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Dinheiro na mão é vendaval

Quase metade dos brasileiros possuem contas em atraso, diz Datafolha

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Quase metade dos brasileiros possuem contas em atraso
Fernanda Capelli

Quase metade dos brasileiros possuem contas em atraso

O percentual de brasileiros que atualmente tem algum débito ou conta atrasada é de 45%, de acordo com pesquisa Datafolha realizada de 13 a 15 de setembro. Os outros 55% estão com essas obrigações em dia. Dívidas com cartão de crédito foram as mais citadas, por 25% dos entrevistados, seguidas pelos atrasos nos pagamentos de contas de luz (22%) e de água (16%).

Historicamente, o cartão de crédito é o maior acumulador de inadimplências. As dívidas com contas de luz podem ser explicadas devido à alta de 21% nos preços da energia, nos 12 meses encerrados em agosto, o que equivale a mais que o dobro do Índice de Inflação ao Consumidor (IPCA), o qual está em quase 10%.

A justificativa para isso é, em grande parte, o acionamento de usinas termelétricas, que são mais caras, para compensar a falta de geração hidrelétrica provocada pelo baixo nível dos reservatórios do país.

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Outras despesas incluídas na pesquisa sobre os débitos foram: aluguel ou prestação de imóvel, 11%; gás, 8%; mensalidade de escola ou faculdade, 6%; prestação de automóvel ou motocicleta, também 6%; plano de saúde, 5%.

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Segundo dados do levantamento, as mulheres (49%) estão mais endividadas que os homens (40%), e os pretos (53%) mais que os brancos (35%).

Os percentuais de inadimplentes entre desempregados à procura de emprego (62%), assalariados sem registro (50%), pessoas de 25 a 44 anos (53%) e aquelas com renda de até dois salários mínimos (54%), são destaques.

Por região, a taxa mais alta está no Norte/Centro-Oeste (53%), seguido por Nordeste (48%), Sudeste (42%) e Sul (36%).

Em maio, de acordo com a Serasa, 22% do total de dívidas são de contas básicas, como energia, água e gás. Além disso, também houve um aumento nos juros bancários, reajuste de planos de saúde, aluguéis, alta dos combustíveis e das contas de gás.

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A popularidade do governo federal está sendo afetada com o aumento do custo de vida da população. O Congresso reage a isso, e já propôs projetos para subsidiar a compra de botijões de gás para famílias de baixa renda. Também foram propostas medidas para alterar o reajuste dos aluguéis, afinal o IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado), referência para o reajuste de contratos de locação, acumulou um avanço de 31,12% em um ano, até agosto.

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Bolsonaro publica MP para pagar R$ 400 a famílias do Auxílio Brasil

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Alan Santos/ PR

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Após o Congresso firmar um acordo para fatiar a Proposta de Emenda à Constituição 23/2021 (PEC dos Precatórios), o presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou a medida provisória (MP) que institui o Benefício Extraordinário. O recurso visa atender às famílias que são beneficiárias do Auxílio Brasil, programa sucessor do Bolsa Família.

O benefício terá valor necessário para alcançar a marca de R$ 400 e será pago junto à parcela de dezembro do Auxílio Brasil. Em novembro, o novo Bolsa Família teve valor médio de R$ 217,18.

Descrito como “extraordinário”, o pagamento se refere apenas a este mês de dezembro, mas com possibilidade de prorrogação de janeiro a dezembro do próximo ano, “consideradas as famílias beneficiárias no mês de referência do pagamento do referido benefício e observada a disponibilidade orçamentária e financeira”.

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Para que o governo pague os R$ 400 planejados em 2022, ele depende da conclusão da votação da PEC. A pauta, que é alvo de discussão no Congresso, prevê o adiamento do pagamento de dívidas da União, os precatórios. 

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O governo diz que isso é necessário para abrir espaço no orçamento para o repasse de um auxílio maior aos mais pobres. É por conta dessa dependência que a MP já prevê a possibilidade de prorrogação nos próximos meses.

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