(65) 99638-6107

CUIABÁ

Dinheiro na mão é vendaval

Nível dos reservatórios em junho estava menor que no ano do apagão

Publicados

Dinheiro na mão é vendaval


source
Nível dos reservatórios de Sudeste e Centro-Oeste em junho é o mais baixo para o mês desde 2001
Reprodução: iG Minas Gerais

Nível dos reservatórios de Sudeste e Centro-Oeste em junho é o mais baixo para o mês desde 2001

Os reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste chegaram ao fim de junho com o armazenamento médio mais baixo para o mês desde 2001 , ano em que o país enfrentou um racionamento de energia. Os dados são do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e foram compilados pelo GLOBO.

O armazenamento médio nas duas regiões ao fim de junho deste ano era de 29%. Em 2001, na mesma época, o nível médio dos reservatórios era de 28,7%. A diferença é de apenas 0,3 ponto percentual .

Além disso, o ONS já espera que julho se encerre com um nível de armazenamento para o Sudeste/Centro-Oeste piores que 2001. O órgão calcula que as barragens dessas regiões devem terminar este mês com 26,6% da capacidade de armazenamento. Em 2001, o mês de julho terminou com 26,8% de volume de água dos reservatórios.

O país está passando por um período em que os níveis de água dos reservatórios estão bastante próximos ao de 20 anos atrás.

As regiões Sudeste e Centro-Oeste concentram mais da metade da capacidade de armazenamento do setor elétrico nacional e são represas que costumam ficar com níveis mais altos ao longo do ano. Elas são usadas para “regularizar” o sistema, ou seja, garantir o fornecimento de energia mesmo nos momentos de seca.

Leia Também:  Empréstimo consignado do INSS: veja como usar o dinheiro sem se endividar

Esses reservatórios também estão próximos dos principais centros de consumo e há limites de transmissão de energia entre o Norte e Nordeste para o Centro-Sul. Por isso, o nível da água do Sudeste/Centro-Oeste é o que mais preocupa o governo. Mesmo que as hidrelétricas do Norte e do Nordeste tenham níveis melhores de armazenamento, nem tudo que é gerado pode ser transmitido para o restante do país.

Você viu?

O governo nega risco de um novo racionamento. Entretanto, admite a gravidade da situação, já emitiu alerta de risco hídrico e anunciou medidas para evitar escassez de energia. Uma medida provisória (MP) publicada nesta semana permite centralizar a gestão da crise no Ministério de Minas e Energia (MME) e também criar um comitê de crise.

A queda no nível dos reservatórios também provoca o encarecimento das tarifas de energia no país porque, para garantir o suprimento de eletricidade, o governo aciona usinas termelétricas, que são mais caras — além de poluentes.

Nesta semana, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) subiu o valor da bandeira vermelha 2 (a mais alta do sistema) de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. E estuda uma nova alta para agosto ou setembro, quando a bandeira pode chegar a R$ 11,50. A bandeira vermelha 2 está em vigor desde o mês passado e deve continuar até pelo menos novembro, quando tem início o período úmido.

Depois do racionamento de 2001, o Brasil promoveu a diversificação do sistema elétrico, ou seja, investiu em diferentes fontes de geração de energia, como a térmica, a eólica e a solar. É essa diversificação, especialmente o parque de usinas termelétricas, que dá hoje mais segurança ao sistema e permite que o país atenda à demanda por energia. A interligação do sistema também deu segurança ao processo.

O governo vem tomando uma série de medidas, como privilegiar o uso dos reservatórios para a geração de energia (e reduzir a vazão da água para outros fins). O Ministério de Minas e Energia também prepara de mais usinas térmicas no sistema, além de negociar com operadores a inauguração de usinas de geração de energia e também de linhas de transmissão de energia.

Numa tentativa de atuar pelo lado da demanda, o governo negocia com a indústria a redução do consumo no horário de pico (entre 12h e 18h), em troca de desconto nas contas de luz.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Dinheiro na mão é vendaval

CNI critica reajuste da Selic

Publicados

em


source
Encontro de empresários da CNI com Bolsonaro
Reprodução Twitter CNI

Encontro de empresários da CNI com Bolsonaro

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central  elevou nesta quarta-feira (8) a taxa básica de juros da economia (Selic) para 9,25%.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou equivocada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, por um novo aumento da taxa básica de juros a economia em 1,5 ponto percentual. De acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, os últimos dois trimestres de retração do Produto Interno Bruto (PIB) deixaram evidente o quadro adverso da atividade econômica. Além disso, efeitos defasados do aumento da Selic devem contribuir, nos próximos meses, para desestimular ainda mais o consumo e, por consequência, desacelerar a inflação. “Dessa forma, um aumento menos intenso da Selic, em conjunto com as elevações anteriores, já seria mais que suficiente para levar a inflação até a meta, sem que o Banco Central aumentasse a probabilidade de recessão”, avaliou Andrade.

Em nota, a CNI argumenta sobre a razão deste cenário. “As restrições nas condições de crédito para consumidores e empresas poderiam ter seu ritmo reduzido. A decisão do Banco Central por um sétimo aumento expressivo da Selic vai de encontro a essa necessidade, aumentando o custo do financiamento e desestimulando a demanda, justamente em um momento em que muitas empresas ainda estão se recuperando”.

Leia Também:  Atraso no leilão 5G causa prejuízo de R$ 100 milhões por dia, diz ministro

Leia Também

De acordo com a Federação das Indústrias do Rio (Firjan), o aumento da taxa Selic em 1,5% já era esperado, tendo em vista a elevação no nível dos preços de forma disseminada e, sobretudo, a deterioração do quadro fiscal. Por outro lado, os dados mais recentes revelam queda da atividade econômica. Além disso, as perspectivas para 2022 já são de crescimento fraco.

Em nota, a Firjan avalia “que o cenário econômico que se projeta, de maior expansão do gasto público, requer a aprovação de reformas estruturais que sejam capazes de trazer sustentabilidade para as contas públicas. Apenas com responsabilidade fiscal será possível gerar crescimento econômico de maneira sólida, resgatando a confiança dos empresários e atraindo novos investimentos. Sem isso, voltaremos a conviver com um cenário de inflação e juros altos, com baixo crescimento econômico”.

Leia Também:  Empréstimo consignado do INSS: veja como usar o dinheiro sem se endividar

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA