(65) 99638-6107

CUIABÁ

Dinheiro na mão é vendaval

Presidente do BC critica ação de autonomia no STF: ‘insegurança temporária’

Publicados

Dinheiro na mão é vendaval


source
Roberto Campos Neto criticou o questionamento do STF sobre a autonomia BC
Pedro França/Agência Senado

Roberto Campos Neto criticou o questionamento do STF sobre a autonomia BC

O presidente do Banco Central (BC) , Roberto Campos Neto, afirmou que o questionamento da autonomia do BC no Supremo Tribunal Federal (STF) traz uma insegurança jurídica momentânea. O presidente participou de um evento transmitido ao vivo nesta sexta-feira (14).

“Nós estamos preocupados porque quando você tem algo que é amplamente votado e aprovado e isso é levado ao STF, nos coloca em um momento temporário de insegurança jurídica”, afirmou.

Segundo Campos Neto, essa insegurança pode ser prejudicial para o Banco Central.

“Nossa principal preocupação é a insegurança, a instabilidade do processo, e isso é muito prejudicial ao Banco Central”, disse.

A autonomia do Banco Central foi aprovada pelo Congresso em fevereiro, depois de décadas em tramitação tanto no Senado quanto na Câmara . No entanto, logo depois da aprovação, o projeto foi questionado no STF pelo PSOL e pelo PT.

Os partidos argumentaram que havia um vício de iniciativa no projeto, já que foi apresentado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), quando o assunto é de competência privativa do presidente da República.

Leia Também:  PEC dos precatórios "sacrifica" o teto de gastos e aumenta a dívida, diz IFI

Em abril, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente a ação ao entender que de fato a iniciativa do projeto deveria ter sido do poder Executivo.

Você viu?

O processo está nas mãos do ministro Ricardo Lewandowski, que pode decidir por uma liminar ou levar o assunto ao pleno do STF para uma decisão conjunta.

Mudanças internas

Campos Neto explicou que depois que o projeto foi sancionado, o Banco Central passa por um processo de muitas mudanças internas e o questionamento do STF traz uma insegurança.

“Quando você se torna autônomo você precisa mudar muitos quadros normativos porque você olha para os diretores de uma maneira diferente, o presidente é independente da política do Executivo. Os regimentos internos estão mudando e, ao mesmo tempo em que você faz isso, o processo é contestado no STF”, explicou.

Leia Também:  Consumidores podem usar créditos da Nota Fiscal Paulista para reduzir o IPVA

O presidente do BC enfatizou que o tema foi bastante discutido no Congresso e que espera que o assunto seja resolvido rapidamente.

“Nós vamos tentar conversar com todo mundo da mesma maneira como fizemos no passando, explicando. Mas não podemos comentar as decisões dos parlamentares e do STF. As decisões serão tomadas por eles, de forma independente, mas o que vamos tentar fazer é explicar o porquê achamos que é importante para o Brasil”, completou. 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Dinheiro na mão é vendaval

Black Friday: vendas online somam R$ 5,4 bi e ficam abaixo da expectativa

Publicados

em


source
Black Friday tem faturamento abaixo do esperado
Unsplash/Artem Beliaikin

Black Friday tem faturamento abaixo do esperado

A Black Friday de 2021 foi impactada pela inflação. Segundo levantamento da Neotrsut, o faturamento total foi de R$ 5,4 bilhões, o que representa um crescimento nominal de 5,8% na comparação com o ano passado, mas abaixo das expectativas de ganhos, que estavam entre 6% e 10%. Os brasileiros se preocuparam mais em comprar itens básicos , e que estão mais caros, como alimentos e bebidas, deixando os eletrônicos um pouco de lado.

O levantamento foi produzido a partir do número total de compras realizadas via e-commerce entre o primeiro minuto de quinta-feira (25) até às 23h59 de sexta-feira (26)

A edição deste ano da Black Friday encerrou as 48h monitoradas com um volume de 7,6 milhões de pedidos. O número é 0,5% inferior ao registrado no ano passado. Já o tíquete médio nacional das compras foi de R$711,38, 6,4% superior a 2020, tambem impactado pela alta dos preços.

Para o diretor de comunicação do T.Group, do qual a Neotrust faz parte, Julio Pacheco, já era esperado que o faturamento não fosse tão alto quanto o esperado. A empresa projetava no meio do ano um aumento de 16%, mas à medida que a situação macroeconômica foi se deteriorando, a estimativa foi cortada para o intervalo de 6% a 10%. “Já sabíamos que não atingiríamos o esperado. A insegurança por causa do cenário econômico, a inflação e o endividamento devem ser levados em conta”, disse.

Leia Também:  PEC dos precatórios "sacrifica" o teto de gastos e aumenta a dívida, diz IFI

Pacheco destaca o aumento de compras nos segmentos de bebidas e alimentos e moda. Esses produtos não costumavam ter grande destaque nos anos anteriores e possuem ticket médio menor.

É um sinal que o brasileiro aproveitou a Black Friday deste ano para ir atrás de produtos que ficaram mais caros com a inflação. “Isso, provavelmente, está ligado à inflação. A gente viu um comportamento de compra de itens básicos. Antes, era muito mais eletrônicos”, comenta.

Leia Também

O faturamento no e-commerce apenas na sexta-feira foi de pouco mais de R$ 4 bilhões, 4,5% acima do registrado em 2020. Para Pacheco, o fato das lojas físicas terem reaberto, com o avanço da vacinação, pode ter impactado no resultado. No entanto, muitos consumidores que não compravam pela internet, passaram a adquirir esse hábito durante a pandemia.

“O cenário é diferente, claro. Mas ao mesmo tempo, o hábito mudou. O brasileiro, por exemplo, não costumava comprar vestuário na internet”, analisa.

A busca pelos produtos foi mais concentrada na semana da Black Friday do que no mês como um todo. Segundo a Neotrust, o pico de vendas ocorreu entre 10h e 14h de sexta-feira.

O valor do frete médio teve uma redução de 12% em relação ao ano passado e a participação do frete grátis nos pedidos teve um aumento de 0.6 pontos percentuais. Para a Neotrust, esse dado pode indicar que as varejistas tenham arcado com uma parte desse frete para atrair consumidores.

Leia Também:  Relator da reforma administrativa tenta incluir elite do Judiciário nas mudanças

Cartão é o meio preferido

Segundo a Neotrust, o cartão de crédito foi o instrumento mais usado para as compras, representando 81% do total e com crescimento de 6% em relação ao ano passado. O uso do boleto bancário atingiu 10%.

O Pix, que vem se popularizando, teve 2% do total. O número mais baixo se deve ao período em que a Black Friday é realizada. No fim do mês, os consumidores costumam ter menos dinheiro em conta e preferem optar pelas parcelas do cartão de crédito ou pelos dias úteis que o boleto fornece até o vencimento.

De acordo com projeção da ClearSale, empresa referência em antifraude, o valor de fraudes evitadas até 23h da sexta-feira foi de R$ 66.304.658,05.

Categorias de produto com mais pedidos:

  • 1. Moda e Acessórios
  • 2. Beleza e Perfumaria
  • 3. Telefonia
  • 4. Eletroportáteis
  • 5. Eletrodomésticos

Categorias de produtos com mais faturamento:

  • 1. Telefonia
  • 2. Eletrodomésticos
  • 3. Eletrônicos
  • 4. Informática
  • 5. Móveis

Percentual de compra por faixa etária:

  • 26 e 35 anos – 35%
  • 36 a 50 anos – 34%
  • Até 25 anos – 17%
  • Mais de 51 anos – 14%

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA