MT: Assentados passam mal após avião pulverizar veneno

veneno na comidaAssentados ingeriram frutos supostamente contaminados em Nova Olímpia.
Alvo de investigação, fazenda terceirizou serviço, alega gerente.

Do G1 MT

Trabalhadores rurais da região de Nova Olímpia, município a 207 quilômetros de Cuiabá, denunciaram que um avião agrícola agrícola teria contaminado alimentos após uma pulverização supostamente irregular de agrotóxicos sobre o assentamento Riozinho, localizado a 40 km do centro da cidade. Algumas pessoas passaram mal após consumir frutas do local.

“Chupei uma laranja e uma poncã. Assim que terminei, vomitei tudo. Passei mal e fiquei internada dois dias e uma noite”, relatou a produtora rural Iracema Angelina.

O sindicato dos trabalhadores rurais da região denunciou o prejuízo à lavoura dos pequenos produtores supostmente provocado por um avião que pulverizava pesticida na pastagem da fazenda Macarena. “O avião fez um manobra sobre o espaço e comunicaram que ele abriu a válvula sobre o assentamento”, explicou o coordenador de meio ambiente do município, Valdeci dos Anjos Gonçalves.
saiba mais

Segundo produtores do assentamento Riozinho, alguns pontos da área foram atingidos pelo pesticida. “O feijão de corda morreu tudo. Nós não colhemos uma vagem dessa safra”, conta a produtora rural Enedina Souza Matos.

“O sindicato já encaminhou a denúncia para a Polícia Civil e aos órgãos do estado para conseguir ajuda na busca por justiça. O sindicato está buscando quem nos ateste a qualidade dessa planta a partir de agora e como vai ficar a situação do produtor”, pontuou a secretária do sindicato dos trabalhadores rurais, Mariza Batista Santana. Um gerente da fazenda Macarena alegou que o serviço de pulverização foi terceirizado.

Instrução do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) determina que a pulverização da aérea deve ser feita no mínimo a 500 metros de distância de áreas povoadas ou de mananciais de água.

A fiscalização é feita pelo Instituto de Defesa Agropecuária do estado de Mato Grosso (Indea). Caso o limite determinado na instrução do Mapa não seja respeitado, o órgão também pode aplicar multa. “Primeiro, a gente faz a inspeção e verifica o que aconteceu e a partir daí é que se monta ou não o auto de infração”, esclareceu Paulo José de Melo, fiscal do Indea.

No caso de Riozinho, os responsáveis podem responder por aplicação indevida de agrotóxicos. Além disso, será investigado se houve crime contra o meio ambiente. Para esses casos, a multa pode variar de R$10 mil a R$100 mil.

Categorias:Nação brasileira

Sem comentários. Seja o primeiro a comentar

Assinar feed dos Comentários

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

três × cinco =