasão nas escolas seriadas.

O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior afirmou que o Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com ação civil pública contra o estado após receber diversas reclamações de que estudantes estavam sendo aprovados automaticamente por idade, sem que houvesse cuidado e reforço com eles por parte das escolas, como preconiza a Resolução 262 do Conselho Estadual de Educação. 

“Os índices de analfabetismo eram muito grandes. Os alunos não tinham competências básicas para seguirem a jornada. Não havia compromisso educacional com os estudantes, identificando suas dificuldades, o que precisava melhorar. Por isso, em 2011 foi feito um ajustamento de conduta homologado judicialmente para que fizesse como forma uniforme em toda rede estadual de ensino o reforço ao aluno”, disse.

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Juliane Gusmão explicou que, de 2000 a 2015, os estudantes eram avaliados por meio de relatório descritivo, sendo substituído em 2016 por objetivos de aprendizagem, que se repetiam nos três anos de cada ciclo. Em 2017, a Seduc constituiu grupos de trabalho para estudar o ciclo de formação humana. 

Como resultado do estudo, a partir de 2019 abriu-se a possibilidade de retenção de estudantes que não atingissem determinados níveis de aprendizagem durante o período de três anos de cada ciclo. “A partir de 2019, o estudante poderá ser reclassificado somente se apresentar resultados satisfatórios”, frisou.

A coordenadora informou ainda que o documento que institui a Política de Educação Básica para Mato Grosso foi construído a partir do que determinam os documentos norteadores dos currículos nacional e estadual. O texto está em fase de revisão e, posteriormente, será disponibilizado para consulta pública.

Entre as ações realizadas pela Seduc, segundo ela, está a implantação do Laboratório de Aprendizagem em todas as unidades escolares, com o objetivo de contribuir para a superação da defasagem de aprendizado dos estudantes.

O presidente da Comissão de Educação, deputado Wilson Santos (PSDB), destacou a necessidade de tratar o sistema ciclado de ensino como uma política de estado, e não de governo, e de resolver deficiências que ainda se apresentam após duas décadas de implantação do modelo.

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“Desde a implementação do ciclo, os governos o trataram da forma como cada um entendeu. Sem exceção. Por isso chegamos em uma modalidade que, na minha concepção, não é nem seriado e nem ciclo. É um pedaço de cada. O material é de seriado, não é específico para ciclo. Os professores não tiveram formação para a escola ciclada. Não queremos a volta ao modelo seriado, mas queremos que o ciclo seja 100% implantado, coisa que não está”, declarou.

Ricardo Sávio Aguiar de Souza, coordenador de Avaliação da Seduc, apresentou informações sobre os resultados do Ideb registrados no período de 2007 a 2019 e salientou que a qualidade da educação é multidimensional e que Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) leva em consideração sete fatores na análise, sendo o ensino e aprendizagem um deles.

Maria Luiza Zanirato, membro do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT), defendeu o funcionamento em tempo integral das escolas nos anos iniciais e ressaltou a importância da organização curricular e da inclusão dos estudantes na educação básica e superior. “A educação faz diferença, sim, na vida das pessoas”, reforçou.

Professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Danieli Backes frisou a necessidade de levar em consideração as diferentes realidades dos municípios mato-grossenses para definição de uma política educacional. “Alguns municípios não têm, sequer, uma rede de internet”, lembrou. 

Fonte: ALMT

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