(65) 99638-6107

CUIABÁ

É bem Mato Grosso

Policiais penais de Mato Grosso participam de Curso de Intervenção Rápida em Recinto Carcerário

Publicados

É bem Mato Grosso


A Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) enviou três policiais penais para participar do IV Curso de Intervenção Rápida em Recinto Carcerário (CIRRC). A capacitação é realizada pela Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará, por meio da Escola de Gestão Penitenciária do Estado (EGPR).

De Mato Grosso, estão participando os policiais penais Agno Ramos (Cadeia Pública de Campo Novo do Parecis), Alisson Pereira da Silva e Enoan Luiz Souza de Oliveira (Penitenciária Central do Estado – Cuiabá). O curso teve início nesta segunda-feira (16.08) e terá duração de 20 dias.

A formação visa capacitar os policiais penais do Sistema Penitenciário do Ceará e de outras unidades federativas, para atuarem na solução de conflitos no interior das unidades prisionais e desempenhar, de forma mais efetiva, procedimentos e técnicas adequadas em circunstâncias adversas como crise, rebelião, motim generalizado, entre outras práticas.

Para participar do curso, os agentes precisaram obter êxito no Teste de Aptidão Física (TAF). Ao todo, foram 139 inscritos. Destes, apenas 88 passaram nos testes de exercícios. A carga horária será de 350 horas/aulas, contendo disciplinas como o uso diferenciado da força, Lei de Execuções Penais (LEP), direitos humanos e ética.

Leia Também:  Governo transfere para outubro entrega de máquinas e equipamentos

Já as disciplinas táticas utilizam doutrina própria, específica da intervenção prisional. Além disso, os participantes também terão conhecimentos sobre as atividades policiais, como abordagem, escolta, combate veicular, sobrevivência policial, aph tático, armamento e tiro, imobilizações, combate a incêndio, defesa pessoal, dentre outros.

O secretário executivo de planejamento e gestão interna da SAP, Maiquel Mendes, coordenador da missão, falou sobre a importância da integração entre outras forças de segurança e a expansão do curso para agentes de outras regiões do Brasil. “Precisamos de pessoas dispostas. Na condição de alunos, vocês vieram em busca de mais conhecimentos. O resultado tem que ser um só: prestar um serviço de qualidade para a sociedade. Nós estamos aqui para servir. Tenham isso em mente. Se não tiverem, estão na profissão errada. Precisamos de gente determinada, focada em fazer a diferença”.

Para o secretário de Administração Penitenciária do Ceará, Mauro Albuquerque, nada se conquista com pouco esforço. “Vocês estão aqui para fazer a diferença. É importante que todos deem o melhor de si nesse momento. Nada se consegue sem trabalho, sem empenho, sem esforço. Tudo tem um sacrifício. Aproveitem essa oportunidade. Bom curso a todos”.

Leia Também:  Estado pode ser obrigado a indenizar segmentos afetados por medidas restritivas

(Com informações da Assessoria da Secretaria de Administração Penitenciária do Ceará)

Fonte: GOV MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

É bem Mato Grosso

Comissão de Educação discute ciclo de formação humana e resultados do Ideb

Publicados

em


Foto: Helder Faria

O ciclo de formação humana como política de estado e o elevado nível de aprovação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), comparado ao baixo nível de aprendizagem dos estudantes mato-grossenses foram os temas discutidos pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, durante reunião extraordinária realizada na tarde desta segunda-feira (18).

O encontro faz parte do ciclo de debates que está sendo realizado pela comissão com o objetivo de levantar sugestões para a melhoria da qualidade da educação pública no estado.

A coordenadora do ensino fundamental da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Juliane Gusmão, apresentou informações acerca do processo de implementação do ciclo de formação humana nas escolas públicas de Mato Grosso, iniciado no ano de 2000, com o objetivo de dirimir o elevado número de retenção e evasão nas escolas seriadas.

O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior afirmou que o Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com ação civil pública contra o estado após receber diversas reclamações de que estudantes estavam sendo aprovados automaticamente por idade, sem que houvesse cuidado e reforço com eles por parte das escolas, como preconiza a Resolução 262 do Conselho Estadual de Educação. 

“Os índices de analfabetismo eram muito grandes. Os alunos não tinham competências básicas para seguirem a jornada. Não havia compromisso educacional com os estudantes, identificando suas dificuldades, o que precisava melhorar. Por isso, em 2011 foi feito um ajustamento de conduta homologado judicialmente para que fizesse como forma uniforme em toda rede estadual de ensino o reforço ao aluno”, disse.

Leia Também:  JOSÉ A. LEMOS: Ferrovia para MT não pode ser esteira só para levar produção, mas também para trazer desenvolvimento e qualidade de vida

Juliane Gusmão explicou que, de 2000 a 2015, os estudantes eram avaliados por meio de relatório descritivo, sendo substituído em 2016 por objetivos de aprendizagem, que se repetiam nos três anos de cada ciclo. Em 2017, a Seduc constituiu grupos de trabalho para estudar o ciclo de formação humana. 

Como resultado do estudo, a partir de 2019 abriu-se a possibilidade de retenção de estudantes que não atingissem determinados níveis de aprendizagem durante o período de três anos de cada ciclo. “A partir de 2019, o estudante poderá ser reclassificado somente se apresentar resultados satisfatórios”, frisou.

A coordenadora informou ainda que o documento que institui a Política de Educação Básica para Mato Grosso foi construído a partir do que determinam os documentos norteadores dos currículos nacional e estadual. O texto está em fase de revisão e, posteriormente, será disponibilizado para consulta pública.

Entre as ações realizadas pela Seduc, segundo ela, está a implantação do Laboratório de Aprendizagem em todas as unidades escolares, com o objetivo de contribuir para a superação da defasagem de aprendizado dos estudantes.

O presidente da Comissão de Educação, deputado Wilson Santos (PSDB), destacou a necessidade de tratar o sistema ciclado de ensino como uma política de estado, e não de governo, e de resolver deficiências que ainda se apresentam após duas décadas de implantação do modelo.

Leia Também:  Deputado debate melhorias no trânsito de Rondonópolis na sede do Detran

“Desde a implementação do ciclo, os governos o trataram da forma como cada um entendeu. Sem exceção. Por isso chegamos em uma modalidade que, na minha concepção, não é nem seriado e nem ciclo. É um pedaço de cada. O material é de seriado, não é específico para ciclo. Os professores não tiveram formação para a escola ciclada. Não queremos a volta ao modelo seriado, mas queremos que o ciclo seja 100% implantado, coisa que não está”, declarou.

Ricardo Sávio Aguiar de Souza, coordenador de Avaliação da Seduc, apresentou informações sobre os resultados do Ideb registrados no período de 2007 a 2019 e salientou que a qualidade da educação é multidimensional e que Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) leva em consideração sete fatores na análise, sendo o ensino e aprendizagem um deles.

Maria Luiza Zanirato, membro do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT), defendeu o funcionamento em tempo integral das escolas nos anos iniciais e ressaltou a importância da organização curricular e da inclusão dos estudantes na educação básica e superior. “A educação faz diferença, sim, na vida das pessoas”, reforçou.

Professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Danieli Backes frisou a necessidade de levar em consideração as diferentes realidades dos municípios mato-grossenses para definição de uma política educacional. “Alguns municípios não têm, sequer, uma rede de internet”, lembrou. 

Fonte: ALMT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA