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Mais de duas toneladas de drogas são retiradas de circulação em Mato Grosso

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O uso de drogas ilícitas é considerado porta de entrada para outras práticas criminosas, e envolve, além de segurança, outras áreas, como saúde e educação. O assunto ganha atenção especial neste sábado (26.06), que é o Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Em Mato Grosso, as forças de segurança retiraram mais de duas toneladas (2,371 kg) de drogas de circulação, no período de 1° a 24 de junho, durante a Operação Narco Brasil, realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em todo o país. No estado, a ação é coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

Foram empregados 2.057 profissionais da Polícia Militar (PM-MT), Polícia Judiciária Civil (PJC-MT) e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Neste período, foram feitas 95 diligências, 1.654 blitze e barreiras, 32.538 abordagens a pessoas e 15.444 veículos fiscalizados.

O secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp-MT, coronel PM Victor Fortes, ressalta que o combate ao uso e tráfico de drogas passa por ações preventivas e repressivas. “Atuamos de forma integrada, com diversas atividades preventivas e repressivas desenvolvidas. A proposta da Narco Brasil foi intensificar a mobilização nacional e Mato Grosso faz parte desse enfrentamento”.

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No âmbito da PJC-MT, foram instaurados 363 inquéritos, dos quais foram concluídos 295. “Os números são expressivos e demonstram o quanto as instituições de segurança trabalham cotidianamente. São prisões, apreensões de drogas, armas e dinheiro, inquéritos instaurados, investigações qualificadas que atingem a capacidade financeira de organizações criminosas, por meio de bens apreendidos e valores bloqueados”, frisa a titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Juliana Chiquito Palhares.

Segundo ela, o combate ao tráfico de drogas deve ser entendido e planejado desde a pequena boca de fumo do bairro que incomoda a comunidade até as grandes organizações criminosas que lucram com essa atividade ilícita e fomentam outros crimes, como os homicídios, a violência doméstica, furtos, roubos, etc.

Também foram cumpridos 102 mandados busca domiciliar e 99 mandados de prisão. O total de pessoas presas chegou a 766. O subchefe do Estado Maior Geral da Polícia Militar, coronel PM Carlos Eduardo Pinheiro da Silva, destaca que os 15 Comandos Regionais envolvidos na operação obtiveram bons resultados. “Foi uma operação que veio ao encontro dos três eixos da Polícia Militar, que é o enfrentamento ao homicídio, roubo e uso e tráfico de entorpecentes. Acreditamos que surtiu o efeito desejado”.

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Laudos periciais

Complementando a parte repressiva, a Politec é responsável pela confecção dos laudos periciais de todo o material apreendido. No caso dos entorpecentes, por exemplo, junto com o relatório técnico, a droga e apetrechos utilizados na atividade de tráfico são devolvidos para a DRE em envelopes de segurança lacrados.

“Quando autorizada a incineração da droga pelo Poder Judiciário, fazemos a conferência dos lacres (integridade e relação) para assegurar que o material a ser incinerado está idôneo e corresponde à lista de materiais que serão incinerados. Esta conferência é feita na delegacia, antes do dia da incineração, e mais duas vezes no dia”, acrescenta o gerente de Perícias em Química Forense, perito oficial criminal Ewerton Ferreira Barros.

Dentre os vários servidores da Politec envolvidos estão peritos oficiais criminais, técnicos de laboratório, servidores da área administrativa, todos da Gerência de Perícias em Química Forense e da unidade de inteligência da Politec.

A Operação Narco em Mato Grosso resultou ainda em 269 Autos de Prisão em Flagrante (APFs) lavrados, e apreensões de 134 armas, 380 munições, R$ 52.554,00 e 64 veículos.

Fonte: GOV MT

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Comissão de Educação discute ciclo de formação humana e resultados do Ideb

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Foto: Helder Faria

O ciclo de formação humana como política de estado e o elevado nível de aprovação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), comparado ao baixo nível de aprendizagem dos estudantes mato-grossenses foram os temas discutidos pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, durante reunião extraordinária realizada na tarde desta segunda-feira (18).

O encontro faz parte do ciclo de debates que está sendo realizado pela comissão com o objetivo de levantar sugestões para a melhoria da qualidade da educação pública no estado.

A coordenadora do ensino fundamental da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Juliane Gusmão, apresentou informações acerca do processo de implementação do ciclo de formação humana nas escolas públicas de Mato Grosso, iniciado no ano de 2000, com o objetivo de dirimir o elevado número de retenção e evasão nas escolas seriadas.

O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior afirmou que o Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com ação civil pública contra o estado após receber diversas reclamações de que estudantes estavam sendo aprovados automaticamente por idade, sem que houvesse cuidado e reforço com eles por parte das escolas, como preconiza a Resolução 262 do Conselho Estadual de Educação. 

“Os índices de analfabetismo eram muito grandes. Os alunos não tinham competências básicas para seguirem a jornada. Não havia compromisso educacional com os estudantes, identificando suas dificuldades, o que precisava melhorar. Por isso, em 2011 foi feito um ajustamento de conduta homologado judicialmente para que fizesse como forma uniforme em toda rede estadual de ensino o reforço ao aluno”, disse.

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Juliane Gusmão explicou que, de 2000 a 2015, os estudantes eram avaliados por meio de relatório descritivo, sendo substituído em 2016 por objetivos de aprendizagem, que se repetiam nos três anos de cada ciclo. Em 2017, a Seduc constituiu grupos de trabalho para estudar o ciclo de formação humana. 

Como resultado do estudo, a partir de 2019 abriu-se a possibilidade de retenção de estudantes que não atingissem determinados níveis de aprendizagem durante o período de três anos de cada ciclo. “A partir de 2019, o estudante poderá ser reclassificado somente se apresentar resultados satisfatórios”, frisou.

A coordenadora informou ainda que o documento que institui a Política de Educação Básica para Mato Grosso foi construído a partir do que determinam os documentos norteadores dos currículos nacional e estadual. O texto está em fase de revisão e, posteriormente, será disponibilizado para consulta pública.

Entre as ações realizadas pela Seduc, segundo ela, está a implantação do Laboratório de Aprendizagem em todas as unidades escolares, com o objetivo de contribuir para a superação da defasagem de aprendizado dos estudantes.

O presidente da Comissão de Educação, deputado Wilson Santos (PSDB), destacou a necessidade de tratar o sistema ciclado de ensino como uma política de estado, e não de governo, e de resolver deficiências que ainda se apresentam após duas décadas de implantação do modelo.

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“Desde a implementação do ciclo, os governos o trataram da forma como cada um entendeu. Sem exceção. Por isso chegamos em uma modalidade que, na minha concepção, não é nem seriado e nem ciclo. É um pedaço de cada. O material é de seriado, não é específico para ciclo. Os professores não tiveram formação para a escola ciclada. Não queremos a volta ao modelo seriado, mas queremos que o ciclo seja 100% implantado, coisa que não está”, declarou.

Ricardo Sávio Aguiar de Souza, coordenador de Avaliação da Seduc, apresentou informações sobre os resultados do Ideb registrados no período de 2007 a 2019 e salientou que a qualidade da educação é multidimensional e que Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) leva em consideração sete fatores na análise, sendo o ensino e aprendizagem um deles.

Maria Luiza Zanirato, membro do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT), defendeu o funcionamento em tempo integral das escolas nos anos iniciais e ressaltou a importância da organização curricular e da inclusão dos estudantes na educação básica e superior. “A educação faz diferença, sim, na vida das pessoas”, reforçou.

Professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Danieli Backes frisou a necessidade de levar em consideração as diferentes realidades dos municípios mato-grossenses para definição de uma política educacional. “Alguns municípios não têm, sequer, uma rede de internet”, lembrou. 

Fonte: ALMT

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