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Dinheiro na mão é vendaval

Lira diz que proposta sobre ICMS dos combustíveis será votada na próxima quarta

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Lira se reuniu com lideranças partidárias para aprovar proposta de Bolsonaro
O Antagonista

Lira se reuniu com lideranças partidárias para aprovar proposta de Bolsonaro

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse na tarde desta terça-feira (05) que o projeto sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), “uma construção de toda a Câmara”, será votado na próxima quarta-feira. Ele tratou o tributo como “um primo malvado” na formação do preço final dos combustíveis.

“O problema que nós estamos analisando é que nos aumentos que são dados nos combustíveis, pelo petróleo e pelo dólar, o ICMS é um primo malvado. Ele contribui e muito para o aumento do preço dos combustíveis, de forma sempre geométrica. É aumento em cima de aumento, com toda a cadeia embutida nele”, disse Lira

O presidente da Câmara ressaltou que a gasolina será 8% mais barata. Já o álcool e o diesel teriam, respectivamente, uma queda de 7% e 3,7%. Em entrevista à imprensa, ele indicou ainda que o prazo de uma semana dará tempo para que possa haver discussões com governadores.

“Eu sei que as narrativas vão aparecer de todas as formas e maneiras. Algumas versões são criadas. Nós nunca dissemos que é o ICMS que starta (inicia) o aumento do combustível. Para que isso fique claro”.

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Para defender a proposta, Lira deu como exemplo o estado de São Paulo.

“Quando nós pegamos, por exemplo, o estado de São Paulo, onde a gasolina tipo A, na bomba de combustível, é R$ 2,83, e quando o imposto fixo do governo federal é R$ 0,89; e o imposto estadual é R$ 1,98, basta você somar R$ 1,98 com R$ 0,89 e dá R$ 2,87. Portanto, mais caro que o litro de gasolina refinaria”, afirmou.

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Perguntado se haveria arrecadação dos estados com a iniciativa, Lira tratou a hipótese como versão.

“Essa pode ser uma versão. Mas, se eu estou dizendo que a arrecadação do ICMS, só no ano de 2021, a variação da média da gasolina é muito maior do que todos os outros anos juntos. Então esse ano é um ano atípico”.

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Lira também falou sobre a discussão da proposta de um fundo que poderia seria criado para evitar as oscilações do preços do combustível. Ele disse, porém, que ainda faltam algumas sugestões do governo para fechar a proposta.

“Nós estamos trabalhando nos últimos dias na hipótese de se construir um fundo regulador. Todas as projeções que foram tratadas ontem com os líderes e a base do governo, da Economia, do Planejamento, não se chegou ainda a um texto claro e prático. O governo ficou ainda de fazer algumas considerações”, disse Lira.

Na sexta-feira da semana passada, Lira procurou integrantes do Palácio do Planalto para mostrar a proposta que visa a redução do preço dos combustíveis que estava gestando na Câmara. O texto foi mostrado para assessores do governo, porém eles não chegaram a se aprofundar sobre assunto.

Hoje, após o anúncio da medida, interlocutores do presidente Jair Bolsonaro pediram que técnicos do governo estudem o impacto da medida no valor do combustível. Os profissionais estão fazendo simulações para que o governo se posicione sobre o assunto.

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Renda Fixa volta a ser interessante com alta da Selic, dizem analistas

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Taxa Selic subiu para 9,25%
Fernanda Capelli

Taxa Selic subiu para 9,25%

Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de quarta-feira (8), a última do ano,  o Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto percentual, passando de 7,75% para 9,25% . Esse é o maior ciclo de alta desde 2002 e, como consequência, tem impacto no retorno dos investimentos — muda a regra da poupança e gera maior rentabilidade na renda fixa .

Com a Selic a 7,75%, o dinheiro da caderneta rendia 70% da taxa básica mais a Taxa Referencial (TR), atualmente zerada, ou seja, o equivalente a 5,53% ao ano. Agora, ela passa a render 0,5% ao mês mais a TR.

Em 12 meses, seriam 6,17%. Apesar disso, o head de alocação da XP, Rodrigo Sagvioli, diz que essa não é uma boa opção quando comparada a outros ativos também seguros, como Tesouro Direto e CDBs com liquidez diária.

“A renda fixa pós-fixada é a que vai oferecer maior atratividade nos próximos meses. Vale a pena aumentar exposição, principalmente para quem tem perfil mais conservador. A renda fixa atrelada à inflação também segue interessante, o retrovisor está bonito. Mas é preciso olhar como ficará o cenário daqui em diante”, avalia Sagvioli.

Para ele, há a tendência de achar que o aumento de juros diminui a atratividade da renda variável, o que não é verdade. O prêmio de risco está muito mais ligado aos juros mais longos.

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“Fundos multimercados, por exemplo, são uma classe atemporal, continuam interessantes”, diz.

O especialista de alocação da Ável Investimentos, Gustavo Maders, concorda. Ele diz que a postura defensiva é alocar dinheiro em ativos de renda fixa pós-fixados ou investir em títulos indexados à inflação para prazos mais longos. Recomenda títulos pré-fixados apenas para períodos curtos de até, no máximo, dois anos.

Paula Zogbi, analista de investimentos da Rico, afirma que o Tesouro Selic e os fundos DI estão remunerando melhor que antes, porém alerta que é necessário fazer o cálculo da rentabilidade real.

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“O investidor precisa buscar uma rentabilidade acima da inflação. Como a Selic está alta justamente porque a inflação está alta, é sempre importante diversificar em investimentos que paguem IPCA mais uma taxa, além de ter parte da carteira em ativos dolarizados, se tiver perfil para isso. Podem ser empresas exportadoras, fundos internacionais e BDRs”, aconselha Paula.

E acrescenta:

“Nunca tenha todos os ovos numa mesma cesta. Não mude todos os investimentos para renda fixa porque pode acabar perdendo boas oportunidades.”

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O coordenador do MBA em gestão financeira da FGV, Ricardo Teixeira, opina que, como a diferença é pequena entre a inflação e a taxa Selic, quem busca alta rentabilidade deve continuar correndo riscos:

“A renda fixa só volta a ser atrativa como já foi um dia quando a Selic estiver bem maior que a inflação. Hoje, nessa aplicação segura, você pode empatar com a inflação ou perder. É claro que é necessário ter uma aplicação conservadora para a reserva de emergência, mas quem quer multiplicar o dinheiro tem que ir também para o mercado onde possa ganhar mais.”

Sandra Blanco, estrategista chefe da Órama, porém, aposta que a renda fixa ficará ainda mais atraente em 2022. Ela acredita que o ciclo de altas na Selic ainda não acabou e sugere que a taxa possa chegar a 11% no próximo ano.

Em contrapartida, enxerga a inflação mais controlada, com parte significativa dos choques de preços dos combustíveis e da energia se dissipando.

“Vamos ter alta volatilidade em 2022, com eleições polarizadas, a questão fiscal complicada. É o ano para a renda fixa. Mas também há outras oportunidades. Vemos melhores perspectivas para multimercados; investimentos no exterior podem proporcionar bons ganhos; e alocar até 2% da carteira em criptomoedas pode ser interessante”, finaliza.

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