É BEM MATO GROSSO – Empresários Michel e Alan Leplus, dos sucos Melina, comemoram sucesso de sua produção em Nova Mutum

Michel Leplus é um empresário nascido na França que, juntamente com seu irmão Alain, adotou o Brasil como nova pátria e o Mato Grosso como seu lar. Aqui eles comandam a produção dos sucos da marca Melina, a partir de parreiras plantadas em Nova Mutum. O empredimento é sucesso e o Suco Melina, além de ser comercializado pela Rede Carrefour de Supermercados, também é exportado para o exigente mercado dos Estados Unidos.

Uva: Mato Grosso está de cachos cheios

Fernando Martins
Folha do Estado

Na metade da década de 90, a notícia de que se poderia cultivar uva no clima quente de Mato Grosso despertou o interesse de diversos empresários do campo. Investimentos no setor fizeram o estado ganhar destaque nacional e a cidade de Primavera do Leste, 240 km da capital, tornou-se conhecida pelos vastos parreirais. Hoje, o sindicato rural do município encontra dificuldades de localizar algum produtor que ainda esteja no ramo.

De acordo com o diretor da Sociedade Mato-grossense de Fruticultura, Duílio Maiolino, o uso de agrotóxicos e defensivos das culturas de soja, milho e algodão ajudaram a diminuir a produção de uva. Bastante sensível, a viticultura sucumbiu à toxicidade dessas substâncias.

Apesar da diminuição de produtores, alguns se mantiveram no negócio e garantem colheita recorde em 2012. Morador de São Pedro da Cipa, a 140 Km de Cuiabá, Eduardo de Abreu cultiva, junto com o pai, dois tipos da fruta, a Niágara e a Itália. Setembro é mês de colheita e, segundo estimativas do proprietário, a produção chegará a 10 toneladas. A quantia irá abastecer as cidades de Jaciara, Rondonópolis, Dom Aquino e a capital para o consumo in natura.

“Foi trabalhoso adaptar os pés de uva com o clima daqui. As parreiras de Mato Grosso precisam de tratamento diferente desde a adubação do solo até a poda”, considera o viticultor. A plantação de uva local é organizada de maneira distinta do que se aprende e pratica em regiões mais frias, como a do Sul do Brasil. Para um dos proprietários da empresa de sucos de uva “Melina”, Michel Leplus, tecnologia é a palavra-chave para o sucesso da produção no Estado. A falta de investimentos do Poder Público à cultura é outra razão para o subdesenvolvimento da atividade.

“Mato Grosso se direciona para a soja e algodão porque é de rápido retorno, ao contrário da fruticultura, que, no caso da uva, o prazo é de dois anos”, frisa o empresário francês. Sediada em Nova Mutum, a 250 km da capital, a empresa dos irmãos Michel e Alain Leplus, além de servir como testes para novas espécies da fruta, celebrará neste ano a colheita de 750 toneladas de uva produzidas em solo mato-grossense. As variedades Isabel Precoce e Violeta são as que compõem o suco 100% natural que conquistou selo Carrefour de qualidade.

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), de Jales, do interior de São Paulo, é parceira dos irmãos empresários. “Os pesquisadores criam as novas variedades e me mandam. Eu as desenvolvo durante dois anos e faço testes”, explica Michel. Um outro tipo de uva está para ser lançado e todo o desempenho da planta foi testado em Mato Grosso. Ainda sem nome, a fruta será batizada com a ajuda dos irmãos Leplus. As características analisadas foram o gosto, cor, quantidade de uva para fazer um litro de suco e a capacidade de produção e de resistência às doenças. Os últimos testes para o lançamento começaram a ser realizados a partir do dia 7 de agosto.

2 Comentários

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  1. - IP 177.41.89.150 - Responder

    Parabéns aos irmãos pioneiros !!

  2. - IP 177.64.225.135 - Responder

    Parabéns Michel e Alan pelo pioneirismo da uva em Mato Grosso. O suco Melina já é sucesso à muitos anos.

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