(65) 99638-6107

CUIABÁ

Dinheiro na mão é vendaval

Privatização da Eletrobras: governo volta a prometer redução na conta de luz

Publicados

Dinheiro na mão é vendaval


source
Câmara dos deputados aprovou privatização da Eletrobras
Fernanda Capelli

Câmara dos deputados aprovou privatização da Eletrobras

Enquanto agentes do setor elétrico criticam modificações inseridas pelo relator da medida provisória (MP) que permite a privatização da Eletrobras , o deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), o governo defende o texto aprovado pela Câmara na semana passada . O secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Diogo MacCord , disse ao GLOBO que as medidas não irão aumentar a conta de luz, ao contrário do que apontam analistas do setor. 

Um dos pontos-chave inseridos no texto determina que o governo faça um leilão para contratar 6 mil megawatts (MW) de usinas termelétricas movidas a gás natural nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.

Críticos da medida dizem que isso encarecerá as tarifas de energia na medida em que os consumidores teriam que bancar a construção de gasodutos para levar o insumo para essas regiões.

MacCord afirma que a conta de luz não vai subir porque a MP não fala onde a térmica será instalada, sendo possível construí-la perto de pontos de extração de gás, no caso das regiões Norte e Nordeste, e combinado com outros desenhos econômicos, para o Centro-Oeste.

Além disso, essas usinas vão substituir termelétricas a óleo diesel, que são bem mais caras. As termelétricas terão um preço-teto de R$ 300 o megawatt/hora (MW/h), enquanto as usinas a diesel operam cobrando mais de R$ 800 MW/h.

“Quando essas termelétricas entrarem no sistema elas vão deslocar as termelétricas mais caras que a gente vem despachando sistematicamente nos últimos oito anos, que custam em torno de R$ 800 até R$ 1.000 o MW/h. A gente vai aposentar termelétricas a óleo diesel que vêm sendo utilizadas de maneira recorrente nos últimos oito anos, para colocar termelétricas a gás, que custam um terço do valor. Isso vai reduzir a tarifa”, disse o secretário.

Leia Também:  STF vai analisar a Revisão da Vida Toda do INSS no início de junho

Usinas a gás na base

MacCord lembra que a primeira versão do relatório de Nascimento impedia, na prática, a privatização da Eletrobras. Uma outra versão tornava a contratação das termelétricas uma condicionante à privatização, o que não é mais. Por isso, o texto aprovado é positivo:

“A aprovação foi uma vitória enorme. Todos os pontos que inviabilizavam a privatização da Eletrobras, que vem sendo tentada há 25 anos sem sucesso, saíram.”

As termelétricas serão contratadas no que é chamado tecnicamente de “base” do sistema, ou seja, com operação constante, enquanto a maioria dessas usinas são acionadas de acordo com a necessidade. Esse também é um ponto alvo de críticas.

Você viu?

MacCord afirma que isso não é um problema porque o sistema tem acionado térmicas caras recorrentemente, que serão substituídas.

Leia Também:  "Calote" dos precatórios "assusta bastante" o mercado, diz ex-presidente do BC

“A gente precisa reconhecer que realmente falta energia na base. Contratando essas termelétricas a gás, que o Ministério de Minas e Energia já iria contratar de qualquer maneira, invés de ficar despachando R$ 1.000 de ponta a ponta do ano, que é o que a gente tem feito, você consegue, na base, despachar algo que é um terço do preço.”

Impacto de R$ 20 bilhões

O secretário discorda da conta da Associação de Grandes Consumidores de Energia (Abrace), que calcula um impacto de R$ 20 bilhões por ano com as termelétricas a gás. Para ele, essa conta não considera a economia com o abandono das usinas a óleo diesel:

“No equilíbrio geral, a gente está trabalhando para reduzir a tarifa do setor elétrico. A melhor maneira para a gente entender isso é o fato de poder aposentar 6 mil megawatts de termelétrica cara e colocar 6 mil megawatts de termelétrica a um preço mais competitivo. Esses R$ 300 o MW/h é preço-teto. A gente ainda vai fazer licitação e isso pode cair.”

MacCord defende a privatização da Eletrobras como uma forma de reestruturação de todo o setor elétrico.

“Como a gente vai falar de energia do futuro com uma empresa estatal ineficiente e desse tamanho? O primeiro passo importante é privatizar a Eletrobras. Ato contínuo, aprofundar os esforços para aprovar a reforma em todo o setor, que vai trazer a transformação que o setor precisa.”



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Dinheiro na mão é vendaval

Brasil sobe 5 posições em ranking de inovação, mas ainda vai mal; confira

Publicados

em


source
País ocupa a 57ª posição
Reprodução

País ocupa a 57ª posição

Mesmo tendo uma base industrial diversificada, o Brasil ocupa a 57ª posição quando se trata de inovação, num ranking integrado por 132 nações. O país ganhou cinco posições no Índice Global de Inovação (IGI) deste ano na comparação com 2020, mas especialistas no tema alertam que a colocação brasileira ainda é considerada ruim.

Isso porque o país está dez posições abaixo da obtida em 2011, quando atingiu o 47º lugar, sua melhor marca desde que o índice começou a ser elaborado, em 2007. Na primeira posição aparece a Suíça, seguida pela Suécia e pelos Estados Unidos.

Para Gianna Sagazio, diretora de inovação da Confederação Nacional da Industria (CNI), a colocação brasileira é incompatível para um país que está entre as 20 maiores economias do mundo, e possui uma base empresarial sofisticada. 

“O Brasil deveria estar entre os 20 países mais inovadores do mundo. Pesquisas mostram que entre as nações mais inovadoras há um política robusta e de longo prazo de investimento em ciência, tecnologia e inovação, envolvendo o setor público, privado e as universidades. Falta prioridade no Brasil, já que inovação é considerada como gasto e não investimento”, disse Sagazio.

O ranking está sendo divulgado nesta segunda-feira pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI – WIPO, na sigla em inglês). No Brasil, a Confederação Nacional da indústria é a parceira para a produção e divulgação dos dados, através do Movimento Empresarial pela inovação (MEI), que tem como objetivo estimular a estratégia inovadora das empresas e ampliar as políticas de apoio à inovação.

A diretora de inovação da CNI observa que o Brasil possui uma base empresarial sofisticada e é preciso que avance cada vez mais em inovação para que sua indústria seja competitiva internacionalmente. Ela afirma que sem investimento em inovação muitas empresas correm o risco de desaparecer. Sagazio lembra que, durante a pandemia da Covid-19, a ciência, a tecnologia e a inovação foram fundamentais para o desenvolvimento rápido de vacinas. 

Base de dados  

O índice é uma base de dados importante para empresários, formuladores de políticas públicas e pesquisadores do tema, já que as métricas podem ser usadas para monitorar o desempenho de um país em inovação, comparando-o com economias da mesma região ou mesmo grupo de renda. 

Leia Também

Para chegar à posição de cada país no índice são analisados cinco quesitos: instituições, capital humano e pesquisa, infraestrutura, sofisticação de mercado e sofisticação empresarial, distribuídos em 81 indicadores. 

Entre os pontos negativos do Brasil, ainda estão as dificuldades para se abrir uma empresa, para obtenção de crédito e as altas taxas tarifárias cobradas. O país também tem dificuldades para a formação de capital bruto, que é o investimento em ativos que podem aumentar a capacidade produtiva da economia.  

Contraditoriamente, a retração do Produto Interno Bruto (PIB), no ano passado, foi um dos fatores que ajudaram o Brasil a ganhar posições no ranking. Com menos pessoas empregadas e uma economia contraída, o país teve a falsa impressão de aumento de produtividade no trabalho. Ainda assim, esse item foi considerado como ponto positivo na avaliação. 

Leia Também:  Saiba o que são Blue Chips e como escolher as melhores ações do mercado

O gasto com softwares, com o avanço da digitalização no ano passado, também ajudou o país a ganhar posições. A boa atuação das empresas mostrada por indicadores como produtos de alta tecnologia e valores recebidos por uso de propriedade intelectual foram itens que pesaram positivamente para o Brasil.

Entre 18 economias da América Latina e do Caribe, o Brasil ficou atrás do Chile (53º), do México (55º) e da Costa Rica (56º). Entre os países dos BRICS, o Brasil aparece em penúltimo, à frente apenas da África do Sul, que está em 61º lugar. A China é a 12º colocada, a Rússia está no 45º lugar e a Índia, no 46º. 

A maior parte dos dados analisados é referente a 2019. A diretora de inovação da CNI observa ainda que o Brasil possui dados desatualizados e em alguns quesitos analisados para o ranking nem produz os dados. O Brasil, por exemplo, não mede os gastos brutos com pesquisa e desenvolvimento por empresas e nem os gastos com pesquisa e desenvolvimento financiados com capital externo. Entre os dados desatualizados, está a oferta de treinamento formal das empresas a seus colaboradores. 

Os Top Dez da Inovação 

  • 1º – Suíça 
  • 2º – Suécia 
  • 3º – Estados Unidos 
  • 4º – Reino Unido 
  • 5º – Coreia do Sul 
  • 6º – Holanda 
  • 7º – Finlândia 
  • 8º – Cingapura 
  • 9º – Dinamarca 
  • 10º – Alemanha 

Países dos BRICS 

  • 12º – China 
  • 45º – Rússia 
  • 46º – Índia 
  • 57º – Brasil 
  • 61º – África do Sul 

Fonte:  Índice Global de Inovação (IGI)

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA