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Petrobras tem reunião hoje para decidir nomeação de Paes de Andrade

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Conselho de Administração da Petrobras se reúne hoje para decidir sobre nomeação de Paes de Andrade para a presidência
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Conselho de Administração da Petrobras se reúne hoje para decidir sobre nomeação de Paes de Andrade para a presidência

O Conselho de Administração da Petrobras se reúne na manhã desta segunda-feira (27) para deliberar sobre a nomeação de  Caio Paes de Andrade como novo presidente, no lugar de José Mauro Coelho , demitido pelo governo em meio a pressões para frear os reajustes no preço dos combustíveis.

Se aprovado, ele será o quarto presidente da Petrobras desde o início do ano passado, após Roberto Castello Branco, Joaquim Silva e Luna e Coelho.

Diante de rumores de mudança na política de preços da Petrobras — que faz reajustes em paridade com o preço no mercado internacional —, o Comitê de Pessoas da estatal solicitou uma entrevista com Paes de Andrade para que ele pudesse dar informações sobre notícias divulgadas pela imprensa relacionadas a essa política e também a possíveis “mudanças na governança da Petrobras”. Ele, porém, optou por não comparecer.

Paes de Andrade respondeu a algumas dúvidas levantadas pela Petrobras por escrito. E negou ter “qualquer orientação específica ou geral do acionista controlador ou qualquer outro no sentido de alteração da política de preços”.

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Na última sexta-feira (24), Paes de Andrade teve seu nome aprovado pelo Comitê de Elegibilidade (Celeg) , que é ligado ao Comitê de Pessoas e analisa os indicados para o Conselho da Petrobras. A decisão, porém, não foi unânime. Francisco Petros, presidente do Celeg e membro do Conselho de Administração da companhia, avaliou que ele não tem as “aptidões necessárias para o exercício do cargo”.

Em paralelo, a área de conformidade da estatal atribui “risco médio” ao executivo e houve ressalvas a seu currículo.

O indicado de Bolsonaro só pode assumir o comando da Petrobras com o aval do Conselho de Administração.

Petroleiros associados a duas grandes federações da categoria, FNP e FUP, farão um protesto em frente à sede da Petrobras, no Centro do Rio, no horário da reunião do Conselho, prevista paras 10h.

O ato será em repúdio à nomeação de Paes de Andrade para o comando da estatal, que não teria a experiência exigida pelo cargo, argumenta a categoria. A manifestação é também contra a proposta de privatização da Petrobras.

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“Trocar o presidente da Petrobrás sem alterar a política de preço é apenas cortina de fumaça e malabarismo midiático eleitoreiro. É necessário um real debate sobre a formação do preço dos combustíveis, investimento nas refinarias, reversão das privatizações e novos editais de contratação para petroleiros para aumentar a produção nacional e conquistar a autossuficiência em combustíveis fósseis. Sem isso, a “indignação” do presidente da República e as trocas desastrosas na diretoria da Petrobrás sinalizam somente um desespero eleitoral”, diz a  nota da FUP e da FNP.

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Auxílio Brasil: fila é o dobro do anunciado pelo Ministério

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Sancionada MP que torna o Auxílio Brasil em R$400 permanente
Agência Brasil

Sancionada MP que torna o Auxílio Brasil em R$400 permanente

Novos dados compilados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) apontam que a demanda reprimida pelo Auxílio Brasil em maio era mais que o dobro da fila oficial do governo. De acordo com informações da entidade, naquele mês havia 1,8 milhão de famílias esperando o benefício, enquanto o Ministério da Cidadania apontava que eram quase 765 mil.

A diferença ocorre porque o levantamento da CNM leva em conta as inscrições de famílias no Cadastro Único (CadÚnico) que atendem ao critério para ingresso no programa — renda mensal per capita inferior a R$ 210 — e tiveram os dados atualizados há menos de 24 meses. Para entrar na fila oficial do Ministério da Cidadania, no entanto, é preciso passar por outros filtros.

Os invisíveis do Auxílio Brasil Cresce número de brasileiros que teriam direito ao benefício Em maio, 18,1 milhões de famílias recebiam o benefício de R$ 400, de acordo com os dados do governo. Mas o anúncio de que haverá uma ampliação no valor (para R$ 600) e no número de beneficiados pelo programa fez com que a procura por atendimento nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) crescesse. A CNM se preocupa com a pressão na estrutura desses postos, o que vem sobrecarregando os municípios, conforme destaca o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski. 

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“O programa Auxílio Brasil está passando por alterações preocupantes, como a elevação de R$ 400 para R$ 600 do benefício, que só dura até o final do ano. E depois?”, questiona ele.

R$ 12,2 bi a mais por mês

Aliado a esse movimento, o período de atualização cadastral de quem já estava inscrito no CadÚnico também sobrecarrega os municípios. Ao longo da pandemia, a averiguação dos dados foi suspensa para não penalizar as famílias que não tinham condições de confirmar os dados pessoalmente e não colocar os servidores da assistência social em risco, pois havia uma série de restrições sanitárias.

“A pressão dessa averiguação cadastral recai sobre os municípios. Como os servidores da assistência social não estão dando conta da fila de quem está nessa atualização cadastral, como é que vão fazer busca ativa para identificar as famílias que estão em situação de pobreza, por exemplo?”, pondera Ziulkoski.

Os retrocessos no Brasil em 2022 Em seu relatório, a CNM pontua que os novos acessos ao programa estavam ocorrendo em ritmo mais lento que os cadastros. A entidade critica, no entanto, o pagamento linear, por não considerar a situação de vulnerabilidade das famílias.

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Se houvesse uma focalização maior, seria possível atender mais famílias, distribuindo melhor os valores de acordo com as necessidades delas.

A CNM ainda estima que seria necessário um gasto mensal de R$ 12,2 bilhões para o período entre agosto e dezembro de 2022 para zerar a demanda reprimida do programa. “O valor estimado é 66% superior à média mensal (R$ 7,4 bilhões) de gasto do programa até julho deste ano”, diz a entidade.

Para ampliar o programa este ano, o governo aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) Eleitoral, que driblou as regras fiscais e eleitorais e permitiu o pagamento de um benefício maior a mais famílias. A partir de terça-feira, serão atendidas 20,2 milhões de famílias, que receberão um benefício de R$ 600. O Orçamento de 2022 previa R$ 90 bilhões para o programa. Com a PEC, foi liberado um extra de R$ 26 bilhões para a ação.

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Fonte: IG ECONOMIA

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