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Comissão de Saúde dá posse a novos deputados e foca no combate à pandemia

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Foto: MARCOS LOPES / ALMT

O deputado Dr João (MDB) vai comandar a Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social pelos próximos dois anos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A posse do presidente e demais membros da Comissão aconteceu nesta terça-feira (6). O vice-presidente será o deputado Dr. Gimenez (PV).

O novo presidente da Comissão afirmou que vai dar sequência aos trabalhos focando principalmente no combate à pandemia da Covid-19 em Mato Grosso.

“Não vai ter nenhuma mudança radical, nós vamos continuar fazendo o nosso trabalho na comissão. Vamos esperar a pandemia diminuir para voltar com as visitações nos hospitais municipais, regionais, estaduais e privados para ver o que ‘sobrou’ da saúde pública”, disse o deputado.

Dr. João salientou que as instalações de novas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no interior do Estado foi importante para o atendimento no tratamento da pandemia, no entanto, ele e os demais membros pretendem apresentar propostas para que as unidades permanecem nos municípios.

“Acredito que até agosto tenhamos condições de ver isso. Visitando principalmente onde foram habilitadas as UTIs para a pandemia, e poder dar sugestões junto à Secretaria Estadual de Saúde”, espera dr. João.

De acordo com o  deputado Paulo Araújo (PP), titualr da Comissão  é preciso também trabalhar questões como a Previdência e pobreza. “Temos que trazer novamente a discussão para a Casa, para a questão da isenção dos aposentados e pensionistas. Precisamos fazer um estudo para saber qual o tamanho da pobreza de Mato Grosso. Entendo também que devemos caminhar em conjunto com ações efetivas voltadas para a assistência social, diretamente no combate á fome”, afirmou ele.

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O vice-presidente da comissão, Dr. Gimenez (PV) endossou a opinião de Araújo e foi mais além, falando que a assistência social é importante para o desenvolvimento do Estado e pediu mais esforços dos demais membros nesta questão.

“Temos famílias em situação de penúria e passando fome. Há sim que interiorizar nossos olhares, para buscar alternativas para essas pessoas que tem economia pobre. Essa comissão tem que pensar também nos excluídos, ouvindo essas pessoas e buscando propostas para mudar esse quadro”, comentou Gimenez.

O deputado Lúdio Cabral (PT), mostrou dados em Mato Grosso decorrente da covid. Ele entende que a pandemia é séria e precisa ser melhor olhada pelos governantes de um modo geral.

“Dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso, 18 se infectaram, dois foram reinfectados, quatro parlamentares precisaram ser hospitalizados ao longo da doença, dois precisaram de cuidados semi intensivos, dois necessitaram de UTIs, e um deles faleceu. Esse quadro da pandemia entre nós é o retrato que a população está enfrentando. Isso aumenta a responsabilidade que nós temos, se reposicionando de forma adequada e no momento certo. Estamos vivendo uma guerra real e não metafórica contra um inimigo invisível, traiçoeiro e imortal”, lembrou ele.

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Os dados de Cabral apontam que nos últimos 36 dias, morreram 2.321 pessoas em Mato Grosso afetadas pelo vírus da Covid, totalizando quase 30% de todos os óbitos que aconteceram ao longo do período da doença no Estado.

Após a posse da Comissão, os deputados decidiram que para a próxima reunião, programada para o dia 13 deste mês, a equipe técnica vai contactar o prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva, e a secretária de saúde do município paulista, Eliana Honain, para explicar quais medidas o município adotou para conter a pandemia.

Além de Dr. João, como presidente, e Dr. Gimenez, de vice-presidente a comissão conta ainda com os seguintes deputados: membros titulares: Paulo Araújo e Lúdio Cabral. Membros suplentes: Kalil Faissal, Wilson Santos, Xuxu Dal Molin, Sebastião Rezende e delegado Claudinei.

Fonte: ALMT

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ALMT realiza I Seminário de Políticas Públicas para a Mulher Surda

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Assembleia Legislativa realizou, nesta quinta-feira (24), o I Seminário de Políticas Públicas para a Mulher Surda de Mato Grosso. O evento foi organizado pelo deputado estadual Wilson Santos (PSDB), em parceria com a Câmara Setorial Temática da Pessoa com Deficiência, e contou com a participação de representantes dos governos federal e estadual e palestrantes de Mato Grosso e dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Paraná.

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e a secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Priscila Gaspar, destacaram a relevância do tema e apresentaram algumas das ações realizadas pelo governo federal em prol das mulheres surdas, como a disponibilização de atendimento em Libras, feito por videochamada, na Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos. “O atendimento funciona 24 horas por dia e, com isso, a mulher surda tem a oportunidade de usar os canais da ouvidoria para denunciar todo tipo de violência, seja contra si ou contra terceiros, exercendo, assim, a sua cidadania”, declarou a ministra.

A professora da rede municipal de ensino, Indira Isis Bernardes, relatou parte das dificuldades que enfrentou ao longo de sua vida enquanto mulher negra e surda e reivindicou a criação de uma associação estadual das mulheres surdas. Destacou ainda a necessidade da presença de intérpretes e tradutores de Libras nas instituições públicas, como a Delegacia da Mulher. “Muitas mulheres sofrem violência e não conseguem denunciar porque não podem se comunicar. Por isso, os profissionais que estão nesses lugares precisam ter conhecimento da língua de sinais”, disse.

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Solicitação semelhante foi feita por Riguel Brum de Paula, representando a comunidade surda. “É importante que se crie uma central de denúncias que seja acessível a essas pessoas”, pediu.

Pró-reitora de Assistência Estudantil da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Lisiane Pereira de Jesus parabenizou a Assembleia Legislativa por promover discussão sobre o tema e afirmou que a universidade “trabalha intensamente na implantação de políticas para inclusão dos estudantes”.

O acesso de pessoas surdas à educação e ao mercado de trabalho também foi discutido durante o evento. A tradutora e intérprete de Libras Flávia Lima afirmou que muitos empregadores optam por contratar pessoas que não apresentam dificuldades de comunicação e, nas escolas, os estudantes que apresentam deficiência auditiva não têm acesso às mesmas informações que os demais. A formação continuada de professores e a presença de tradutores e intérpretes nas salas de aula, em sua avaliação, seriam de suma importância.

A professora Shirley Vilhalva defendeu a aprovação do Projeto de Lei 4.990/2020, em tramitação na Câmara dos Deputados, que objetiva garantir o direito à educação de educandos surdos, surdocegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com deficiências associadas.

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O deputado Wilson Santos (PSDB) assegurou a inclusão do tema nos debates promovidos pelo Parlamento estadual, bem como o suporte necessário para criação da associação estadual das mulheres surdas. “Queremos constituir políticas públicas que possam amenizar o sofrimento dessas pessoas. Vamos encaminhar um conjunto de propostas para fazer cumprir a legislação e aperfeiçoá-la”, frisou.

A programação do I Seminário de Políticas Públicas para a Mulher Surda de Mato Grosso continuará nesta sexta-feira (25), durante todo o dia, no Plenário de Deliberações da Assembleia Legislativa.

Fonte: ALMT

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