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Dinheiro na mão é vendaval

“O senhor está me dando um tiro”, diz Guedes a Bolsonaro em conversa vazada

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Paulo Guedes e Bolsonaro em live
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Paulo Guedes e Bolsonaro em live


Um diálogo entre o ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) revelou insatisfação de Guedes com a troca do presidente da Petrobras . Em reportagem publicada nesta sexta-feira (26) pela revista Veja, Guedes alega que Bolsonaro está se intrometendo na política econômica

Bolsonaro substituiu o atual presidente da Petrobras , Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna no dia 19 de fevereiro . Bolsonaro se incomodou com os seguidos reajustes nos preços dos combustíveis promovidos pela petroleira, o que feria suas promessas aos caminhoneiros que ameaçavam greve. 

Guedes ficou contrariado, prevendo reação negativa do mercado por intervencionismo do presidente.

“Na hora em que estou ganhando a batalha, o senhor me dá um tiro”, disse Guedes ao presidente, que respondeu: “Não estou dando tiro”.

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“O mercado está achando que o senhor está me dando um tiro. O senhor está entrando na política econômica e falou que não iria entrar”, respondeu o ministro.

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Segundo a reportagem, Bolsonaro disse a Guedes que o presidente Castello Branco não tem “sensibilidade com os caminhoneiros”.

“Do ponto de vista político, o senhor fuzilou o presidente da Petrobras e vai zerar os impostos para os caminhoneiros. O senhor tentou uma jogada política . Mas isso tem um efeito econômico terrível, um preço caríssimo”, respondeu Guedes.

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A um integrante de sua equipe, Guedes teria dito: “Era mais barato dar R$ 100 bilhões aos caminhoneiros”.

A revista afirma ter ouvido  um ministro do governo Bolsonaro. Ele confirmou o desgaste na relação entre os dois. “Neste momento a relação de Guedes com Bolsonaro é a mesma daqueles casamentos em que o marido não suporta mais a voz da mulher e a mulher não suporta mais o ronco do marido. O desgaste é grande”, declarou à revista.

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Tom agressivo de Bolsonaro afasta investimento da China

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Comentários agressivos sobre a China têm impactos negativos em negócios dos dois países
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Comentários agressivos sobre a China têm impactos negativos em negócios dos dois países

As falas agressivas de Bolsonaro contra a China têm provocado um afastameto dos investimentos do maior parceiro comercial do país: a China. Um dos impactos mais importantes para o cenário de combate à pandemia é o envio de insumos para a fabricação de vacinas contra a Covid-19. 

Além disso, novos investimentos em setores de energia, transporte e tecnologia também podem ser afetados pelas falas do presidente. Reuniões já foram canceladas em câmaras de comércio, que é a instância de parceria comercial entre os dois países, após acusações de que o país asiático estaria tirando proveito da pandemia para alavancar a própria economia. 

Ao Uol , o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC) , Charles Tang , disse que as transações dependem de órgãos reguladores e de financiamento. Acrescentou que, a cada cometário de Bolsonaro sobre os chineses, surge uma insegurança sobre os negócios. 

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“Se tem negócio suspenso por causa das posições do governo sobre a China? Vou responder dando um exemplo. O mundo inteiro está correndo para ajudar a Índia. A China mandou milhões de vacinas para a Índia. A China não está correndo para ajudar o Brasil. Por que ajudou a Índia e não o Brasil?”, indagou, em entrevista ao Uol.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil, que, em 2020, fechou com saldo positivo de US$ 35,4 bilhões em exportações para o país da Ásia. Registrou redução nos gastos com importação, sendo 2,7% a menos (US$ 34,6 bilhões), e aumento nas exportações de 7,3% (US$ 70,08) bilhões, saldo maior que as vendas para os EUA.

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