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João Ormond, Maurício Detoni e Ana Rafaela dedicam-se à trilha sonora do aniversário da capital mato-grossense

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Neste dia 8 de abril, quando Cuiabá completa 302 anos, três grandes talentos mato-grossenses se unem para presentear a cidade com uma bela produção audiovisual. O projeto “Por Todo Canto”, no qual João Ormond convida Maurício Detoni e Ana Rafaela, traz 16 canções, fruto de parcerias do “Violeiro do Pantanal” com diversos artistas, seja nas composições ou nas gravações, que ilustram o talento e a versatilidade do trio, cuja história musical está intimamente ligada à Cuiabá.

A produção estreia nesta quinta-feira (08.04), às 10h (horário de Mato Grosso), nos canais de YouTube dos artistas, tornando-se uma trilha sonora muito especial para a celebração de Cuiabá. Sem o regionalismo de costume, mas sem esquecer as raízes, Ormond apresenta um trabalho voltado para a música mundial – a World Music -, passeando pelo Reggae, Samba Reggae, Bossa Nova, Forró, Folk, Rock Rural e a música caipira.

Segundo Ormond, o audiovisual foi a forma encontrada para levar ao público um pouco do que seria o projeto original. “A ideia era realizar um show beneficente em Cuiabá, em que receberia Ana e Maurício. Com o agravamento da pandemia e das medidas de restrição, isso se tornou impraticável. Até mesmo uma live seria complicado de realizar”, frisa. Então optou-se por uma apresentação gravada, em clima intimista, onde os três alternam apresentações solo, em duos e trios.

O repertório tem como base o álbum independente “Por todo Canto”, lançado em 2019 e disponível nas plataformas de música. Todas as 10 faixas do disco estão presentes, somando-se a alguns clássicos e sucessos de Ormond, como “Eu Nasci Com Asas”, que lançou com Zé Geraldo, “Nunca é Tarde Para Brilhar”, gravada com Adriana Farias (do Barra da Saia), e Miosótis, registrada com Ana Rafaela, entre outras. Comparece também “Pra Terra”, de Maurício Detoni, uma declaração de amor a Cuiabá e Mato Grosso.

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Belas canções, músicos talentosos e estilos diferentes de cantar tornam “Por Todo Canto” um trabalho único. “São artistas do mais alto quilate e eu me senti muito honrado de tê-los nesse projeto. Foi uma química bacana que rolou. Acredito que conseguimos produzir uma obra cativante e atemporal que agora apresentamos como um singelo presente à Cuiabá. Uma retribuição à cidade que tantas alegrias e oportunidades nos proporcionou e se tornou fator decisivo para alçarmos voos mais longínquos”, ressalta Ormond.

Os cantores Ana Rafaela e Maurício Detoni são cuiabanos e atualmente residem respectivamente, em São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). Já João Ormond, natural de Alto Paraguai, despontou para a música na capital mato-grossense e hoje divide-se entre ela e Jundiaí (SP), onde fica seu estúdio/escritório. Quer dizer, são como embaixadores que revelam a qualidade musical e cosmopolita de Cuiabá para o restante do país.

A satisfação também é demonstrada pelos parceiros de projeto. Segundo Detoni foi uma oportunidade de manter o que já se tornou tradição. “É mais uma oportunidade para dar os parabéns a Cuiabá. Eu sempre presto alguma homenagem desde que saí da cidade há mais de 20 anos. Nesse show tenho a felicidade de ter uma canção minha chamada Pra Terra, que fiz em 1997. É uma honra, uma grande alegria que essa canção esteja aí sendo distribuída através de grandes amigos meus”, finaliza Maurício Detoni.

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“É um alívio, um suspiro bom em meio a esse caos que estamos vivendo. Ver esse resultado tão lindo, com artistas da terra e a gente podendo fazer esse trabalho daqui de São Paulo, reunindo profissionais incríveis e queridos, para mim foi um grande presente”, enaltece Ana Rafaela. Para a cantora, foi muito bom poder comemorar o aniversário da Capital com um projeto que é histórico. “É isso, Cuiabá fazendo história em São Paulo e para o mundo. Está na internet, está no mundo. Tenho muito orgulho de fazer parte disso”, comemora.

“Nos preocupamos em apresentar uma produção muito bem feita. Com captação profissional de som e imagem. Gostamos muito do resultado. Gravamos o que queríamos gravar, do jeito que queríamos gravar. Superou todas as expectativas”, analisa Ormond, aproveitando para frisar que houve uma preocupação grande em relação à saúde de todos os envolvidos. “Gravamos em São Paulo mesmo, em uma chácara, dentro das normas de segurança, músicos com máscaras, distanciamento, lugar aberto”.

João Ormond destaca a equipe de produção e a participação de grandes músicos de apoio na gravação como Cássio Soares (bateria), Gabriel Nanni (baixo), Rafael Cabello, Rafael Virgulino (acordeon) e Rafael Amarante (violão/guitarra).

“Por Todo Canto” é um dos projetos contemplado no Edital MT Nascentes, realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

Serviço

Por todo Canto – João Ormond convida Maurício Detoni e Ana Rafaela

Data: 08 de abril de 2021 (quinta-feira)

Horário: 10h, horário de Mato Grosso

Local: Canal do Youtube de João Ormond, Ana Rafaela e Maurício Detoni

Fonte: GOV MT

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Comissão de Educação discute ciclo de formação humana e resultados do Ideb

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Foto: Helder Faria

O ciclo de formação humana como política de estado e o elevado nível de aprovação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), comparado ao baixo nível de aprendizagem dos estudantes mato-grossenses foram os temas discutidos pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, durante reunião extraordinária realizada na tarde desta segunda-feira (18).

O encontro faz parte do ciclo de debates que está sendo realizado pela comissão com o objetivo de levantar sugestões para a melhoria da qualidade da educação pública no estado.

A coordenadora do ensino fundamental da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Juliane Gusmão, apresentou informações acerca do processo de implementação do ciclo de formação humana nas escolas públicas de Mato Grosso, iniciado no ano de 2000, com o objetivo de dirimir o elevado número de retenção e evasão nas escolas seriadas.

O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior afirmou que o Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com ação civil pública contra o estado após receber diversas reclamações de que estudantes estavam sendo aprovados automaticamente por idade, sem que houvesse cuidado e reforço com eles por parte das escolas, como preconiza a Resolução 262 do Conselho Estadual de Educação. 

“Os índices de analfabetismo eram muito grandes. Os alunos não tinham competências básicas para seguirem a jornada. Não havia compromisso educacional com os estudantes, identificando suas dificuldades, o que precisava melhorar. Por isso, em 2011 foi feito um ajustamento de conduta homologado judicialmente para que fizesse como forma uniforme em toda rede estadual de ensino o reforço ao aluno”, disse.

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Juliane Gusmão explicou que, de 2000 a 2015, os estudantes eram avaliados por meio de relatório descritivo, sendo substituído em 2016 por objetivos de aprendizagem, que se repetiam nos três anos de cada ciclo. Em 2017, a Seduc constituiu grupos de trabalho para estudar o ciclo de formação humana. 

Como resultado do estudo, a partir de 2019 abriu-se a possibilidade de retenção de estudantes que não atingissem determinados níveis de aprendizagem durante o período de três anos de cada ciclo. “A partir de 2019, o estudante poderá ser reclassificado somente se apresentar resultados satisfatórios”, frisou.

A coordenadora informou ainda que o documento que institui a Política de Educação Básica para Mato Grosso foi construído a partir do que determinam os documentos norteadores dos currículos nacional e estadual. O texto está em fase de revisão e, posteriormente, será disponibilizado para consulta pública.

Entre as ações realizadas pela Seduc, segundo ela, está a implantação do Laboratório de Aprendizagem em todas as unidades escolares, com o objetivo de contribuir para a superação da defasagem de aprendizado dos estudantes.

O presidente da Comissão de Educação, deputado Wilson Santos (PSDB), destacou a necessidade de tratar o sistema ciclado de ensino como uma política de estado, e não de governo, e de resolver deficiências que ainda se apresentam após duas décadas de implantação do modelo.

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“Desde a implementação do ciclo, os governos o trataram da forma como cada um entendeu. Sem exceção. Por isso chegamos em uma modalidade que, na minha concepção, não é nem seriado e nem ciclo. É um pedaço de cada. O material é de seriado, não é específico para ciclo. Os professores não tiveram formação para a escola ciclada. Não queremos a volta ao modelo seriado, mas queremos que o ciclo seja 100% implantado, coisa que não está”, declarou.

Ricardo Sávio Aguiar de Souza, coordenador de Avaliação da Seduc, apresentou informações sobre os resultados do Ideb registrados no período de 2007 a 2019 e salientou que a qualidade da educação é multidimensional e que Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) leva em consideração sete fatores na análise, sendo o ensino e aprendizagem um deles.

Maria Luiza Zanirato, membro do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT), defendeu o funcionamento em tempo integral das escolas nos anos iniciais e ressaltou a importância da organização curricular e da inclusão dos estudantes na educação básica e superior. “A educação faz diferença, sim, na vida das pessoas”, reforçou.

Professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Danieli Backes frisou a necessidade de levar em consideração as diferentes realidades dos municípios mato-grossenses para definição de uma política educacional. “Alguns municípios não têm, sequer, uma rede de internet”, lembrou. 

Fonte: ALMT

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