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Oportunidade: gestora encontra empresa madura com potencial de startup

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Oportunidade: gestora encontra empresa madura com potencial de startup
Victor Oliveira

Oportunidade: gestora encontra empresa madura com potencial de startup

Empresas maduras raramente possuem o potencial de companhias novas, afinal a fase de forte crescimento ficou para trás, os resultados são mais previsíveis. É dado que startups possuem muito mais potencial de valorização que a maioria das companhias listadas na B3. Mas a gestora SFA Investimentos encontrou uma companhia de capital aberto que tem tanto potencial: a Porto Seguro (PSSA3).

Em entrevista com o gestor e fundador da SFA Investimentos Ciro Alperti Neto, pedimos para nos contar a tese de investimento na companhia, uma das principais dentro do portfólio de ações que ela investe. A resposta foi rápida e direta: é uma empresa madura e com potencial de valorização de uma startup.

Desde sua fundação, a SFA administra recursos focada em dois pilares: filosofia e processo. Para alcançar retorno a longo prazo é essencial ter uma filosofia de investimentos diferenciada, e para preservá-la é necessário ter processos sólidos e bem estruturados. Um de seus segredos é conhecer profundamente as empresas em que eles investem, desde a estratégia da empresa até a capacidade de execução.

Esses dois pilares permitem a SFA encontre boas oportunidades descontadas na bolsa, o que eles acreditam ser o caso da Porto Seguro. “A SFA admira empresas que possuem uma missão que vai além de oferecer um determinado produto ou serviço. As empresas com um propósito percebido pelos seus clientes criam valor estratégico porque conseguem adicionar vantagens competitivas como: reconhecimento da marca, diferenciação dos serviços e clientes cativos. Os produtos de seguros e serviços da Porto Seguro são somente o meio pelo qual a companhia expressa seus valores e com isto vem conseguindo ampliar cada vez mais a sua presença em todos os segmentos em que atua”, explicou Ciro sobre a sua visão.

“A SFA já teve posição em Porto Seguro em diversos momentos da nossa história, e recentemente voltaram a tê-la de modo relevante, devido às novas inciativas estratégicas de construção de um ecossistema de seus serviços”, afirmou.

“Em nossa tese de investimento, a Porto Seguro é uma empresa que atualmente possui alta rentabilidade, com uma expressiva base de clientes, diversificação de receita e começa a explorar novas avenidas com alto potencial de crescimento. Além de possuir o que consideramos valores ‘escondidos’, que são ativos e oportunidades de negócio subavaliadas”, completou.

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Porto Seguro se destaca nos segmentos de seguro auto, saúde, e de negócios financeiros. Ciro nos explicou detalhadamente cada um desses pontos e a relevância dele para o valor que a SFA vê na empresa:

Seguro Auto

A Porto Seguro iniciou sua história com o seguro de automóveis e ainda hoje é reconhecida somente por esse produto. O segmento, de fato, ainda possui grande relevância dentro dos resultados e tem sido o carro chefe na atração e retenção de clientes. Acreditamos que uma empresa líder em algum mercado não é obra do acaso. A posição de liderança da Porto neste segmento foi conquistada principalmente com um serviço de qualidade, que a permitiu criar uma das marcas mais valiosas do país.

No Brasil, pelas dimensões territoriais e diferenças regionais, o seguro de automóveis deixa de ser somente uma cobertura para roubos, furtos e acidentes; é uma operação complexa em logística e atendimento. Para estruturar uma operação de seguro auto de projeção nacional é necessário orquestrar uma vasta rede de guinchos, oficinas mecânicas, corretores, assistência jurídica, fiscais, atuários e call center .

A Porto Seguro conseguiu se diferenciar dos seus concorrentes executando a operação com excelência em nível nacional e passou a oferecer serviços agregados ao seu carro chefe, assim o seguro auto deixou de ser uma commodity .

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Segmento de Saúde

A Porto Seguro está vendo a oportunidade de expansão de negócios em saúde. Atualmente, a empresa explora o setor de saúde oferecendo planos tradicionais com foco principal em pequenas e médias empresas. O modelo que é oferecido a indivíduos e como benefício a funcionários de uma empresa, assegura ao cliente um atendimento livre à uma rede médica e hospitalar credenciada.

Porém, a persistência da inflação médica na casa de dois dígitos, uma das mais altas do mundo, torna o modelo tradicional de plano de saúde inacessível para boa parcela da população brasileira. Além disso, o repasse contínuo da alta inflação médica nos planos de saúde pode se tornar impraticável ao longo do tempo e virar alvo de mudanças regulatórias que podem prejudicar suas operadoras.

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A Porto Seguro tem se antecipado e tem trazido ao mercado inovações na saúde. Neste ano, lançaram o serviço de assinatura “Porto Cuida” – saúde popular, o qual oferece acesso às consultas presenciais ou remotas por um preço mais em conta e possuindo uma rede de consultórios, laboratórios com preços mais acessíveis, telemedicina e até descontos em farmácias sem o beneficiário estar vinculado à uma apólice.

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Negócios Financeiros

O produto de maior sucesso no cross seling com o seguro auto, foi o cartão de crédito. O cartão de crédito da Porto Seguro é oferecido à base de segurados auto e possui benefícios como desconto na apólice.

A Porto possui 2,6 milhões de cartões de crédito ativos; ele é oferecido principalmente para os clientes da marca Porto Seguro e está começando a explorar os clientes da Azul, sua marca de combate de seguro auto. O potencial do cartão dentro da base ainda existe, a Porto possui aproximadamente 5,5 milhões de clientes auto somente e um total de 8,4 milhões de clientes considerando todos os produtos e serviços.

Além de explorar sua própria base, o crescimento e alta rentabilidade do produto faz com que a companhia tenha planos também de ir para o chamado mar aberto (público que não é cliente da Porto Seguro).

Forte em outras áreas

Além das áreas em que a Porto Seguro já é líder, Ciro ainda acredita que existem outras frentes de negócios que estão subavaliadas pelo mercado e que representam potencial de crescimento muito elevado frente ao mercado: seguro pet, seguro fiança, serviços de reparos e imóveis. A Porto também tem uma grande oportunidade para penetrar a base de clientes do Itaú, que é sua acionista.

“Em nossa tese de investimento, consideramos que a Porto possui características de uma boa empresa madura, aliado a oportunidades de crescimento múltiplas como saúde e serviços financeiros, além de valores escondidos que a torna subavaliada pelo mercado, ou seja, uma empresa incumbente com potencial de crescimento e valorização de uma startup , mas ainda precificada como uma empresa de seguro de automóveis, o que a torna excelente alternativa de investimento” finaliza Ciro.

A SFA é uma gestora independente, fundada em 2013, e especializada e focada na gestão de fundos de ações. Em 2020 fizeram uma parceria com as principais plataformas de distribuição de investimentos do país para oferecer a parceiros e investidores que tenham objetivo de obter retorno a longo prazo, a possibilidade de investirem em seus fundos.

O Fundo da SFA está disponível na plataforma do Banco digital modalmais clicando aqui .

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MP que autoriza exploração de urânio por empresas privadas é aprovada

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Usina de Angra 3. Exploração privada pode abastecer combustível para usinas nucleares
Divulgação/Eletrobras

Usina de Angra 3. Exploração privada pode abastecer combustível para usinas nucleares

O governo Jair Bolsonaro publicou nesta sexta-feira uma medida provisória (MP) que libera a mineração de urânio para empresas privadas, por meio de parcerias com o setor público. Atualmente, a mineração de urânio no país é feita apenas pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

A Constituição Federal diz que compete exclusivamente à União “explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados”.

Por isso, as atividades de pesquisa, lavra, enriquecimento, industrialização e comércio de minérios nucleares e derivados são exercidas exclusivamente pela INB. A empresa atua em toda cadeia produtiva: da mineração à fabricação do combustível que gera energia elétrica para as usinas nucleares brasileiras.

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A MP permite que sejam feitos novos modelos de associação entre a INB e empresas privadas para exploração de jazidas de minérios nucleares e também a produção, a conversão e o enriquecimento do material.

O texto publicado nesta sexta-feira permite que a INB firme contratos com companhias para a exploração de urânio em todos os níveis da cadeia e remunere essas empresas com o percentual do valor arrecadado na comercialização do produto da lavra; com o direito de comercialização do minério associado; com o direito de compra do produto da lavra com exportação previamente autorizada; ou outros arranjos definidos em contrato.

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“Com a atualização da legislação, espera-se que a INB, em parceria com o setor privado, aumente investimentos em pesquisa e lavra e a capacidade de produção nacional de urânio”, informou em nota o Ministério de Minas e Energia.

Atualmente, quando o titular de autorização para pesquisa ou de concessão de lavra encontra elementos nucleares associados a uma substância mineral, ele é obrigado a comunicar à Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), à Agência Nacional de Mineração (ANM) e à INB. Caso os elementos nucleares tenham valor econômico superior a outra substância mineral, toda a jazida é incluída no monopólio estatal e o titular perde a autorização de pesquisa ou concessão de lavra. Com a edição da MP, independentemente do valor econômico dos elementos nucleares presentes numa jazida mineral, será possível parcerias entre o minerador e a INB, para o aproveitamento de todos os recursos minerais presentes na jazida.

A MP autoriza ainda que a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A. (ENBpar) passe a ser controladora da INB. A ENBpar foi criada para controlar as usinas nucleares de Angra e a hidrelétrica de Itaipu, antes pertencentes a Eletrobras e que não podem ser privatizadas.

“Com responsabilidade socioambiental, a MP busca atrair capital privado e desonerar o contribuinte, gerando emprego e renda para a população e consolidando o Brasil como um porto seguro para investimentos”, afirma o MME.

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O Brasil é dono da sétima maior reserva de urânio no mundo, segundo a INB. São 309.000 toneladas do minério distribuídas entre os estados da Bahia, Ceará, Paraná e Minas Gerais. Porém, o governo estima que as reservas brasileiras sejam ainda maiores, já que menos de um terço do território nacional foi alvo de pesquisas em busca do minério.

Embora estando entre as dez maiores reservas de urânio do mundo, Brasil vem importando tudo o que consome de países como Estados Unidos, Alemanha, Holanda e Reino Unido. Outros países com grandes reservas são Austrália, Canadá e Rússia.

No Brasil, a exploração desse mineral ocorria na mina de Caetité, na Bahia, a mais de 600 quilômetros de Salvador. A produção nacional parou em 2015 e voltou em 2020. Agora, a INB tenta buscar recursos para voltar a explorar o minério em novas minas na região e em outras áreas.

O urânio é matéria-prima, principalmente, para a geração da energia nuclear. Ele passa por um processo químico, gerando um pó amarelo (chamado de yellow cake), que posteriormente é enriquecido para permitir a geração de energia elétrica nas usinas nucleares. No Brasil, há duas usinas desse tipo em operação: Angra 1 e 2. O governo também tenta concluir Angra 3, em construção há décadas. A Constituição também determina que a energia do urânio só pode ser usada no país para fins pacíficos. Além da produção de eletricidade, a energia nuclear vem sendo utilizada em outras áreas: na medicina, no meio ambiente, na engenharia, na produção de radiofármacos e na agricultura.

Fonte: IG ECONOMIA

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