PREFEITURA SANEAMENTO

Dizer que João Emanuel chantageia o prefeito só porque teria pedido mais dinheiro para Câmara é bobagem. Todo administrador briga por mais recursos para aquilo que administra, inclusive Mauro Mendes, o presidente do TJ, o chefe do Ministério Público. Vai ser difícil Kleber Lima escapar da denúncia de difamação e provar esta chantagem. Além do mais, com três CPIs contra Emanuel, parece que a chantagem (política?) do Mauro é maior.

O prefeito Mauro Mendes, o vereador João Emanuel, atual presidente da Câmara  Municipal, o jornalista Kleber Lima, secretário de Comunicação de Mauro e o jornalista Antero Paes de Barros, analista político que, desde que foi contratado por Mauro e Pedro Taques, virou analista de um olho só, e só enxerga o que interessaria ao chamado "poder emergente" de Mato Grosso

O prefeito Mauro Mendes, o vereador João Emanuel, atual presidente da Câmara Municipal, o jornalista Kleber Lima, secretário de Comunicação de Mauro e o jornalista Antero Paes de Barros, analista político que, desde que foi contratado por Mauro e Pedro Taques, virou analista de um olho só, e só enxerga o que interessaria ao chamado “poder emergente” de Mato Grosso

Ah, os factóides da política. O tempo passa e a sordidez só aumenta nos embates políticos em derredor. Vejam essa disputa que se trava, atualmente, entre o comando da Câmara de Cuiabá e a prefeitura municipal. Leio, leio sobre esses embates e me parece coisa de idiota. Dizer que o vereador João Emanuel chantageia o prefeito Mauro Mendes só porque ele pede mais dinheiro para a Câmara, é bobagem. Todo administrador briga por mais recursos para a entidade que administra, seja ele o João Emanuel, seja ele o prefeito Mauro Mendes, seja ele o desembargador Orlando Perri, presidente do TJ, seja ele o procurador Paulo Prado, chefe do Ministério Público. Se a gente conversar com qualquer um desses gestores vai ouvir o argumento: faltam recursos para garantir uma melhor prestação de serviços. Então, brigar por mais verbas, é da natureza de quem comanda um desses organismos administrativos. Só que Mauro Mendes, através dos seus bem remunerados pitbus, o Kleber Lima e também o Antero Paes de Barros (que agora se descobriu novamente socialista, inspirado, certamente pelos contratos que Mauro Mendes e sua trupe tem lhe proporcionado, ultimamente. Pode-se dizer que as opções ideológicas e partidárias de Antero são inspiradas pelo vil metal?), garante que está sendo chantageado pelo João Emanuel. Como se sabe, João Emanuel não tem bom pedigree político, ele é um dos herdeiros dessa abominável figura que é o deputado estadual José Riva (que já ganhou muitas loas tanto do Mauro Mendes, quanto do Kleber Lima quanto do Antero e contra quem nem o Mauro Mendes, nem o Antero, nem o Kleber Lima ousam fazer críticas diretas). Toda pessoa sensata tem que ter um pezinho atrás com esse João Emanuel. Mas, vamos e venhamos, não só pode querer linchar seja quem for, só porque essa é a vontade do prefeito Mauro Mendes, empresário que desponta como novo coronel da política de Mato Grosso. Onde é que está a prova da chantagem do João Emanuel? O Mauro tem alguma documento, algum bilhetinho, alguma gravação em que o João Emanuel sugira que se ele não passar mais grana para a Câmara, ele vai multiplicar as investigações contra Mauro no legislativo? Ora, se existe o Mauro e seus leguleios Kleber Lima e Antero dizem que a CPI dos maquinários é uma CPI da chantagem, o que dizer então das três CPIs que a base aliada a Mauro Mendes estaria montando para investigar João Emanuel? Fica difícil, em meio a esta desqualificada geração de políticos que atuam seja na Prefeitura de Cuiabá, seja na Câmara de Cuiabá, saber quem é que chantageia quem. O tempo passa e a sordidez só aumenta nos embates políticos em Cuiabá. Mais uma vez, a população cuiabana necessitaria contar com uma imprensa altaneira e independente para poder receber informações confiáveis que a ajudassem a um melhor posicionamento em meio a estes embates de política e de chantagem política. Infelizmente, nossa midia não é confiável e muita gente – vejam só que ironia – também diz que neste setor em que atuo, o jornalismo político, muita coisa se faz impulsionada pela força da grana “que ergue e destrói coisas belas”. Confira o noticiário. (EC)

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Emanuel apresenta queixa-crime por injúria contra secretário; gestor nega difamação

Da Redação – Priscilla Silva / Rodrigo Maciel Meloni
OLHAR DIRETO

O presidente da Mesa Diretora considerou ofensivas as declarações feitas pelo secretário, que foi escolhido como porta-voz do Executivo para contrapor a “CPI dos Maquinários”. Segundo a assessoria do Legislativo, na entrevista concedida por Kleber ao programa de rádio “Chamada Geral” da Rádio Mega FM, na manhã de sexta-feira (23), o gestor, além de tratar o presidente do Poder Legislativo Municipal de forma jocosa, chamando-o de “menino minado”, imputou-lhe a pecha de “golpista” e “chantagista”, afirmando taxativamente que João Emanuel estaria articulando de forma sorrateira o afastamento do prefeito Mauro Mendes (PSB) para assumir a prefeitura, uma vez que Cuiabá não tem vice-prefeito.

Em entrevista ao Olhar Direto, o secretário disse que ainda não tinha tido acesso ao conteúdo da nota nem o teor da medida. “Jamais fiz nenhum ataque pessoal ao ilustre presidente da Câmara; todas as afirmações feitas podem ser comprovadas nas instâncias jurídica, polpitica e pública”, argumentou Lima.

Durante esta semana, os parlamentares instalaram na Casa de Leis uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para analisar o certame que resultou na contratação de empresas de máquinas pesadas, para prestação de serviços no município. Após a instauração do processo, Kleber LIma – segundo a assessoria jurídica -, “passou a fazer ataques pessoais contra João Emanuel”.

Emanuel entrou com queixa-crime com base nos artigos 139 e 149 do Código Penal. De acordo com o artigo 139, quem “difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação pode dar de três meses a um ano de detenção e multa”. Já com relação ao crime de injúria, o acusador poderá ser condenado a cumprir pena de seis meses ou pagamento de multa.

Confira a integra da nota emitida pela assessoria do presidente da Câmara de Vereadores

A Assessoria Jurídica do presidente da Câmara dos Vereadores de Cuiabá, João Emanuel (PSD), por meio da advogada Flávia Siliani Luiz Fernandes, protocolizou na tarde desta sexta-feira (23), às 17:50h, uma queixa-crime contra o secretário de Comunicação Social da prefeitura municipal de Cuiabá, jornalista Kleber Lima, pelos ataques que ele tem proferido contra o presidente do Legislativo cuiabano em emissoras de rádio e sites de notícias.

Kleber Lima foi designado para ser o porta-voz do Palácio Alencastro na questão da “CPI dos Maquinários”, instalada esta semana para analisar a contratação de máquinas pesadas para prestação de serviços no município e, desde então, passou a fazer ataques pessoais contra João Emanuel.

Exemplo disso foi a entrevista que deu ao programa “Chamada Geral” da Rádio Mega FM, na manhã de sexta-feira (23), quando, além de tratar o presidente do Poder Legislativo Municipal de forma jocosa, chamando-o de “menino minado”, imputou-lhe a pecha de “golpista” e “chantagista”, afirmando taxativamente que João Emanuel estaria articulando de forma sorrateira o afastamento do prefeito Mauro Mendes (PSB) para assumir a prefeitura, uma vez que Cuiabá não tem vice-prefeito (o deputado João Malheiros renunciou ao cargo logo após a eleição) e João Emanuel é o primeiro na lista de substituição do titular Mauro Mendes.

O jornalista-secretário disse ainda que na condição de Presidente da Câmara, João Emanuel estaria se utilizando do cargo para chantagear o prefeito.

As agressões pessoais feitas pelo secretário tiveram repercussão negativa no meio político pela forma acintosa e desrespeitosa ao chefe de um Poder municipal. Vários vereadores da base do governo se mostraram contrariados com o ocorrido e prestaram solidariedade a João Emanuel.

O Diretório Municipal do Partido Social Democrático (PSD) emitiu uma Nota de Repúdio ao ato insano do secretário de Comunicação, principalmente pelo fato de ele não ter nenhuma autonomia ou poder para decidir alguma coisa em nível institucional com o presidente do Legislativo.

De acordo com a nota do partido, “na tentativa de tirar o prefeito Mauro Mendes do centro das discussões com o Legislativo Municipal, assessores estão ocupando espaços na mídia cuiabana, principalmente nos sites de notícias e rádios, para fazer ataques pessoais ao vereador-presidente João Emanuel, usando métodos nada ortodoxos ao se referirem ao presidente do Legislativo cuiabano”.

Em outro trecho, o documento afirma que “O PSD entende que para o bem da própria democracia, os debates e discussões, sejam por quais motivos forem, devem ser travados por meio do diálogo entre as partes envolvidas e não pelos meios de comunicação e, muito menos, fomentados por assessores que não têm nenhum poder de decisão nas discussões institucionais. A “fulanização” numa discussão entre Poderes não existe”, completa.

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BATENDO DE FRENTE
Kleber Lima reafirma que CPI dos Maquinários tem motivo financeiro

Ocorre que a Lei de Diretrizes Orçamentárias foi aprovada pelo prefeito Mauro Mendes com três vetos, sendo que um deles atingiu em cheio as expectativas dos vereadores.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
REPORTER MT

O significado dessa CPI é pressionar o prefeito para aumentar o rendimento da Câmara”, declarou o secretário (Foto:Ilustração)
O secretário de Comunicação da Prefeitura de Cuiabá, Kleber Lima, saiu ao contra-ataque. Após nota de repúdio emitida pelos PSD do presidente da Câmara João Emanuel, Kleber afirmou que em nenhum momento direcionou críticas ao vereador para o lado pessoal. Ele disse que a instauração de uma CPI para investigar locação de maquinários da prefeitura tem como motivação conseguir o aumento do duodécimo para os parlamentares.
“Não houve ataque pessoal. O presidente quer aumentar o duodécimo da Câmara, mas isso não é possível de se fazer. Respondo a ele com o parecer do TCE (Tribunal de Contas do Estado), porque ele, não contente com a negativa do prefeito, fez uma consulta formal ao tribunal para saber se as alternativas dele eram possíveis. O significado dessa CPI é pressionar o prefeito para aumentar o rendimento da Câmara”, declarou o secretário.
Ocorre que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi aprovada pelo chefe do Executivo Mauro Mendes (PSB) com três vetos, sendo que um deles atingiu em cheio as expectativas dos vereadores.
Os parlamentares propuseram que o socialista aumentasse a projeção do crescimento da receita do município de 4,5% para 15%. Isso faria com que a Casa recebesse um duodécimo maior, de acordo com a arrecadação.
Outro veto trata da redução do remanejamento orçamentário dentro das pastas, que passaria de 20% para 0,5%. A proposta foi feita pelo vereador Oséias Machado (PSC), mas o prefeito alegou inconsistência e disse que o tema deve ser tratado no projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA), que geralmente é votado no fim do ano legislativo.
Situação semelhante aconteceu no veto ao parágrafo segundo do artigo 19 do projeto aprovado no Legislativo. O dispositivo tratava de remanejamento dentro da mesma dotação orçamentária e foi vetado pelo mesmo motivo. Neste caso, também foi verificada diferença entre a emenda proposta e o texto encaminhado.
Contudo há diversos pontos de crise entre os dois Poderes. O mais recente é a criação da CPI dos Maquinários, que visa apurar supostas irregularidades no programa “Novos Caminhos”. Essa é a primeira Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada na Casa nessa legislatura e, segundo João Emanuel, há provas robustas de que o processo licitatório foi combinado.
Além dessa investigação, a Casa ainda luta na justiça para derrubar a liminar proferida pela desembargadora Maria Erotides, que suspendeu a verba indenizatória de R$ 25 mil dos vereadores. Atualmente, eles recebem pouco mais de R$ 1,9 mil por mês, fora o salário de R$ 17 mil.

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Mauro Mendes escala Kleber Lima para desmascarar João Emanuel, Kleber acusou o vereador de querer assumir Prefeitura

 

ISA SOUZA DA REDAÇÃO
MIDIA NEWS

O prefeito Mauro Mendes (PSB) escalou, na manhã de hoje (23), seu secretário de Comunicação, Kleber Lima, para atacar o vereador João Emanuel, presidente da Câmara de Cuiabá.
Em entrevista ao programa Chamada Geral, da rádio Mega FM, Lima classificou Emanuel de “menino mimado”, “chantagista” e “golpista”.

“Como Cuiabá não tem vice-prefeito, ele sonha acordado numa possibilidade de virar prefeito, na base do golpe. Essa é a verdadeira jogada Verdadeira jogada por trás desse barulho todo”
“O presidente da Câmara está se comportando como um menino mimado. Ele ocupa todo o seu tempo para pensar em dinheiro… Ele está tentando encontrar maneiras de chantagear o prefeito Mauro Mendes para aumentar o repasse do duodécimo. Mas ele deveria explicar como está gastando os R$ 2,7 milhões que recebe, limpinho, todo mês”, disse.
O secretário acusou o vereador de tentar dar um golpe para afastar Mendes do Palácio Alencastro.
“Como Cuiabá não tem vice-prefeito, ele sonha acordado numa possibilidade de virar prefeito, na base do golpe. Essa é a verdadeira jogada por trás desse barulho todo. É uma medida desesperada de quem precisa produzir mais dinheiro e, como não consegue, quer virar prefeito, nem que seja por um dia, pra produzir o dinheiro que ele precisa”, atacou.
Lima disse que tem “inúmeras informações”, sobre de reuniões “às escondidas” de João Emanuel, para se atingir o “grande objetivo” de virar prefeito.
Suspeitas de fraudes
“Na base do golpe, da armação, da chicana jurídica, ele não vai conseguir. A Capital de Mato Grosso é uma cidade tricentenária, ele não terá êxito nessas jogadinhas políticas baratas”, disse.
Nas entrelinhas, Kleber Lima deixou transparecer que o prefeito Mauro Mendes poderá, até mesmo, tentar cassar o mandato de João Emanuel.
“Cuiabá não merece esse tipo de golpe e o prefeito não aceitará essa prática… E dará o combate necessário para afastar da vida pública esse tipo de iniciativa”, disse.
O secretário afirmou que o presidente João Emanuel terá que responder pelas suspeitas de fraudes em processos legislativos, por meio de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) instalada nesta semana.
“O plenário aprova um projeto, mas ele chega ao Executivo enxertado de até vinte emendas. Alguém enxerta, faz uma redação diferente, de algo que nenhum vereador votou. Há, pelo menos, três situações em que isso aconteceu”, afirmou.

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OPINIÃO

Tudo por dinheiro
por Antero Paes de Barros

Quando o vereador João Emanuel foi eleito presidente da Câmara com apoio e sob a fiscalização de José Riva que esteve na sessão de votação para a escolha do presidente a fim de fiscalizar se o que havia sido acordado para a eleição seria cumprido, tive oportunidade de escrever que a Câmara começava muito mal a gestão. O tempo tratou de dar-me razão.

Passados quase oito meses da posse, o vereador João Emanuel é um vereador de uma nota só. Quer mais dinheiro, muito mais dinheiro para a administração da Câmara em detrimento das finanças de Cuiabá, para atender os compromissos firmados na sua caminhada para a presidência. O prefeito Mauro Mendes resistiu a todas as tentativas de tirar dinheiro ilegalmente da prefeitura. Este é o motivo da divergência entre os dois poderes. Eles são independentes e devem ser harmônicos como preceitua a Constituição, mas essa harmonia tem sido deixada de lado, em função de exigências nada republicanas do vereador João Emanuel.

Só para relembrar: o vereador João Emanuel assumiu a Câmara com um discurso de mudança, em relação à combatida e desgastada gestão do vereador Júlio Pinheiro. Propôs uma nova gestão, com jeito diferente. Do jeito que faz caminhar as coisas, está promovendo a ressuscitação política do Júlio. Explico: quando administrou a Câmara de Cuiabá, Júlio Pinheiro tinha à sua disposição um orçamento de R$ 22 milhões por ano e todos se lembram de que ele devolveu no final do ano passado R$ 5 milhões para a prefeitura de Cuiabá. E a Câmara não vivia reclamando de tanta falta de dinheiro. Com João Emanuel, o orçamento do Poder Legislativo foi para R$ 2,9 milhões de reais por mês, que representam R$ 32 milhões de reais por ano. Traduzindo esses números, João Emanuel não consegue administrar a Câmara com R$ 10 milhões de reais a mais por ano, que na verdade seriam R$ 15 milhões a mais, se levarmos em consideração os R$5 milhões devolvidos por Júlio Pinheiro. Pretende levar no grito mais R$ 10 milhões de reais, que a prefeitura não pode passar por ser ilegal e também, convenhamos, por não ser prioridade. São simples assim as decantadas divergências, ou falta de diálogo, levantadas pelo Legislativo.

Acontece que os vereadores ligados a João Emanuel fazem claramente uma atuação pior que a legislatura passada. Parecem estar desconectados da realidade. O vereador João Emanuel finge não estar vendo televisão. Com certeza, junto com o petista Alan Kardec deve ser daqueles que acredita que o Mensalão não existiu. Na prática, querem instalar o mensalinho na Câmara de Cuiabá e para isso recorrem à necessidade de prostituir um dos mais importantes instrumentos do parlamento, a comissão parlamentar de inquérito.

Os que me conhecem sabem que sou inteiramente favorável à investigação. É uma das missões mais nobres da atividade parlamentar. Mas João Emanuel não quer investigar nada. Quer mais dinheiro para a Câmara. Já tentou obter essas vantagens conseguindo mais dinheiro da iluminação pública e foi barrado pelo prefeito Mauro Mendes e pelo parecer do Tribunal de Contas. Fez nova consulta ao tribunal para tentar se apoderar percentualmente de mais dinheiro do município e sua pretensão foi novamente considerada ilegal. Por isso determinou a instalação da CPI sobre os maquinários, para ver se conseguia, por fora, os recursos que legalmente lhe foram negados.

João Emanuel sabe que a CPI para levantar mais dinheiro para a Câmara não irá prosperar. Pelo menos com a formação ilegal, com que ele a determinou, mas era uma de suas últimas tentativas de fazer saque aos cofres públicos. Fingindo que seria de forma legal.

O que ele não esperava era a dura reação da base do governo. Não só em relação à ilegalidade e desrespeito em relação à proporcionalidade partidária, como provou o vereador Dilemário Alencar, mas também em função de outros assuntos, pelos quais passará a responder, em três CPIS propostas contra ele. Em uma ele vai ter a necessidade de explicar sobre grilagens de terras que ocorreram durante sua gestão. Se elas aconteceram com seu consentimento e apoio, ou se foram praticadas à sua revelia, mas vai ser investigado. As outras duas são mais graves, muito mais graves: vai ter que explicar a falsificação de documentos e carimbos em comunicações oficiais à prefeitura, bem como a inserção de textos que nunca foram votados em leis encaminhadas pela prefeitura de Cuiabá.

Estes assuntos vão dar muito trabalho a João Emanuel. Pelo que vi dos documentos, a fraude legislativa está comprovada e o trabalho da CPI vai ser apenas o de comprovar a autoria do presidente. Sem dúvida, o único que lucraria se a fraude prosperasse.

Como se vê, João Emanuel faz tudo por dinheiro. É também para preservar interesses financeiros muito mal-explicados que ele abusivamente e ilegalmente não instala a CPI da CAB. Vai ter que instalar, ainda que perca mais dinheiro.

Atenção, Ministério Público: o Mensalão existiu! E querem transformar o Legislativo numa casa de negócios. Volto ao assunto!


Antero Paes de Barros é jornalista e este artigo foi publicado originalmente no Diário de Cuiabá, deste domingo, 25 de agosto de 2013

Categorias:Jogo do Poder

4 Comentários

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  1. - IP 177.64.235.119 - Responder

    FICA CLARO PARA QUALQUER IDIOTA QUE TEM TÁ FAZENDO QUALQUER COISA POR DINHEIRO SÃO OS SEHORES KLEBER LIMA E ANTERO. NINGUEM TEM DÚVIDA DISSO.

  2. - IP 177.41.80.33 - Responder

    Como é que é que é???? O Pedro Taques contratou o Antero???

    Pra fazer o que???

    Depois de todos o ataques que o então Procurador da República Pedro Taques fez a Antero???

    Isso é de envergonhar os dois, assim como os eleitores de ambos.

  3. - IP 189.59.52.126 - Responder

    A pergunta que deveria ser respondida é : para que mais dinheiro para a Câmara ? Para que os nobres vereadores façam sua politica assistencialista e tentem garantir a reeleição ?
    O prefeito está correto em resistir a essar chantagens politicas.

  4. - IP 201.40.6.152 - Responder

    Depois que Antero virou “Fazendeiro mesmo” está aceitando todo tipo de negócio.O principal serviço no momento é escrever artigos defendendo Mauro Mendes e Pedro Taques.Quanto a Kleber Lima não é novidade aceitar esse tipo de empreitada!!

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