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Sesp-MT lamenta falecimento de policiais penais em acidente de carro

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Três policiais penais da Cadeia Pública de Alta Floresta (800 km ao Norte de Cuiabá) sofreram um acidente de carro, nesta terça-feira (06.04), no Km 27 da BR-163, próximo ao Posto Gil. Eles retornavam de uma escolta feita até a capital, onde acompanharam um reeducando da unidade para ser internado no Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho, quando colidiram com uma carreta.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) lamenta profundamente que dois deles, Alexsandro Leite e Giovane Matos da Silva, tenham morrido no acidente. Alexsandro tinha 45 anos de idade e era natural de Osasco (SP), já Giovane tinha 38 anos de idade e nasceu em Alta Floresta.

O outro policial penal que estava na viatura do Sistema Penitenciário, Nivaldo Dias da Silva, de 45 anos, natural de Altonia (PR), foi socorrido com ferimentos. Ele foi atendido no local por uma equipe da concessionária Rota do Oeste e, posteriormente, resgatado por uma aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). Nivaldo passou por uma cirurgia na perna, permanece internado e seu estado de saúde é considerado estável.

O superintendente regional Oeste do Sistema Penitenciário, João Borba, afirmou que eles iriam pernoitar na cidade de Sinop (505 km ao Norte da capital), para seguir viagem nesta quarta-feira (07.04), e evitar pegar a estrada no período da noite.

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“Perdemos pessoas dedicadas, bons profissionais, que estavam no cumprimento de suas funções. Estiveram comigo pela manhã, quando trouxeram o reeducando para a internação no Adauto Botelho. E aproveitavam a viagem de volta à Alta Floresta para levar alguns materiais, como testes de Covid-19, medicamentos, capas de colete, como é de praxe quando há escoltas e missões cumpridas por servidores dessas unidades do interior”, lamenta.

Segundo ele, é uma grande perda não só para o Sistema Penitenciário, mas também para os familiares, com os quais, em nome de toda a categoria, se solidariza. “Imaginamos o sofrimento para toda a família neste momento e prestamos nossa solidariedade e estimamos força e conforto. Nós também, que somos colegas, sentimos muito, e nos faltam palavras para expressar essa dor”, acrescenta João Borba.

O secretário adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves, endossa o sentimento de pesar e reforça a contribuição dos servidores ao longo da vida. “Agradecemos pela dedicação em prol do Sistema Penitenciário e da segurança como um todo, sempre foram motivos de orgulho, e por isso lamentamos muito esse trágico acidente. Emanamos força à família neste momento de dor, e também voltamos nossas energias para que o servidor Nivaldo se recupere logo”.

Quanto a informações que circulam sobre o desaparecimento de armas que os policiais penais envolvidos no acidente portavam, o superintendente esclarece que uma equipe do Serviço de Operações Especiais (SOE) que estava na Cadeia de Diamantino e o diretor da Cadeia de Nova Mutum estiveram no local assim que foram informados do acidente. Eles encontraram no entorno da viatura uma pistola e três carregadores de pistola, sendo que as outras duas armas poderiam estar presas entre as ferragens.

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Porém, após a averiguação feita pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), as pistolas não foram encontradas. Neste caso, a possibilidade de furto será investigada pela Polícia Judiciária Civil (PJC-MT).  

Luto no Sistema Penitenciário

O último mês de março tem sido difícil para os policiais penais e toda a segurança pública, com mortes de sete profissionais, sendo seis em decorrência do coronavírus (Covid-19). A Sesp-MT lamenta todas essas perdas e estende condolência a todos os familiares e amigos.

O superintendente João Borba se deslocou, nesta quarta-feira (07.04), até Alta Floresta, para prestar apoio aos familiares dos servidores e aos colegas que integram a Cadeia Pública da cidade. Os corpos dos dois servidores foram liberados esta manhã pelo Instituto Médico Legal (IML) a uma funerária de Nova Mutum e, após os procedimentos necessários, serão levados pelo Ciopaer até Alta Floresta.

Fonte: GOV MT

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Comissão de Educação discute ciclo de formação humana e resultados do Ideb

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Foto: Helder Faria

O ciclo de formação humana como política de estado e o elevado nível de aprovação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), comparado ao baixo nível de aprendizagem dos estudantes mato-grossenses foram os temas discutidos pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, durante reunião extraordinária realizada na tarde desta segunda-feira (18).

O encontro faz parte do ciclo de debates que está sendo realizado pela comissão com o objetivo de levantar sugestões para a melhoria da qualidade da educação pública no estado.

A coordenadora do ensino fundamental da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Juliane Gusmão, apresentou informações acerca do processo de implementação do ciclo de formação humana nas escolas públicas de Mato Grosso, iniciado no ano de 2000, com o objetivo de dirimir o elevado número de retenção e evasão nas escolas seriadas.

O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior afirmou que o Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com ação civil pública contra o estado após receber diversas reclamações de que estudantes estavam sendo aprovados automaticamente por idade, sem que houvesse cuidado e reforço com eles por parte das escolas, como preconiza a Resolução 262 do Conselho Estadual de Educação. 

“Os índices de analfabetismo eram muito grandes. Os alunos não tinham competências básicas para seguirem a jornada. Não havia compromisso educacional com os estudantes, identificando suas dificuldades, o que precisava melhorar. Por isso, em 2011 foi feito um ajustamento de conduta homologado judicialmente para que fizesse como forma uniforme em toda rede estadual de ensino o reforço ao aluno”, disse.

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Juliane Gusmão explicou que, de 2000 a 2015, os estudantes eram avaliados por meio de relatório descritivo, sendo substituído em 2016 por objetivos de aprendizagem, que se repetiam nos três anos de cada ciclo. Em 2017, a Seduc constituiu grupos de trabalho para estudar o ciclo de formação humana. 

Como resultado do estudo, a partir de 2019 abriu-se a possibilidade de retenção de estudantes que não atingissem determinados níveis de aprendizagem durante o período de três anos de cada ciclo. “A partir de 2019, o estudante poderá ser reclassificado somente se apresentar resultados satisfatórios”, frisou.

A coordenadora informou ainda que o documento que institui a Política de Educação Básica para Mato Grosso foi construído a partir do que determinam os documentos norteadores dos currículos nacional e estadual. O texto está em fase de revisão e, posteriormente, será disponibilizado para consulta pública.

Entre as ações realizadas pela Seduc, segundo ela, está a implantação do Laboratório de Aprendizagem em todas as unidades escolares, com o objetivo de contribuir para a superação da defasagem de aprendizado dos estudantes.

O presidente da Comissão de Educação, deputado Wilson Santos (PSDB), destacou a necessidade de tratar o sistema ciclado de ensino como uma política de estado, e não de governo, e de resolver deficiências que ainda se apresentam após duas décadas de implantação do modelo.

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“Desde a implementação do ciclo, os governos o trataram da forma como cada um entendeu. Sem exceção. Por isso chegamos em uma modalidade que, na minha concepção, não é nem seriado e nem ciclo. É um pedaço de cada. O material é de seriado, não é específico para ciclo. Os professores não tiveram formação para a escola ciclada. Não queremos a volta ao modelo seriado, mas queremos que o ciclo seja 100% implantado, coisa que não está”, declarou.

Ricardo Sávio Aguiar de Souza, coordenador de Avaliação da Seduc, apresentou informações sobre os resultados do Ideb registrados no período de 2007 a 2019 e salientou que a qualidade da educação é multidimensional e que Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) leva em consideração sete fatores na análise, sendo o ensino e aprendizagem um deles.

Maria Luiza Zanirato, membro do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT), defendeu o funcionamento em tempo integral das escolas nos anos iniciais e ressaltou a importância da organização curricular e da inclusão dos estudantes na educação básica e superior. “A educação faz diferença, sim, na vida das pessoas”, reforçou.

Professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Danieli Backes frisou a necessidade de levar em consideração as diferentes realidades dos municípios mato-grossenses para definição de uma política educacional. “Alguns municípios não têm, sequer, uma rede de internet”, lembrou. 

Fonte: ALMT

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