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Sabino estuda reduzir carga tributária de trabalhadores em R$ 50 bilhões

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Celso Sabido (PSDB-PA) deve entregar o relatório da reforma tributária nesta terça-feira
Najara Araújo/Câmara dos Deputados

Celso Sabido (PSDB-PA) deve entregar o relatório da reforma tributária nesta terça-feira

O relator da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados , Celso Sabino (PSDB-PA), afirmou que a carga tributária sobre a renda do capital produtivo e dos trabalhadores deve ser reduzida em R$ 50 bilhões , caso seja seguido as propostas sugeridas em seu relatório. A declaração foi dada entrevista à agência de notícias Reuters , publicada nesta segunda-feira (12). 

De acordo com Sabino, a carga efetiva total deve ser reduzida à R$ 20 bilhões, mas ainda há indefinição sobre os cálculos, já que é necessário prever como a União irá reaver os valores. O parecer final do relator deve ser entregue à Câmara nesta terça-feira (13). 

“Os dados que a gente tem até hoje às 2h da manhã é que teve uma redução de carga efetiva total de 20 bilhões de reais e uma redistribuição de carga que vai ocasionar numa redução da carga tributária sobre o capital produtivo e sobre os trabalhadores de 50 bilhões de reais”, afirmou Sabino à Reuters. 

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A análise do texto é realizada pelo parlamentar com a participação da equipe econômica e do secretário da Receita Federal, José Tostes. No fim de semana, Celso Sabino se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para afinar os detalhes sobre a alteração da tabela do Imposto de Renda sobre Pessoas Físicas e Jurídicas, e debateram as insatisfações do setor empresarial. Na madrugada desta segunda, Sabino e Tostes se encontraram para debater a redução dos tributos na reforma. 

O peessedebista sinalizou ser favorável à tributação sobre lucros e dividendos , uma alternativa encontrada pela equipe de Guedes para evitar uma brusca queda na arrecadação federal. Segundo o congressista, outros países também adotam a medida e o Brasil decidirá por alíquota abaixo do praticado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)

“São pouquíssimos os países que não tributam, todos os nossos parceiros comerciais, todos os países em desenvolvimento, membros da OCDE, os países desenvolvidos todos aplicam a taxação dos lucros dos dividendos, dificilmente nós não vamos fazer isso”, 

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A proposta do governo federal é tributar lucros e dividendos, atualmente isenta, em 20% a partir de 2022. Empresários, no entanto, são contra à medida e afirmam que, se aprovada, os investimentos no país poderão ser reduzidos. Eles ressaltam o aumento da carga tributária sobre empresas, o que, provavelmente, prejudicaria a geração de empregos. 

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Renda Fixa volta a ser interessante com alta da Selic, dizem analistas

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Taxa Selic subiu para 9,25%
Fernanda Capelli

Taxa Selic subiu para 9,25%

Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de quarta-feira (8), a última do ano,  o Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto percentual, passando de 7,75% para 9,25% . Esse é o maior ciclo de alta desde 2002 e, como consequência, tem impacto no retorno dos investimentos — muda a regra da poupança e gera maior rentabilidade na renda fixa .

Com a Selic a 7,75%, o dinheiro da caderneta rendia 70% da taxa básica mais a Taxa Referencial (TR), atualmente zerada, ou seja, o equivalente a 5,53% ao ano. Agora, ela passa a render 0,5% ao mês mais a TR.

Em 12 meses, seriam 6,17%. Apesar disso, o head de alocação da XP, Rodrigo Sagvioli, diz que essa não é uma boa opção quando comparada a outros ativos também seguros, como Tesouro Direto e CDBs com liquidez diária.

“A renda fixa pós-fixada é a que vai oferecer maior atratividade nos próximos meses. Vale a pena aumentar exposição, principalmente para quem tem perfil mais conservador. A renda fixa atrelada à inflação também segue interessante, o retrovisor está bonito. Mas é preciso olhar como ficará o cenário daqui em diante”, avalia Sagvioli.

Para ele, há a tendência de achar que o aumento de juros diminui a atratividade da renda variável, o que não é verdade. O prêmio de risco está muito mais ligado aos juros mais longos.

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“Fundos multimercados, por exemplo, são uma classe atemporal, continuam interessantes”, diz.

O especialista de alocação da Ável Investimentos, Gustavo Maders, concorda. Ele diz que a postura defensiva é alocar dinheiro em ativos de renda fixa pós-fixados ou investir em títulos indexados à inflação para prazos mais longos. Recomenda títulos pré-fixados apenas para períodos curtos de até, no máximo, dois anos.

Paula Zogbi, analista de investimentos da Rico, afirma que o Tesouro Selic e os fundos DI estão remunerando melhor que antes, porém alerta que é necessário fazer o cálculo da rentabilidade real.

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“O investidor precisa buscar uma rentabilidade acima da inflação. Como a Selic está alta justamente porque a inflação está alta, é sempre importante diversificar em investimentos que paguem IPCA mais uma taxa, além de ter parte da carteira em ativos dolarizados, se tiver perfil para isso. Podem ser empresas exportadoras, fundos internacionais e BDRs”, aconselha Paula.

E acrescenta:

“Nunca tenha todos os ovos numa mesma cesta. Não mude todos os investimentos para renda fixa porque pode acabar perdendo boas oportunidades.”

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O coordenador do MBA em gestão financeira da FGV, Ricardo Teixeira, opina que, como a diferença é pequena entre a inflação e a taxa Selic, quem busca alta rentabilidade deve continuar correndo riscos:

“A renda fixa só volta a ser atrativa como já foi um dia quando a Selic estiver bem maior que a inflação. Hoje, nessa aplicação segura, você pode empatar com a inflação ou perder. É claro que é necessário ter uma aplicação conservadora para a reserva de emergência, mas quem quer multiplicar o dinheiro tem que ir também para o mercado onde possa ganhar mais.”

Sandra Blanco, estrategista chefe da Órama, porém, aposta que a renda fixa ficará ainda mais atraente em 2022. Ela acredita que o ciclo de altas na Selic ainda não acabou e sugere que a taxa possa chegar a 11% no próximo ano.

Em contrapartida, enxerga a inflação mais controlada, com parte significativa dos choques de preços dos combustíveis e da energia se dissipando.

“Vamos ter alta volatilidade em 2022, com eleições polarizadas, a questão fiscal complicada. É o ano para a renda fixa. Mas também há outras oportunidades. Vemos melhores perspectivas para multimercados; investimentos no exterior podem proporcionar bons ganhos; e alocar até 2% da carteira em criptomoedas pode ser interessante”, finaliza.

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