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Deputado Claudinei garante cessão de uso de área do assentamento Pontal do Areia à UFR

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Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS

O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) visitou nesta terça-feira (23), a área do assentamento Pontal do Areia, em Poxoréu, que foi cedida para uso pela Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), onde será implantado um campo de pesquisa tecnológica que atenderá os cursos de medicina veterinária e agronomia. O presidente da Associação dos Mini-Produtores Rurais Carlos Marighella, Cícero Pedro de Moura, e o membro Valdir Correia foram alguns dos que lutaram para concretizar a ação e avaliaram que o campo favorecerá a valorização da região.

“O movimento por aqui é muito grande com a produção agrícola. Cedemos uma área para a UFR, a documentação está pronta. Todo esse resultado se deve ao deputado Claudinei ter feito articulação com o [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Mato Grosso] Incra. Só temos que agradecer o apoio dado por ele para chegarmos nesse resultado”, explicou Valdir. 

Incra

No dia 3 de maio deste ano, o parlamentar havia articulado uma reunião entre Valdir Correia, o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Mato Grosso, Marcos da Cunha, e o chefe de Divisão de Desenvolvimento do Incra, Elton Antônio, para discutirem a cessão de área do assentamento para ser aproveitado pela instituição de ensino. 

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Correia explicou que no ano de 1999 ocorreu o parcelamento de lotes que, atualmente, possui 166 famílias assentadas. “É uma área plana de 102,5 hectares. Entre os anos de 2012 a 2013, o Incra cedeu para a Associação [dos Mini-Produtores Rurais Carlos Marighella], com prazo provisório de cinco anos para fazer o plantio de mandioca coletiva que favoreceu a produção de farinha”, lembrou Valdir. 

No encontro com os representantes do Incra, Elton Antônio, já havia adiantado que o processo seria tranquilo, desde que a UFR seguisse a norma de execução da entidade agrária. “Como a universidade é uma entidade pública e federal, ela entraria com cessão de uso, em prazo que pode variar de 20 a 30 anos. Ela faz o pedido fundamentado porque quer a área que é a parte mais importante”, esclareceu Elton.

Conforme Valdir, a cessão de uso da área vai contribuir para o desenvolvimento e aplicação de políticas públicas que beneficiarão os municípios circunvizinhos. Ele acrescenta que o próximo passo será concretizar a doação definitiva do terreno para a universidade já que é um processo mais demorado. 

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Fonte: ALMT

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Comissão de Educação discute ciclo de formação humana e resultados do Ideb

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Foto: Helder Faria

O ciclo de formação humana como política de estado e o elevado nível de aprovação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), comparado ao baixo nível de aprendizagem dos estudantes mato-grossenses foram os temas discutidos pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, durante reunião extraordinária realizada na tarde desta segunda-feira (18).

O encontro faz parte do ciclo de debates que está sendo realizado pela comissão com o objetivo de levantar sugestões para a melhoria da qualidade da educação pública no estado.

A coordenadora do ensino fundamental da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Juliane Gusmão, apresentou informações acerca do processo de implementação do ciclo de formação humana nas escolas públicas de Mato Grosso, iniciado no ano de 2000, com o objetivo de dirimir o elevado número de retenção e evasão nas escolas seriadas.

O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior afirmou que o Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com ação civil pública contra o estado após receber diversas reclamações de que estudantes estavam sendo aprovados automaticamente por idade, sem que houvesse cuidado e reforço com eles por parte das escolas, como preconiza a Resolução 262 do Conselho Estadual de Educação. 

“Os índices de analfabetismo eram muito grandes. Os alunos não tinham competências básicas para seguirem a jornada. Não havia compromisso educacional com os estudantes, identificando suas dificuldades, o que precisava melhorar. Por isso, em 2011 foi feito um ajustamento de conduta homologado judicialmente para que fizesse como forma uniforme em toda rede estadual de ensino o reforço ao aluno”, disse.

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Juliane Gusmão explicou que, de 2000 a 2015, os estudantes eram avaliados por meio de relatório descritivo, sendo substituído em 2016 por objetivos de aprendizagem, que se repetiam nos três anos de cada ciclo. Em 2017, a Seduc constituiu grupos de trabalho para estudar o ciclo de formação humana. 

Como resultado do estudo, a partir de 2019 abriu-se a possibilidade de retenção de estudantes que não atingissem determinados níveis de aprendizagem durante o período de três anos de cada ciclo. “A partir de 2019, o estudante poderá ser reclassificado somente se apresentar resultados satisfatórios”, frisou.

A coordenadora informou ainda que o documento que institui a Política de Educação Básica para Mato Grosso foi construído a partir do que determinam os documentos norteadores dos currículos nacional e estadual. O texto está em fase de revisão e, posteriormente, será disponibilizado para consulta pública.

Entre as ações realizadas pela Seduc, segundo ela, está a implantação do Laboratório de Aprendizagem em todas as unidades escolares, com o objetivo de contribuir para a superação da defasagem de aprendizado dos estudantes.

O presidente da Comissão de Educação, deputado Wilson Santos (PSDB), destacou a necessidade de tratar o sistema ciclado de ensino como uma política de estado, e não de governo, e de resolver deficiências que ainda se apresentam após duas décadas de implantação do modelo.

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“Desde a implementação do ciclo, os governos o trataram da forma como cada um entendeu. Sem exceção. Por isso chegamos em uma modalidade que, na minha concepção, não é nem seriado e nem ciclo. É um pedaço de cada. O material é de seriado, não é específico para ciclo. Os professores não tiveram formação para a escola ciclada. Não queremos a volta ao modelo seriado, mas queremos que o ciclo seja 100% implantado, coisa que não está”, declarou.

Ricardo Sávio Aguiar de Souza, coordenador de Avaliação da Seduc, apresentou informações sobre os resultados do Ideb registrados no período de 2007 a 2019 e salientou que a qualidade da educação é multidimensional e que Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) leva em consideração sete fatores na análise, sendo o ensino e aprendizagem um deles.

Maria Luiza Zanirato, membro do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT), defendeu o funcionamento em tempo integral das escolas nos anos iniciais e ressaltou a importância da organização curricular e da inclusão dos estudantes na educação básica e superior. “A educação faz diferença, sim, na vida das pessoas”, reforçou.

Professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Danieli Backes frisou a necessidade de levar em consideração as diferentes realidades dos municípios mato-grossenses para definição de uma política educacional. “Alguns municípios não têm, sequer, uma rede de internet”, lembrou. 

Fonte: ALMT

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