(65) 99638-6107

CUIABÁ

Dinheiro na mão é vendaval

Votação sobre a desoneração da folha vai a plenário presencial do STF

Publicados

Dinheiro na mão é vendaval


source
Votação sobre a desoneração da folha de pagamentos vai a plenário presencial do STF, após pedido de destaque do ministro Alexandre de Moraes
Pedro Knoth

Votação sobre a desoneração da folha de pagamentos vai a plenário presencial do STF, após pedido de destaque do ministro Alexandre de Moraes

A votação sobre a proposta apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contra a prorrogação da desoneração da folha de pagamento deve ser realizada no plenário físico do Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento teve início no plenário virtual da Corte nesta sexta-feira (15), mas foi suspenso após pedido de destaque do ministro Alexandre de Moraes. A nova data ainda não foi marcada.

O ministro Ricardo Lewandowski foi o único a votar e optou pela rejeição da proposta. Lewandowski é o relator da matéria. Após o voto dele, porém, Moraes pediu que o caso fosse destacado do plenário virtual e levado ao plenário físico. O pedido de destaque normalmente é feito em casos de grande repercussão e que podem ter influência em outros julgamentos.

A desoneração está em vigor desde 2011 e foi criada para substituir a base de cálculo da contribuição do empregador à Previdência Social. Antes dela, o recolhimento sempre foi feito sobre 20% da folha de salário dos funcionários. Depois da mudança, o percentual passou a ser de 1% a 4,5% sobre a receita bruta da empresa. Atualmente, 17 setores são beneficiados, entre eles estão a construção civil, tecnologia da informação, transporte coletivo, comunicação e têxtil. 

Leia Também:  Baixo consumo faz preços de alguns serviços caírem; veja o que ficou mais barato

A política de desoneração da folha de pagamentos acabaria em 2020. O Congresso Nacional, então, a prorrogou até 31 de dezembro de 2021 , temendo os efeitos da pandemia de Covid-19 nos setores que mais empregam no país. Bolsonaro vetou a medida ainda no ano passado, mas o veto foi derrubado pelos parlamentares. Vale lembrar também que, em paralelo, há um projeto em tramitação na Câmara que estende a desoneração até 2026.

Uma ação apresentada pela Advocacia Geral da União (AGU) em dezembro do ano passado e assinada pelo presidente tenta reverter a decisão. O texto alega que “o processo legislativo em questão foi concluído sem a devida deliberação dos impactos orçamentários e financeiros implicados, o que compromete a sua legitimidade constitucional”. De acordo com a AGU, a rejeição ao veto presidencial pode representar uma perda de R$ 10 bilhões para a União.

Leia Também:  Conta de luz: volta da 'bandeira normal' pode triplicar reajuste para 2022

Leia Também

Ao votar sobre o tema nesta sexta-feira, Ricardo Lewandowski disse entender que deve prevalecer o entendimento do Congresso e afirmou que caso a “reoneração” da folha tivesse sido implementada neste ano, ela levaria a “inúmeras demissões, levando-se em conta, ainda, que o desemprego já alcança o recorde de 14,7% da população ativa do país”.

O ministro também considerou que, durante a elaboração da lei que prorroga a desoneraçao, os parlamentares atenderam ao requisito da Constituição de apresentação de estudo de impacto financeiro e orçamentário para a renúncia fiscal.

Depois que é feito um pedido de destaque, como aconteceu durante a votação da proposta, o julgamento é reiniciado do zero no plenário físico. Isso significa que todos os votos registrados anteriomente são, na prática, desconsiderados. 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Dinheiro na mão é vendaval

Black Friday digital bate recorde de clientes com mais de 51 anos

Publicados

em


source
Compras online crescem entre os mais velhos
Unsplash/Bench Accounting

Compras online crescem entre os mais velhos

O crescimento do público sênior no e-commerce representa uma importante tendência do mercado. As pessoas dessa faixa etária, segundo a head de Inteligência da Neotrust, Paulina Gonçalves, começaram a se aventurar mais digitalmente durante pandemia, dadas as restrições no comércio físico e risco maior de complicações com a Covid-19.

Shoppings lotados e carrinhos digitais cheios marcaram a Black Friday híbrida . No e-commerce, mulheres fizeram 57% dos pedidos, e pessoas com 51 anos ou mais tiveram participação recorde de 14,41% nas vendas, segundo a consultoria Neotrust, que acompanha dados de mercado on-line. Jovens entre 26 e 35 anos mantiveram a liderança tradicional na data, concentrando 35,08% das compras pela internet.

A prevalência de mulheres no e-commerce está associada ao menor tíquete médio de consumo, em comparação com homens, segundo Paulina. Ela explica que mulheres preferem gastar valores menores nominalmente, mas compensar em quantidade, enquanto homens fazem compras planejadas mais caras, em menor quantidade.

“A mulher compra várias vezes, mas produtos mais baratos, tanto que temos moda e acessórios e beleza e perfumaria entre os mais comprados. Homens, por outro lado, compram com tíquete mais caro, mas em menor quantidade, como bens de consumo duráveis”, analisa.

Monitoramento prévio de preços

Depois de um ano de adaptações às modalidades remotas de venda, varejistas online podem ter faturamento recorde nesta Black Friday, segundo levantamento da Neotrust. Em 2021, o fluxo de vendas chegou a R$ 4,4 bilhões entre meia-noite de quinta e 19h de ontem, aumento de 6% ante 2020.

A alta no faturamento, porém, é puxada pelo aumento do tíquete médio dos consumidores, chegando a R$ 711,24, e do preço médio dos produtos, com alta de 2,3%, podendo chegar a 2,5% até segunda-feira.

Leia Também:  Ministro precisará dar explicação sobre tráfico de influência de Renan Bolsonaro

O reajuste abaixo da inflação, por outro lado, indica a tendência das varejistas em absorver custos para conseguir trazer ofertas mais atrativas aos compradores, analisa Paulina. Outras estratégias adotadas envolvem a redução de frete e a aposta em categorias fora do padrão, como bebidas e alimentos.

Leia Também

Nas lojas físicas, o clima é otimista. No Norte Shopping, a Di Santinni espera aumentar o faturamento em 25% a 30% em comparação com 2020. A Vivo, em 40%. A Utilicasa, de 70% a 80%. O Ponto, em 15%. “A gente está acreditando muito nesse crescimento, pois ao longo de toda a semana já houve uma melhora com a pré-Black Friday. E teve muita gente que não comprou nos últimos dois anos, pois estava muito preocupado”, diz a gerente do Ponto Adriana Ramos.

Adriana conta como a loja se preparou para a campanha: “Conseguimos abastecer todas as áreas da loja, estamos com pilhas de produtos e nada falta. Os fornecedores do grupo atenderam bem. E hoje conseguimos ter promoção de TV de 50 polegadas a R$ 2.499, preço que não tem sido visto no mercado”.

O monitoramento prévio de preços auxilia os consumidores na hora de identificar se os descontos são reais ou não. E a lista de compras evita que gastem por impulso. É assim que a maioria dos consumidores agem, como Thayani Sousa, de 36 anos. Ela, que perdeu renda durante a pandemia por ser motorista de transporte escolar. Voltou a comprar nesta Black Friday, mas com cautela.

“A TV da sala estava com fantasma há três meses e dando dor de cabeça. Mas esperei a Black Friday para comprar. Fiquei monitorando preço até agora, pela internet e até presencialmente. Eu estava vendo na faixa de R$ 4.999, e agora achamos por R$ 3.999. Então vou levar”, afirma.

Em geral, as lojas esperam ter resultados apenas um pouco abaixo dos obtidos na campanha pré-pandemia, em 2019. Uma das exceções é o segmento de telefonia, que viu crescer na pandemia a demanda por celulares por causa do home office.

“A loja ficou fechada até maio por causa da pandemia. Mas reabriu em junho e vendeu mais em 2020 com a interrupção do que nos 12 meses de 2019. Então a Black Friday 2020 foi melhor do que a 2019 para a gente. E este ano aumentamos a meta em 40% em relação ao ano passado”, conta a gerente da Claro Amanda Abreu.

Na Utilicasa, o problema do fornecimento não foi resolvido integralmente nesta da Black Friday. “Artigos de metal ainda faltam por ausência de matéria-prima no mercado. Não chegou tudo que queríamos de decoração de árvore, guirlanda. Mas a campanha ainda vai ser bem melhor do que a do ano passado. As pessoas estão saindo com menos medo. Desde quinta, o movimento aumentou muito, principalmente em busca de itens de decoração, cama, mesa e banho. E considerado novembro inteiro, se comparado a outro mês do ano, o faturamento fica 40% maior”, afirma a gerente Fernanda Araújo Santana.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA