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Dinheiro na mão é vendaval

Latam apresenta proposta de US$ 8,1 bi para recuperação à Justiça americana

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LATAM tenta manter controle da companhia e evitar propostas de compra de concorrentes
Guilherme Dotto

LATAM tenta manter controle da companhia e evitar propostas de compra de concorrentes

A Latam apresentou na sexta-feira (26) um plano de recuperação judicial à Justiça dos Estados Unidos que prevê a injeção de US$ 8,19 bilhões, após ter adiado por duas vezes a apresentação da proposta em meio a uma disputa dos atuais acionistas  com a companhia Azul para manter os ativos.

Pelo plano da Latam, o dinheiro seria levantado por meio de uma combinação de capital novo, títulos conversíveis e dívida, segundo comunicado divulgado pela empresa.

A companhia chilena está em processo de reestruturação nos EUA desde maio de 2020 e tinha à época dívidas de aproximadamente US$ 18 bilhões. Segundo a Latam, a proposta apresentada nesta sexta-feira foi acompanhada de um Acordo de Apoio à Reestruturação (RSA, na sigla em inglês) assinado pelo o maior grupo de credores sem garantia.

Segundo o plano, a companhia aérea sairia do processo de recuperação com uma dívida total de aproximadamente US$ 7,26 bilhões e liquidez de aproximadamente US$ 2,67 bilhões. “O grupo determinou que esse é um nível de endividamento conservador e uma liquidez adequada em um período de incerteza contínua para a aviação mundial, que permitirá um melhor posicionamento do grupo para futuras operações”, informou a empresa, em nota.

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O próximo passo, agora, é fazer uma audiência para aprovar a adequação da Declaração de Divulgação do Capítulo 11, norma americana que rege recuperações judiciais e falências, e dos procedimentos. Isso deve ocorrer em em janeiro de 2022. Se a Declaração de Divulgação for aprovada, a Latam iniciará o processo de solicitação para buscar a aprovação do plano por parte dos credores.

A Azul, controlada por David Neeleman, deverá apresentar um plano concorrente que preveja a venda de ativos da Latam, de olho em uma aquisição que lhe dê ganhos de escala no Brasil.

A Latam solicitou à Justiça americana que a audiência para confirmar o plano de recuperação seja realizada em março de 2022.

“Agradecemos a quem participou do processo de mediação robusto para chegarmos a este resultado, que inclui de maneira considerável todas as partes interessadas e apresenta uma estrutura ajustada às legislações norte-americana e chilena. A injeção significativa de capital novo em nosso negócio é uma prova de seu apoio e confiança em nossas perspectivas de longo prazo”, disse Roberto Alvo, CEO da Latam, em comunicado.

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Eletrobras: Funcionários de Furnas e do Cepel entram em greve

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Eletrobras: Funcionários de Furnas e do Cepel entram em greve
Fernanda Capelli

Eletrobras: Funcionários de Furnas e do Cepel entram em greve

Cerca de 80% dos funcionários da gestão central da holding, da usina hidrelétrica de Furnas e do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica entraram em greve nesta segunda-feira (17), informa a Associação dos Empregados da Eletrobras. Ao todo de 7 a 8 mil empregados estão parados. 

O trabalho de Furnas segue operando somente para emergências, disse Emanuel Mendes, presidente da associação ao site Poder360. A intenção é agir para que não ocorram apagões, nada além disso. 

Funcionários da Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), Eletronuclear e Eletronorte ainda não aderiram ao movimento.

A reivindicação é para que a empresa não aumente a participação dos funcionários no pagamento do plano de saúde. Mendes alega que o percentual subiu de 10% a 20% para 40%.

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A Eletrobras tentou o reajuste no ano passado, mas os funcionários conseguiram liminares para suspender o aumento, até que a empresa recorreu ao TST (Tribunal Superior do Trabalho) obteve liminar que paralisou todas as ações até que o mérito seja julgado.

“O problema é que a Eletrobras entendeu que, com essa liminar, poderia fazer as alterações. O que a gente está pedindo é o seguinte: aguarda o julgamento do mérito no TST. O que o tribunal decidir, a gente vai cumprir, claro. Não tem problema“, afirmou Mendes. 

A Eletrobras disse que a paralisação não provocou “descontinuidade dos serviços prestados pela companhia”.

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