(65) 99638-6107

CUIABÁ

Dinheiro na mão é vendaval

Reação negativa ao Auxílio Brasil faz Bolsa despencar mais de 3%; dólar sobe

Publicados

Dinheiro na mão é vendaval


source
Mercado financeiro recebeu mal a notícia sobre divergências relacionadas ao Auxílio Brasil
Sophia Bernardes

Mercado financeiro recebeu mal a notícia sobre divergências relacionadas ao Auxílio Brasil

O dólar e os juros futuros fecharam em alta nesta terça-feira, enquanto a Bolsa despencou mais de 3%, conforme os riscos fiscais aumentam no Brasil e afastam investidores.

As atenções do mercado se voltaram para as discussões a respeito da reformulação do programa Bolsa Família, o chamado Auxílio Brasil, para o qual se buscou uma saída fora do teto de gastos. Para analistas do mercado, a solução encontrada pelo governo para financiar o programa foi desastrosa do ponto de vista econômico, com reflexos que vão desde o aumento da inflação à redução do crescimento do país.

O Ministério da Economia previa R$ 30 bilhões fora do teto para bancar o novo programa. O valor do benefício seria de R$ 400 até o fim do ano que vem. O anúncio seria feito nesta terça-feira, no Palácio do Planalto, mas foi suspenso.

O dólar comercial terminou o dia em R$ 5,5944, com alta de 1,36%. Este é o maior valor de fechamento desde 15 de abril, quando o câmbio fechou em R$ 5,6241.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu 3,28%, aos 110.672 pontos.

‘Tamanho do cheque é maior’ que o esperado A indefinição a respeito dos temas fiscais vem pesando sobre os mercados nas últimas semanas e contribuiu para a depreciação do real frente ao dólar.

Leia Também:  Nubank anuncia cartão de crédito para cachorro feito com a Zee.Dog; conheça

Para o o sócio e gestor da Galapagos Capital, Sérgio Zanini, o mercado reage negativamente ao fato de a proposta do governo incluir valores fora do teto, uma regra feita para limitar a expansão dos gastos públicos e o déficit fiscal.

“O tamanho do cheque é maior do que o mercado trabalhava e parte dos recursos deve inclusive ficar fora do teto de gastos. Já vemos há bastante tempo com um risco fiscal acentuado no Brasil junto com uma situação inflacionária bem complicada e com o reflexo disso no câmbio, o que dificulta o trabalho do Banco Central de levar a inflação de volta para a meta”, disse.

Leia Também

Zanini destaca que o cenário de deterioração fiscal com a perspectiva de crescimento mais baixo e juros mais altos impede que o real tenha desempenho mais em linha com o exterior.

A antecipação do cenário eleitoral, trazendo mais incerteza, acaba funcionando como a cereja do bolo.

Sinal de alerta no mercado

Para Victor Beyruti, economista da Guide, ao estrapolar o teto de gastos o governo enviou um sinal de alerta para os investidores no que se refere à responsabilidade fiscal:

Leia Também:  Após reunião, Guedes e Bolsonaro se entendem e ministro permanecerá no governo

“O mercado recebeu muito mal esse Auxílio Brasil de R$ 400, primeiro porque não respeita o teto. Existiam gastos que poderiam ser cortados, como emendas parlamentares, para evitar que o Orçamento subisse. Junto disso, temos um ano de 2022 em que o auxílio continua sendo importante, mas a pandemia está mais controlada. É uma sinalização negativa com relação à responsabilidade fiscal. Dado o momento de dívida elevada, apesar da melhora pontual na arrecadação, acaba criando uma maior incerteza sobre as contas públicas”.

Na mesma linha, segue o especialista de alocação da Ável Investimentos, Gustavo Maders.

“O receio do mercado é com a falta de responsabilidade do governo em relação ao fiscal, que é o nosso grande problema, visando as eleições do próximo ano”.

Mesmo com a suspensão do anúncio do novo programa social, Beyruti avalia que o “estrago já está feito”, e que o governo já deixou claro que considera desrespeitar o teto de gastos quando acredita ser necessário.

“Voltar atrás é melhor que ir em frente, mas o próprio movimento do mercado ilustra que essa é mais uma situação que prejudica a credibilidade sobre a estabilidade fiscal do país”, diz o economista da Guide.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Dinheiro na mão é vendaval

Como funciona o cancelamento de uma compra pela internet

Publicados

em


source

Não somente em datas especiais, mas as compras online estão cada dia mais presentes em nossa realidade. Veja abaixo, como funciona o cancelamento de uma compra pela internet , quais são os procedimentos mais adotados pelos vendedores e quais direitos o consumidor tem para não ficar a mercê da boa vontade alheia.

Como funciona o cancelamento de uma compra pela internet? (Imagem: Pickawood/Unsplash)
Como funciona o cancelamento de uma compra pela internet? (Imagem: Pickawood/Unsplash)

Índice

  • Ordem para cancelamento de compra pela internet
  • Métodos usados para o cancelamento
    • Chatbox
    • Contato via e-mail do SAC
    • Sites de proteção ao cliente
    • Ação no Procon
  • Direitos do consumidor no e-commerce
    • Arrependimento de compra
    • Devolução de produto
    • Preço
    • Prazo

Ordem para cancelamento de compra pela internet

  1. Amigavelmente, pelos meios fornecidos pelo comerciante ou fornecedor;
  2. Site de reclamações;
  3. Procon: Órgão responsável para garantir os direitos do consumidor;
  4. Advogado para orientação e abertura de ação judicial.

Métodos usados para o cancelamento

Chatbox

O primeiro método de contato do consumidor com o varejista, muitas empresas oferecem essa forma rápida de contato. Normalmente, começa com um atendimento automatizado para informações iniciais, posteriormente, pode-se chegar a uma relação mais humana diretamente com um dos atendentes.

A grande maioria dos casos de pequenos problemas e atrasos, defeitos, costumam ser resolvidos rapidamente com a ferramenta do chatbox. Casos mais complexos exigem um processo um pouco mais trabalhoso.

Contato via e-mail do SAC

Se o primeiro contato não deu certo, os varejistas sempre oferecem um e-mail do SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente), são obrigados por lei a deixar um canal aberto para o consumidor expor suas reclamações e dúvidas.

Quando é necessário fazer um registro mais formal entre as partes, com envio de documentação ou negociações, o e-mail do SAC é o mais indicado.

Sites de proteção ao cliente

Se foram esgotadas as medidas feitas diretamente com o vendedor, o cliente pode utilizar sites que registram e tabulam as reclamações dos clientes, dando pontos negativos aos comerciantes. O mais famoso é o site do “Reclame Aqui”.

As empresas que são expostas no site — tentando evitar uma queda na imagem do seu negócio — entram em contato com o cliente, para tentar solucionar o caso.

Leia Também

Os sites ganharam muita importância pois diversos clientes passaram a investigar o nome das empresas antes de fecharem qualquer tipo de transação comercial.

Leia Também

Ação no Procon

Nada deu certo, agora só resta a justiça. As agências do Procon e seu serviço digital disponibilizam o registro de ocorrências nas quais o cliente sente-se enganado pelo comerciante.

Após o registro, dando base para a denúncia, o cliente lesado pode abrir um processo contra a empresa, que será solucionado ou por acordo assistido, ou determinação do juiz responsável, para eventuais retratações, pagamentos de danos físicos e morais.

Direitos do consumidor no e-commerce

Arrependimento de compra

Protegidos pelo art. 49 do Código de Defesa do Consumidor dispõe que, quando o contrato de consumo for concluído fora do estabelecimento comercial (internet, telefone, domicílio), o consumidor tem o direito de desistir do negócio em sete dias.

Leia Também:  Nubank anuncia cartão de crédito para cachorro feito com a Zee.Dog; conheça

O período é contado a partir do recebimento do produto ou da assinatura do contrato, o que é chamado de “período de reflexão”. Nesses casos, não há necessidade de justificar o arrependimento, é um direito.

O valor restituído deve ser integral, inclusive as taxas de envio durante o processo ficam a cargo do comerciante. Caso o consumidor não consiga entrar em contato com o fornecedor ou comércio, poderá realizar o cancelamento, inclusive, diretamente com sua operadora de cartão de crédito.

Devolução de produto

Ao fazer o cancelamento de compra pela internet, o fornecedor ou comerciante não pode cobrar qualquer quantia de frete referente a devolução do produto. Não existe a exigência, como condição para aceitar a devolução, de que a embalagem não esteja violada. Para ver de fato o produto, é necessário abrir.

Preço

A informação fornecida ao consumidor deve — de maneira clara — apresentar o preço à vista do produto, o preço total a prazo com o número de parcela, periodicidade e o valor das prestações, além de todos os custos adicionais da transação — seja com o seguro ou com a entrega — e os eventuais juros e demais acréscimos e encargos financeiros da compra.

Prazo

O prazo deve ser apresentado pelo vendedor, com a estimativa de data e turno para entrega, sendo vetada toda a cobrança, a mais, para agendamento de entregas.

Com informação: O consumerista , JusBrasil , Âmbito Jurídico .

Como funciona o cancelamento de uma compra pela internet

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA