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Milionários do Reino Unido pedem criação de imposto sobre suas próprias fortunas

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Milionários do Reino Unido enviaram uma carta para o chanceler britânico Rishi Sunak pedindo tributação sobre grandes fortunas
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Milionários do Reino Unido enviaram uma carta para o chanceler britânico Rishi Sunak pedindo tributação sobre grandes fortunas

Um grupo de 30 milionários do Reino Unido enviou uma carta aberta ao chanceler britânico Rishi Sunak, pedindo a criação de um imposto sobre a fortuna das pessoas mais ricas da região para ajudar na recuperação da crise causada pela pandemia de Covid-19 e no combate à desigualdade social.

“O custo da recuperação não pode recair sobre os jovens ou aqueles com rendimentos mais baixos, como funcionários da saúde, garis e professores”, diz a carta. Os signatários fazem parte do movimento Milionários Patrióticos.

À medida que a crise do custo de vida se aprofunda e atinge as famílias mais pobres do Reino Unido, a fortuna combinada dos bilionários britânicos aumentou 22% para 597 bilhões de libras ( o equivalente a US$ 821,945 bilhões) desde o início da pandemia do coronavírus.

No documento, os milionários dizem compreender que há uma imensa pressão sobre o Tesouro para encontrar recursos necessários e lidar com “as crises presentes e futuras — dadas pela Covid e pelas mudanças climáticas”. Esse dinheiro, segundo eles, poderia vir de suas próprias fortunas.

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“Podemos contribuir mais e queremos investir no reparo e na melhoria de nossos serviços compartilhados. Temos orgulho de pagar nossos impostos para reduzir a desigualdade, apoiar uma assistência social mais forte e garantir que estejamos construindo uma sociedade mais justa e verde”, afirmam.

No mês passado, para tentar reverter a crise, o Parlamento do Reino Unido aprovou um aumento de 1,25 ponto percentual nas contribuições para o seguro social. Os milionários, entretanto, acreditam que essa mudança “afetaria mais duramente os trabalhadores” e, sendo assim, nada mais justo que os impostos sobre os mais ricos aumentem.

De acordo com o jornal britânico The Guardian , o grupo pediu ao governo que dê prioridade a qualquer política que tribute as grandes fortunas, “desde a equalização dos ganhos de capital com o Imposto de Renda, passando por uma revisão do imposto sobre a propriedade, até a introdução de um imposto sobre a riqueza líquida”.

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“Ao decidir como preencher a lacuna financeira, olhe para nós. Reparar nosso país é mais valioso do que aumentar nossa riqueza”, acrescentaram.

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Senado aprova marco legal do câmbio, que promete Real mais conversível

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Senado aprova marco legal do câmbio, que promete Real mais conversível
Fernanda Capelli

Senado aprova marco legal do câmbio, que promete Real mais conversível

O Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto que propõe alterações na legislação cambial do país e amplia as possibilidades de abertura de conta em dólar no Brasil. O texto, aprovado em votação simbólica, segue para sanção presidencial.

A proposta foi enviada pelo Banco Central (BC) para o Congresso em outubro de 2019 e aprovada pelos deputados em fevereiro. Nove meses depois, os senadores também concordaram com a matéria e não fizeram alterações ao texto.

A aprovação desse texto é uma das etapas para tornar o Real mais conversível no exterior, um dos objetivos do BC. A ideia é facilitar que a moeda seja mais utilizada em outros países, além de auxiliar o trabalho de exportadores e importadores no país.

O projeto estabelece que compete ao Banco Central regulamentar as contas em moeda estrangeira no país. Na exposição de motivos do projeto, o BC destacou a possibilidade de “gradualmente e com segurança, expandir a possibilidade de pessoas físicas e jurídicas serem titulares de contas em moeda estrangeira no Brasil, a exemplo do que já é permitido nas economias avançadas e nas principais economias emergentes”.

“Cabe ressaltar, no entanto que, uma vez autorizado pelo Congresso Nacional, mediante a aprovação desse projeto de lei, essa permissão para ampliar o leque de contas em moeda estrangeira no Brasil será conduzida de forma gradual e prudente, alinhada ao processo de aprofundamento dos fundamentos macroeconômicos e financeiros da economia brasileira”, diz o documento assinado por Roberto Campos Neto, presidente do BC.

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Dessa forma, a aprovação do projeto não possibilita a livre abertura de contas em moedas estrangeiras de imediato, mas dá ao BC a prerrogativa de regulamentar o processo.

No relatório, o senador Carlos Viana (PSD-MG) defende que a possibilidade que pessoas físicas e empresas abram conta em moeda estrangeira aproxima o Brasil de práticas comuns em economias desenvolvidas e pode aumentar a eficiência em algumas situações.

“Por exemplo, empresas que fornecem insumos a empresas exportadoras eventualmente poderiam ter contas em moeda estrangeira, o que permite a realização de um hedge natural para as empresas exportadoras que têm receitas em moeda estrangeira. Isso reduz custos para as empresas no mercado brasileiro que pertencem à cadeia produtiva do mercado exportador ou importador, aumentando a eficiência cambial e, em última instância, beneficiando o consumidor”, apontou o relator.

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Atualmente, as contas em moeda estrangeira já são permitidas em alguns casos, como o de agentes que operam no mercado de câmbio, emissores de cartão de crédito internacional e prestadores de serviço de turismo.

Exportação

Na avaliação do relator do projeto no Senado, o projeto aprovado simplifica o uso da moeda brasileira no exterior e promove um ambiente propício para facilitar a conversibilidade do Real.

“A conversibilidade contribui para reduzir os custos de captação (juros pagos para emissão de dívida) tanto para o setor público quanto privado. Além disso, permite aprofundar a integração financeira e beneficia as empresas nacionais com relacionamentos com o exterior e as entidades que realizam transações com o Brasil”, diz no relatório.

Uma das alterações no sentido de simplificar as operações de câmbio é a determinação de que as instituições que operem no mercado não precisarão exigir dos clientes dados ou certidões que estejam disponíveis em bases de dados próprias, públicas ou privadas de acesso amplo.

Para o setor de comércio exterior, o projeto permite eliminar algumas restrições dos exportadores no uso de recursos mantidos em países estrangeiros.

Além disso, compra ou venda de moeda estrangeira em espécie no valor de até US$ 500 entre pessoas físicas serão mais simples e não precisarão passar pelas exigências regulatórias do Banco Central.

O texto ainda muda o limite de entrada ou saída de recursos em espécie de R$ 10 mil para US$ 10 mil sem a necessidade de declaração. A ideia é atualizar o valor, já que o limite foi criado em 1994, início do Plano Real, quando o Real tinha o mesmo valor do dólar.

Mais conversibilidade

A maior internacionalização do Real é um dos pilares da agenda de inovação do Banco Central na atual gestão. O projeto vem sendo defendido pelo presidente da instituição, Roberto Campos Neto, como uma etapa necessária para modernizar o sistema financeiro no país.

Em suas apresentações, Campos Neto costuma citar o Open Banking, o Pix e a inovação da moeda como fatores relevantes para simplificar, internacionalizar e aprimorar a conversibilidade do Real, o que resultaria, em um momento futuro, na moeda digital.

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