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Seplag investe na capacitação de estagiários do Governo do Estado

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Está em execução pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio da Secretaria Adjunta da Escola de Governo, o projeto “Certificação Avançada de Estagiários.gov”, voltado a estudantes do ensino médio, da graduação e da pós-graduação contratados como estagiários do Poder Executivo estadual.

O principal objetivo da iniciativa é investir na formação profissional desse público no intuito de aumentar as suas chances de emprego no mercado de trabalho, explicou o titular da Seplag, Basílio Bezerra.

“Muitos destes estudantes estão tendo a sua primeira oportunidade de emprego, de contato com o mercado de trabalho, através deste estágio com o Governo. Outros estão aqui para expandir a sua rede de contatos profissionais ou para conhecer a dinâmica do serviço público”, pontuou Basílio. “Quanto mais adquirirem conhecimento e souberem dos caminhos para ingressar no mercado, maiores serão as suas chances de obter um emprego”, completou.

Segundo a Associação Brasileira de Estagiários (Abres), além de promover a vivência corporativa, o estágio ainda oferece renda para a manutenção dos estudos e é um aliado da educação, pois sua prática só é permitida para quem está regularmente matriculado e frequentando uma instituição de ensino.

Atualmente, o Governo do Estado possui em seu quadro de pessoal 2.107 estagiários. Desses, 67 estão matriculados no ensino médio, 1.328 na graduação e 712 na pós-graduação. Mato Grosso é um dos estados pioneiros na contratação de estagiários de pós-graduação (lato sensu e stricto sensu). O último processo seletivo para o programa de estágio com o Governo de Mato Grosso ocorreu há pouco mais de um ano, entre os meses de fevereiro e março de 2020.

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A engenheira florestal Tatiane Pereira Gilioli, estagiária de pós-graduação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), conta que está em seus planos futuros tornar-se servidora pública e que o estágio com o Governo é uma oportunidade de conhecer melhor a área. Tatiane é pós-graduanda em topografia aplicada e geoprocessamento.

“Eu optei pelo estágio para conhecer melhor o serviço público. Quando recebi um e-mail da Escola de Governo falando sobre o curso, o interesse pela área foi o que me motivou inicialmente, a oportunidade de aprender um pouco mais sobre ela, de enriquecer a minha formação profissional e pessoal, além de preencher o meu tempo livre devido a carga horária reduzida do estágio. Resolvi aproveitar a oportunidade”, ressaltou.

A estudante disse, ainda, que a iniciativa da Seplag de oferecer uma capacitação voltada somente para os estagiários do Governo chamou a sua atenção. “Pra mim, pareceu uma forma de cuidado do Estado com as pessoas e a intenção real de trazer experiências profissionais, técnicas e pessoais a todos que ocupam um cargo de estágio no quadro dos servidores”.

 A estagiária Tatiane Pereira Gilioli (a segunda na fileira da esquerda) com sua equipe de trabalho na Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Foto por Sema-MT

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De acordo com a secretária adjunta da Escola de Governo, Marioneide Kliemaschewsk, o projeto foi pensado como mais uma oportunidade de incentivar melhorias na formação do conhecimento e no currículo dos estagiários ao alinhar o aprendizado da sala de aula à prática vivenciada no mercado de trabalho.

Para alcançar tal objetivo, o projeto tem como foco o desenvolvimento de competências comportamentais e técnicas. O bloco comportamental aborda temas como comunicação, inteligência emocional, relacionamento interpessoal, postura profissional e ética no serviço público. Já o segundo trata da gestão de projetos e do tempo, dos modelos de gestão pública e da sustentabilidade na administração pública.

A capacitação está sendo ofertada na modalidade de Ensino a Distância (EAD), desde o dia 2 de agosto, de forma exclusivamente autoinstrucional, ou seja, com flexibilidade de tempo e de local de estudo ao aluno. O projeto possui carga horária total de 120 horas/aulas e ao concluí-lo os estudantes receberão a certificação do Estado, emitida pela Escola de Governo.

“Acreditamos que a educação transforma as pessoas e queremos estar ao lado dos nossos estagiários neste momento tão importante de aprendizado”, afirmou Kliemaschewsk.

Mais informações sobre o projeto “Certificação Avançada de Estagiários.gov” podem ser obtidas com a Escola de Governo pelo telefone 3613-3611 ou e-mail [email protected]

Fonte: GOV MT

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Comissão de Educação discute ciclo de formação humana e resultados do Ideb

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Foto: Helder Faria

O ciclo de formação humana como política de estado e o elevado nível de aprovação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), comparado ao baixo nível de aprendizagem dos estudantes mato-grossenses foram os temas discutidos pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, durante reunião extraordinária realizada na tarde desta segunda-feira (18).

O encontro faz parte do ciclo de debates que está sendo realizado pela comissão com o objetivo de levantar sugestões para a melhoria da qualidade da educação pública no estado.

A coordenadora do ensino fundamental da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Juliane Gusmão, apresentou informações acerca do processo de implementação do ciclo de formação humana nas escolas públicas de Mato Grosso, iniciado no ano de 2000, com o objetivo de dirimir o elevado número de retenção e evasão nas escolas seriadas.

O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior afirmou que o Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com ação civil pública contra o estado após receber diversas reclamações de que estudantes estavam sendo aprovados automaticamente por idade, sem que houvesse cuidado e reforço com eles por parte das escolas, como preconiza a Resolução 262 do Conselho Estadual de Educação. 

“Os índices de analfabetismo eram muito grandes. Os alunos não tinham competências básicas para seguirem a jornada. Não havia compromisso educacional com os estudantes, identificando suas dificuldades, o que precisava melhorar. Por isso, em 2011 foi feito um ajustamento de conduta homologado judicialmente para que fizesse como forma uniforme em toda rede estadual de ensino o reforço ao aluno”, disse.

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Juliane Gusmão explicou que, de 2000 a 2015, os estudantes eram avaliados por meio de relatório descritivo, sendo substituído em 2016 por objetivos de aprendizagem, que se repetiam nos três anos de cada ciclo. Em 2017, a Seduc constituiu grupos de trabalho para estudar o ciclo de formação humana. 

Como resultado do estudo, a partir de 2019 abriu-se a possibilidade de retenção de estudantes que não atingissem determinados níveis de aprendizagem durante o período de três anos de cada ciclo. “A partir de 2019, o estudante poderá ser reclassificado somente se apresentar resultados satisfatórios”, frisou.

A coordenadora informou ainda que o documento que institui a Política de Educação Básica para Mato Grosso foi construído a partir do que determinam os documentos norteadores dos currículos nacional e estadual. O texto está em fase de revisão e, posteriormente, será disponibilizado para consulta pública.

Entre as ações realizadas pela Seduc, segundo ela, está a implantação do Laboratório de Aprendizagem em todas as unidades escolares, com o objetivo de contribuir para a superação da defasagem de aprendizado dos estudantes.

O presidente da Comissão de Educação, deputado Wilson Santos (PSDB), destacou a necessidade de tratar o sistema ciclado de ensino como uma política de estado, e não de governo, e de resolver deficiências que ainda se apresentam após duas décadas de implantação do modelo.

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“Desde a implementação do ciclo, os governos o trataram da forma como cada um entendeu. Sem exceção. Por isso chegamos em uma modalidade que, na minha concepção, não é nem seriado e nem ciclo. É um pedaço de cada. O material é de seriado, não é específico para ciclo. Os professores não tiveram formação para a escola ciclada. Não queremos a volta ao modelo seriado, mas queremos que o ciclo seja 100% implantado, coisa que não está”, declarou.

Ricardo Sávio Aguiar de Souza, coordenador de Avaliação da Seduc, apresentou informações sobre os resultados do Ideb registrados no período de 2007 a 2019 e salientou que a qualidade da educação é multidimensional e que Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) leva em consideração sete fatores na análise, sendo o ensino e aprendizagem um deles.

Maria Luiza Zanirato, membro do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT), defendeu o funcionamento em tempo integral das escolas nos anos iniciais e ressaltou a importância da organização curricular e da inclusão dos estudantes na educação básica e superior. “A educação faz diferença, sim, na vida das pessoas”, reforçou.

Professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Danieli Backes frisou a necessidade de levar em consideração as diferentes realidades dos municípios mato-grossenses para definição de uma política educacional. “Alguns municípios não têm, sequer, uma rede de internet”, lembrou. 

Fonte: ALMT

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