(65) 99638-6107

CUIABÁ

É bem Mato Grosso

Conselho Deliberativo do Vale do Rio Cuiabá aprova implantação do BRT na Região Metropolitana

Publicados

É bem Mato Grosso


O Conselho Deliberativo Metropolitano do Vale do Rio Cuiabá (Codem) aprovou nesta quarta-feira (12.05), por maioria, a substituição do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) pelo Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), movido à eletricidade, como modal de transportes na Região Metropolitana da Capital. Foram 13 votos a favor da nova solução de transporte.

O conselho reúne representantes dos poderes Executivos, Legislativo e entidades civis dos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Acorizal, Santo Antônio de Leverger e Nossa Senhora do Livramento, que compõem a região metropolitana, e toda a reunião foi transmitida pelo YouTube do Governo de Mato Grosso. Além dos votos favoráveis, a mudança pelo BRT também teve quatro votos contrários e duas ausências.

De acordo com o governador Mauro Mendes, colocar em deliberação do conselho um assunto de relevância, que é a solução de mobilidade urbana para as cidades de Cuiabá e Várzea Grande, demonstra claramente a intenção do Governo de Mato Grosso de esclarecer as nuances da decisão pela implantação do BRT. Isto porque, o conselho tem a função principal de apresentar e discutir soluções para o futuro da Região Metropolitana, por meio da integração de planos, políticas e ações dos municípios. E, como a solução de mobilidade abrange as cidades de Cuiabá e Várzea Grande, era de fundamental importância a anuência do órgão na decisão a favor do BRT.

“A escolha pelo BRT foi antes de tudo técnica, embasada por estudos que apontaram diversas vantagens, como maior economia para sua implantação e viabilidade de projeto. Além disso, a mudança desse modal corrige um erro histórico, porque é do conhecimento de todos que o VLT foi escolhido em cima de corrupção. Aredito que o CODEM traz uma contribuição relevante no contexto do aglomerado urbano da Baixada Cuiabana, e poderá nos auxiliar com diretrizes de políticas públicas que nós poderemos vir a implementar”, disse o governador.

Para deliberação sobre o modo de transporte, todos os conselheiros receberam e analisaram os estudos técnicos disponibilizados em consulta pública feita pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), bem como participaram da audiência pública que apresentou os quesitos técnicos e legais da implantação do BRT, realizada na última semana.

A fim de trazer ainda mais clareza acerca do BRT, todos tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas técnicas e jurídicas, que foram respondidas pelo engenheiro de transportes da Sinfra, Rafael Detoni, e pelo procurador do Estado Wilmer Cysne Prado. Já a relatoria do processo de substituição do VLT para BRT ficou sob a responsabilidade do prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, que deu parecer favorável à implantação do BRT. 

Leia Também:  Escola Dr. Mário de Castro será a primeira a adotar projeto de formação profissional em tecnologia

Ao proferir seu voto, Kalil Baracat destacou que já defendeu a continuidade das obras do VLT, quando ainda não era prefeito municipal, mas percebeu a importância da mudança para o cidadão usuário do transporte coletivo, que é quem mais necessita de uma solução de mobilidade urbana.

“Foi definido hoje, através dessa sessão onde o conselho aprovou e agora o Estado vai tomar as medidas cabíveis para realizar a obra. Minha decisão foi baseada nos estudos técnicos, pareceres jurídicos. Inclusive, eu era favorável ao VLT. Defendi isso na minha campanha. Depois de apresentações e estudos, até pelo relatório que apresentei, hoje aprovo o BRT e acho que será mais econômico, flexível e vai atender a região metropolitana”, disse o prefeito.

Kalil Baracat reforçou ainda as dificuldades pelo qual o município de Várzea Grande passou nos últimos anos, em razão da paralisação das obras do VLT e destacou que as obras do BRT vão trazer novo fôlego para a cidade. 

Para a implantação do BRT,  o Governo do Estado se responsabilizará pela realização das seguintes obras de infraestrutura: corredor segregado, paradas, estações e terminais, tratamento das calçadas, Parque Linear da Av. Rubens de Mendonça, Centro de Controle Operacional, Garagem Operacional do BRT com subestação de recarga elétrica dos ônibus, sistema de monitoramento e segurança da frota e usuários, sistema de comunicação com os usuários e também pela aquisição dos ônibus movidos à eletricidade.

“Para a sociedade será melhor, pois o custo do BRT será mais em conta do que o VLT. O novo modal BRT vai atender as demandas do município, pois a pessoa vai pegar o BRT próximo de sua residencial e seguir no seu trajeto”, disse o prefeito. 

Representando os conselheiros, Aislan Sebastião destacou a importância dessa série de discussões que o Governo de Mato Grosso tem feito para demonstrar à população os benefícios e vantagens da implantação do BRT, não apenas para a situação econômico-financeira do Estado, mas, principalmente, para os usuários do futuro modal de transporte.

Isso porque os investimentos estimados para o BRT são da ordem de R$ 460 milhões, enquanto o VLT demandaria R$ 763 milhões, situação que  exigiria mais recursos do Governo de Mato Grosso para execução de obras. Já para o usuário do coletivo, o BRT apresenta melhor desempenho operacional e proporcionará maior flexibilidade de operação junto aos ônibus do sistema alimentador dos municípios, permitindo reduzir o número de integrações para os usuários, quando comparado à modelagem da rede com o sistema VLT, dada a possibilidade de uso compartilhado no corredor segregado.

Leia Também:  Seplag disponibiliza em seu site Guia Referencial de Indicadores

“Recebemos um conjunto de informações comparativas entre BRT e VLT e participamos da audiência pública que aconteceu com a participação da população e hoje tivemos um complemento das informações básicas que tínhamos em relação à troca desse sistema do VLT para BRT. Conseguimos uma tranquilidade e uma facilidade de fazer com que o BRT chegue em toda a população. Com o VLT o trajeto seria mais engessado. Com o BRT, teremos maior flexibilidade e viagens rápidas ao centro da cidade, diminuindo o tempo que a população fica dentro do ônibus. É um ganho importante na vida das pessoas”, disse o conselheiro.

Aislan destacou ainda outros pontos principais que, segundo ele, são favoráveis à substituição dos modais de transporte: a manutenção da gratuidade aos estudantes e idosos, bem como a tarifa reduzida, no valor de R$ 3,04, quando comparada ao do sistema VLT, que custaria em torno de R$ 5,28. Além disso, o BRT demandará menor custo e menor tempo de implantação, quando comparado a outros modais. As obras devem durar até 18 meses.

“Será garantido o direito conquistado pelos estudantes, pelos idosos na questão da gratuidade. Isso é de fundamental importância e fez com que chegássemos a esse convencimento da aprovação da substituição de VLT por BRT, que é um compromisso do governo de Mato Grosso – e fazer com que todos os conselheiros tivessem firmeza no seu voto. O BRT é melhor o modelo, pois vai abranger o maior número de bairros, tanto em Cuiabá, quanto em Várzea Grande”, encerrou o conselheiro.

A previsão é de que, com a aprovação da substituição do modal pelo BRT, o governo lance edital para contratação de obras  do BRT até o mês de junho. Além dos citados, participaram ainda o secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho, o secretário de Infraestrutura e Logística Marcelo de Oliveira, o secretário de Fazenda Rogério Gallo, o procurador-geral do Estado Francisco Lopes, entre outras autoridades. 

Fonte: GOV MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

É bem Mato Grosso

A partir de janeiro, ICMS da energia elétrica será de 17%; conta de luz pode ficar até 12% mais barata

Publicados

em


A cobrança da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da energia elétrica deixa de ser 25% e 27% e passa a ser de 17% em Mato Grosso, a partir de janeiro de 2022. A Lei 708/2021, do maior pacote de redução de impostos do país foi sancionada pelo governador Mauro Mendes, nesta terça-feira (07.12).

O impacto dessa redução poderá significar contas de luz até 12% mais baratas. Isso porque, a carga tributária do imposto, será de R$ 36,50 no consumo de 400 kWh e de até R$ 117 no consumo de 1000 kWh. Um corte de 39% e 45% no ICMS, respectivamente.

O presidente do Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso (Sindenergia), Tiago Vianna de Arruda, afirmou que o pacote de redução de impostos sancionado pelo governador Mauro Mendes vai trazer justiça econômica para a sociedade.

A avaliação de Vianna passa pelo impacto que a medida irá produzir no setor da energia elétrica. No total, com a lei, o Governo de Mato Grosso deve deixar de arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão por ano, valor que permanece no bolso dos contribuintes, aliviando o orçamento doméstico de milhares de pessoas e também de empresas.

Leia Também:  Ação conjunta apreende carga de cerveja avaliada em R$ 230 mil

“Essa medida chega em boa hora, no momento em que os brasileiros mais estão precisando, trazendo liquidez tributária para toda a população. E é importante frisar que dos R$ 1,2 bilhão de redução que está previsto, R$ 732 milhões são referentes ao ICMS da energia elétrica. Ou seja, 60% do pacote de redução de impostos do Governo de Mato Grosso está circunscrito à taxa de ICMS sobre a energia. Isso é muito importante porque a energia elétrica é um insumo caro, que está presente na vida de todo mundo – seja na nossa residência, no comércio, na indústria -, então qualquer redução de imposto nesse sentido vai incentivar e tornar a nossa economia mais justa para todo mundo”, avaliou Tiago Vianna.

A redução significativa também vai ser sentida nos setores da comunicação, do gás industrial e dos combustíveis.

Fonte: GOV MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA