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Governo de MT entrega material didático para aprimorar aulas não presenciais; são 233.335 apostilas dedicadas a estudantes e professores

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Todos os estudantes do Ensino Fundamental, da rede estadual, começam a receber esta semana, as apostilas multidisciplinares – Anos Iniciais e Anos Finais – para auxiliar nas aulas não presenciais.O material didático será entregue nas escolas estaduais em Cuiabá, Várzea Grande e mais nove cidades da Baixada Cuiabana até esta sexta-feira (30.04). Para os demais municípios, as apostilas serão destinadas para as 15 Diretorias Regionais de Educação (DREs) que ficarão responsáveis pela distribuição nas escolas.

Foram impressas 217.130 apostilas para os alunos e 16.205 para os professores, totalizando 233.335 apostilas. Todo o material é alinhado com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

O governador Mauro Mendes e o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, acompanharam a entrega das duas primeiras carretas com as apostilas na manhã desta segunda-feira (26.04), na Arena Pantanal. Mendes enfatizou a qualidade pedagógica e de impressão, lembrando que o material é muito semelhante ao usado na rede privada de ensino de Mato Grosso e nas melhores escolas do país.

“Eu disse que íamos fazer grandes investimentos com o Programa Mais MT e a educação, sem dúvida alguma, é um dos grandes desafios que temos. Não pode um Estado com a envergadura econômica que temos, principalmente no agronegócio, com este desempenho tão espetacular, estar com a educação pública na condição que estávamos. Estamos tomando atitudes para mudar isso”, enfatizou.

O governador lembrou de outras ações já realizadas, como a garantia de um notebook para todos os professores que estão em sala de aula, além da compra de ares-condicionados para mais de 300 unidades e os investimentos em infraestrutura.

“Tenho me reunido quase que diariamente com o Alan e o Amauri (secretário adjunto Executivo da Seduc), buscando formas e metodologias para modernizar a educação, que seja mais tecnológica. As crianças já estão craques na internet e a escola não pode ficar com giz no quadro. Precisamos mudar e esta mudança de qualidade, de patamar, é que estamos trabalhando para trazer para as escolas de Mato Grosso”.

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Mauro Mendes afirmou que muitas outras ações virão. “Todo o investimento em infraestrutura e na área pedagógica tem como objetivo, ao final, ter um ensino público de qualidade e que entregue resultados positivos aos nossos alunos”.

As apostilas

Na versão impressa, o material segue os seguintes componentes curriculares para o aluno: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História e Geografia. Numa versão digital ainda estará disponível Inglês e Arte. 

O secretário Alan Porto enfatiza que a entrega das apostilas é mais um esforço do governo para ampliar a aprendizagem dos estudantes neste período de pandemia. Destaca que o material vai auxiliar os professores no planejamento das aulas, assim como na preparação de avaliações dos alunos.

“Esse material chega para garantir o aprimoramento das práticas pedagógicas. É um suporte ao trabalho que já vem sendo desenvolvido”, reforça o secretário.

O conteúdo das apostilas foi doado pela Editora Moderna. As apostilas foram impressas em São Paulo ao custo de dois centavos cada página.

“Os textos que servem de base para as atividades são contemporâneos, bem diversificados e adequados a cada faixa etária. A linguagem é adequada ao público a que se destina e o material possui um aspecto visual atrativo, colorido e com ilustrações”, explica Alan Porto.

Conteúdo

As apostilas são para os alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Além do material impresso, estarão disponíveis, digitalmente, conteúdos de Arte, Inglês e Educação Física (teoria e prática).

Todo o material foi elaborado com metodologias e práticas pedagógicas atualizadas, em diferentes linguagens e contextos.

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Orientativo

A secretaria adjunta de Gestão Educacional da Seduc elaborou um orientativo que será encaminhado a todos os professores para que possam aproveitar o material da melhor forma possível.

Ele dá detalhes de como o material está separado e cita exemplos de aulas com aplicação do conteúdo e das habilidades para os Anos Iniciais e Finais.

Manual do professor

Todas as unidades dos materiais encaminhados apresentam orientações para o professor, relacionadas às temáticas e atividades propostas, com sugestões didáticas e indicações das correspondências entre os objetos de conhecimento e as habilidades da BNCC.

O material também traz atividades com respostas e comentários, ideias para abordar os conhecimentos prévios e informações que permitem ampliar as temáticas trabalhadas na mediação com o estudante, além de variadas sugestões destinadas a enriquecer o repertório do professor.

As seções Atitudes para a Vida (Ciências), Ser no Mundo (Geografia e História) e Trabalho em Equipe (Matemática) buscam despertar nos estudantes a reflexão sobre atitudes individuais e coletivas, que desenvolvam o pensamento crítico e a capacidade de agir com consciência, diante de diversas situações.

Versão Digital

Além do conteúdo impresso, há a versão digital do material, que servirá como um suporte às estratégias de ensino.

Serão disponibilizadas senhas de acesso ao portal SET Brasil com os materiais anuais sendo eles: para os anos iniciais, Educação Física (teoria e prática), Livro do Coordenador, Livros Multidisciplinares; para os anos finais, todos os componentes curriculares.

Os professores podem obter mais informações na Coordenadoria de Ensino Fundamental e Educação Infantil pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (65) 3613-6414.

Ensino Médio

Também já estão sendo impressas as apostilas para o Ensino Médio. O conteúdo, neste caso, foi doado pelo governo do Estado de São Paulo.

Fonte: GOV MT

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Comissão de Educação discute ciclo de formação humana e resultados do Ideb

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Foto: Helder Faria

O ciclo de formação humana como política de estado e o elevado nível de aprovação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), comparado ao baixo nível de aprendizagem dos estudantes mato-grossenses foram os temas discutidos pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, durante reunião extraordinária realizada na tarde desta segunda-feira (18).

O encontro faz parte do ciclo de debates que está sendo realizado pela comissão com o objetivo de levantar sugestões para a melhoria da qualidade da educação pública no estado.

A coordenadora do ensino fundamental da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Juliane Gusmão, apresentou informações acerca do processo de implementação do ciclo de formação humana nas escolas públicas de Mato Grosso, iniciado no ano de 2000, com o objetivo de dirimir o elevado número de retenção e evasão nas escolas seriadas.

O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior afirmou que o Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com ação civil pública contra o estado após receber diversas reclamações de que estudantes estavam sendo aprovados automaticamente por idade, sem que houvesse cuidado e reforço com eles por parte das escolas, como preconiza a Resolução 262 do Conselho Estadual de Educação. 

“Os índices de analfabetismo eram muito grandes. Os alunos não tinham competências básicas para seguirem a jornada. Não havia compromisso educacional com os estudantes, identificando suas dificuldades, o que precisava melhorar. Por isso, em 2011 foi feito um ajustamento de conduta homologado judicialmente para que fizesse como forma uniforme em toda rede estadual de ensino o reforço ao aluno”, disse.

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Juliane Gusmão explicou que, de 2000 a 2015, os estudantes eram avaliados por meio de relatório descritivo, sendo substituído em 2016 por objetivos de aprendizagem, que se repetiam nos três anos de cada ciclo. Em 2017, a Seduc constituiu grupos de trabalho para estudar o ciclo de formação humana. 

Como resultado do estudo, a partir de 2019 abriu-se a possibilidade de retenção de estudantes que não atingissem determinados níveis de aprendizagem durante o período de três anos de cada ciclo. “A partir de 2019, o estudante poderá ser reclassificado somente se apresentar resultados satisfatórios”, frisou.

A coordenadora informou ainda que o documento que institui a Política de Educação Básica para Mato Grosso foi construído a partir do que determinam os documentos norteadores dos currículos nacional e estadual. O texto está em fase de revisão e, posteriormente, será disponibilizado para consulta pública.

Entre as ações realizadas pela Seduc, segundo ela, está a implantação do Laboratório de Aprendizagem em todas as unidades escolares, com o objetivo de contribuir para a superação da defasagem de aprendizado dos estudantes.

O presidente da Comissão de Educação, deputado Wilson Santos (PSDB), destacou a necessidade de tratar o sistema ciclado de ensino como uma política de estado, e não de governo, e de resolver deficiências que ainda se apresentam após duas décadas de implantação do modelo.

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“Desde a implementação do ciclo, os governos o trataram da forma como cada um entendeu. Sem exceção. Por isso chegamos em uma modalidade que, na minha concepção, não é nem seriado e nem ciclo. É um pedaço de cada. O material é de seriado, não é específico para ciclo. Os professores não tiveram formação para a escola ciclada. Não queremos a volta ao modelo seriado, mas queremos que o ciclo seja 100% implantado, coisa que não está”, declarou.

Ricardo Sávio Aguiar de Souza, coordenador de Avaliação da Seduc, apresentou informações sobre os resultados do Ideb registrados no período de 2007 a 2019 e salientou que a qualidade da educação é multidimensional e que Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) leva em consideração sete fatores na análise, sendo o ensino e aprendizagem um deles.

Maria Luiza Zanirato, membro do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT), defendeu o funcionamento em tempo integral das escolas nos anos iniciais e ressaltou a importância da organização curricular e da inclusão dos estudantes na educação básica e superior. “A educação faz diferença, sim, na vida das pessoas”, reforçou.

Professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Danieli Backes frisou a necessidade de levar em consideração as diferentes realidades dos municípios mato-grossenses para definição de uma política educacional. “Alguns municípios não têm, sequer, uma rede de internet”, lembrou. 

Fonte: ALMT

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