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ADEMAR ADAMS: É uma pouca vergonha o que fazem os prefeitos de Cuiabá, há muito tempo, permitindo a construção de empreendimentos privados que causam imensos transtornos à população em geral. O mais recente e polêmico é o caso dos transtornos causados pelo colégio Plural, erguido na confluência da estrada da Guia com a estrada de Chapada

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O caso do Plural não é singular
POR ADEMAR ADAMS
 
É uma pouca vergonha o que fazem os prefeitos de Cuiabá, há muito tempo, permitindo a construção de empreendimentos privados que causam imensos transtornos à população em geral.
O mais recente e polêmico é o caso dos transtornos causados pelo colégio Plural, erguido na confluência da estrada da Guia com a estrada de Chapada.
A estrada da Guia traz todo o trânsito de carros pequenos e médios que vem de todo o norte de Mato Grosso e sul do Pará. Assim, na hora da entrada dos alunos, um engavetamento monstruoso enerva principalmente os moradores dos condomínios que foram erguidos na região muito antes desta via ser transformada em alternativa ao inferno do trecho da 163 de Jangada-Cuiabá. Idem aos que vem pela estrada de Chapada.
Este tipo de permissão para obras, sem avaliar o impacto de vizinhança e abalo nos instrumentos viários, que são públicos, é um reflexo da sequência de prefeitos incompetentes e despreparados que se sucedem na Capital nos últimos 30 anos.
O primeiro, que sempre denunciei, foi a permissão para a Unic construir aquele mostrengo na av. Beira Rio. Aquela via onde além dos carros de passeio, era e ainda é a principal passagem de caminhões pesados entre Cuiabá e Várzea Grande, que cruzam pela Capital, vindo do sul e do norte do país.
É incontável o número de acidentes, muitos com morte, ocorridos no local por causa de um educandário enorme destes ter sido autorizado a funcionar à margem de uma via com um tráfego pesado e constante como é ali.
A faculdade ICEC construída no bairro Despraiado, infernizou a vida de muita gente daquela região, sendo aliviado um pouco após a construção do viaduto, uma das obras da Copa.
A obra do Atacadão, na chegada de Chapada próxima ao Plural, foi outro escândalo. Ora, um comércio daquele tamanho construído ali foi uma irresponsabilidade do prefeito na época. Esta via simples, que deveria ter sido duplicada há décadas, não comporta o Atacadão. Morreram pessoas ali e as obras prometidas pela empresa na época, nunca foram realizadas e a municipalidade nada fez.
Caminhões proibidos
A situação da estrada da Guia é agravada pelos imensos caminhões que trafegam por ela. Os únicos que não se pode dizer nada são os que trazem, pedra e calcário da Brita Guia, empresa que traz seus produtos por esta via desde sempre. Só que não poderiam ficar derramando cal e pedrisco na pista como muitos fazem.
O tráfego dos demais caminhões é proibido, mas da proibição sem fiscalização, mesmo no “estado em transformação”, vem o abuso vergonhoso e impune.
A indústria de cimento da Votorantim, fez uma estrada nova apenas até certa altura, depois as enormes cargas entram na estada da Guia, contribuindo para aumentar o caos.
Amarelinhos amarelados
Para complicar mais o tormento causado pelo Plural, grande parte dos pseudos cidadãos e cidadãs, que dão um péssimo exemplo aos filhos que trazem para educar, cortam indevida e ilegalmente a pista na contramão.
Apenas uma vez vi por ali um veículo oficial com três “amarelinhos” para impedir o abuso. Bastava um, mas todos os dias, para multar aqueles carrões dos bacanas que dizem ser contra a corrupção dos outros.
Bem, os amarelinhos amarelaram, se foram corrompidos pela empresa, ou cumprem “ordens superiores”, não sei. Afinal o prefeito também é empresário e pode estar protegendo seus colegas.
Já a Polícia Militar estaciona um veículo logo à frente, à margem da rotatória. O que fazem ali para ajudar o trânsito? Nada. É proibido à gloriosa PM fiscalizar o trânsito nas rodovias do estado, secretário Mauro Zaque?
—-
ademar adams
Ademar Adams é jornalista em Cuiabá-MT

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Magistrados faturam alto no TJ-MT e Ong fala em “corrupção institucionalizada”

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Luis Ferreira, Carlos Alberto e Maria Helena, da cúpula do TJ MT

A reportagem que o jornal O Estado de S.Paulo publica hoje, 20 de janeiro de 2021, sobre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, é o famoso tapa na cara dos cidadãos, eleitores e contribuintes deste Estado.

A revelação do jornalão paulista é que temos um time de 30 desembargadores (em breve serão eleitos mais 9) que vivem à tripa forra, curtindo ganhos astronômicos, às custas dos cofres públicos, sustentados por uma população que, em sua maioria é pobre, semialfabetizada, submetida a uma pobreza constrangedora.

A denúncia vem de São Paulo porque aqui os chamados órgãos de controle parece que fazem ouvidos de mercador para as possíveis patifarias praticadas pelos magistrados, em seu ambiente de trabalho.

Reproduzi a reportagem do Estadão em meu Facebook, e o jornalista Enzo Corazolla veio lá de Alto Paraíso com seu comentário ácido: “O pior é a venda de sentenças, prática habitual. Se gritar pega ladrão…”

Benza Deus. Além dos ganhos nababescos, pelas tabelas oficiais, ainda teríamos um inacreditável ganho por fora que, apesar de muito aventado, não se consegue, com o rolar dos anos, se reprimir.

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Espanto. Perplexidade. Raiva. Parece que o patrimonialismo do Estado brasileiro é inescapável, está sempre desabando sobre e nós, e nos cobrando sangue, suor e lágrimas.

Para reforçar os temores do veterano jornalista Corazolla, representantes da Ong Transparência Brasil, ouvidos pelos repórteres do Estadão, cogitam que uma “corrupção institucionalizada” grassaria entre os espertalhões e espertalhonas togadas que atuariam no nosso Tribunal de Justiça.

Como botar em pratos limpos tudo isso, se a Justiça é sempre tão temina, sempre tão inalcançavel?! Os controles de controle, vejam só, não controlam porra nenhuma e, aqui mesmo em Mato Grosso, e nos mesmos espaços de midia nacional, as doutas autoridades do Ministério Público de Mato Grosso já foram deduradas e denunciadas por também engordarem seus ganhos e suas propriedades, com toda sorte de privilégios. Em plena pandemia, que segue matando com destaque os pobres e os filhos dos pobres, promotores e procuradores se divertem com verbas extras para usufluirem da I-phones e seguros de saúde às custas do erário, sempre dilapidado de forma cruel.

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Reproduzo, aqui, a matéria do Estadão. E divulgo uma lista com os pretensos ganhos dos desembargadores, em dezembros, que circula pelas redes sociais. E aguardemos novos desdobramentos.

 
LEIA A REPORTAGEM DO JORNAL O ESTADO DE S PAULO: Desembargadores de MT têm extra de até R$ 274 mil – Política – Estadão (estadao.com.br)
 
 

Lista Com Pretenso Faturamento de Desembargadores Do TJ MT Em Dezembro de 2020 by Enock Cavalcanti on Scribd

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