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Dinheiro na mão é vendaval

Pacheco estuda viabilizar novo Bolsa Família sem depender de reforma do IR

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Rodrigo Pacheco, rpesidente do Senado Federal, quer alternativa para criação do Auxílio Brasil
Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy

Rodrigo Pacheco, rpesidente do Senado Federal, quer alternativa para criação do Auxílio Brasil

Após ser cobrado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, a pautar a reforma do Imposto de Renda, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que a Casa busca outra alternativa para bancar o programa Auxílio Brasil, proposto pelo governo para substituir o Bolsa Família.

“O espaço fiscal se encontra na solução do problema dos precatórios. E, como há por parte do Ministério da Economia o apontamento de que a fonte dos recursos seria o projeto do IR, nós vamos identificar se há uma alternativa ou se é uma realidade que não temos como afastar. Vamos ter toda a responsabilidade para definir essa equação”, disse Pacheco a jornalistas, nesta quarta-feira (29).

Na semana passada, Pacheco indicou que não vai abrir mão de pautar a reforma tributária que já tramita na Casa em detrimento da prioridade que o governo quer para a mudança nas regras do Imposto de Renda. Ontem, ele afirmou que as propostas de natureza tributária devem ser apreciadas “o mais rapidamente possível” na Casa, mas ponderou que é preciso respeitar a realização de audiências públicas.

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Questionado se sente pressão do Ministério da Economia para tocar a pauta com mais agilidade, Pacheco afirmou que a Casa é “madura o suficiente” para não se render a isso:

“Não considero que há pressão, e se houvesse também o Senado é uma Casa madura o suficiente para não se render a pressão alguma. Na verdade, nós temos um senso de responsabilidade com a reforma tributária, com este projeto que veio da Câmara e até em respeito à Câmara precisa ser apreciado no Senado, que é referente à reforma do Imposto de Renda. Sabemos da nossa responsabilidade com aquilo que nos une que é o estabelecimento de um programa social do Bolsa Família para poder atingir o maior número de pessoas”, disse.

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Há dois dias, o ministro Paulo Guedes afirmou que o Senado vai demonstrar não estar preocupado com o Bolsa Família caso deixe de pautar em plenário o projeto que muda as regras do Imposto de Renda.

“[Se] botar na gaveta, na verdade ele está dizendo ao povo brasileiro que não está preocupado com o Bolsa Família”, declarou Guedes.

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CNI critica reajuste da Selic

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Encontro de empresários da CNI com Bolsonaro
Reprodução Twitter CNI

Encontro de empresários da CNI com Bolsonaro

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central  elevou nesta quarta-feira (8) a taxa básica de juros da economia (Selic) para 9,25%.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou equivocada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, por um novo aumento da taxa básica de juros a economia em 1,5 ponto percentual. De acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, os últimos dois trimestres de retração do Produto Interno Bruto (PIB) deixaram evidente o quadro adverso da atividade econômica. Além disso, efeitos defasados do aumento da Selic devem contribuir, nos próximos meses, para desestimular ainda mais o consumo e, por consequência, desacelerar a inflação. “Dessa forma, um aumento menos intenso da Selic, em conjunto com as elevações anteriores, já seria mais que suficiente para levar a inflação até a meta, sem que o Banco Central aumentasse a probabilidade de recessão”, avaliou Andrade.

Em nota, a CNI argumenta sobre a razão deste cenário. “As restrições nas condições de crédito para consumidores e empresas poderiam ter seu ritmo reduzido. A decisão do Banco Central por um sétimo aumento expressivo da Selic vai de encontro a essa necessidade, aumentando o custo do financiamento e desestimulando a demanda, justamente em um momento em que muitas empresas ainda estão se recuperando”.

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De acordo com a Federação das Indústrias do Rio (Firjan), o aumento da taxa Selic em 1,5% já era esperado, tendo em vista a elevação no nível dos preços de forma disseminada e, sobretudo, a deterioração do quadro fiscal. Por outro lado, os dados mais recentes revelam queda da atividade econômica. Além disso, as perspectivas para 2022 já são de crescimento fraco.

Em nota, a Firjan avalia “que o cenário econômico que se projeta, de maior expansão do gasto público, requer a aprovação de reformas estruturais que sejam capazes de trazer sustentabilidade para as contas públicas. Apenas com responsabilidade fiscal será possível gerar crescimento econômico de maneira sólida, resgatando a confiança dos empresários e atraindo novos investimentos. Sem isso, voltaremos a conviver com um cenário de inflação e juros altos, com baixo crescimento econômico”.

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