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Kraft Heinz aguarda Cade para concretizar compra da brasileira Hemmer

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Kraft Heinz aguarda Cade para confirmar compra da brasileira Hemmer
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Kraft Heinz aguarda Cade para confirmar compra da brasileira Hemmer

A americana Kraft Heinz fechou acordo para comprar a Hemmer, empresa brasileira de molhos, conservas e condimentos. A catarinense, com sede em Blumenau, amplia o portfólio da multinacional, agregando ainda azeites e bebidas. A transação, que não teve o valor divulgado, depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A combinação de negócios, explica o comunicado divulgado ao mercado nesta quinta-feira, é acelerar o crescimento das duas empresas, pela complementariedade do negócio.

No Brasil, a Kraft Heinz usa sua marca no segmento premium e mantém também a Quero — empresa de Jundiaí, interior de São Paulo, adquirida pela americana em 2011 — voltada para o mercado mais econômico.

“Juntar forças com a Hemmer nos oferece uma grande oportunidade de acelerar nossa estratégia de crescimento internacional centrada em Taste Elevation – nosso portfólio de produtos com alta qualidade e delicioso sabor que realçam o paladar da comida”, diz Rafael Oliveira, presidente da Zona Internacional da Kraft Heinz, em nota.

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US$ 26 bi em vendas

Do lado da Hemmer, os ganhos virão com a rede de distribuição e atendimento da Krfat Heinz, o que inclui uma ponta para o setor de foodservice (bares, restaurantes e lanchonetes), que está em expansão.

Christian Luef, à frente da Hemmer, reafirma que a aquisição traz uma oportunidade de expansão à empresa.

No último ano, a Kraft Heinz alcançou US$ 26,18 bilhões em vendas. A companhia, uma das cinco maiores de alimentos e bebidas globalmente, nasceu em 2015, quando o brasileiro Jorge Paulo Lemann (da 3G Capital) e Warren Buffett, do Berkshire Hathaway, fusionaram a Heinz com a Kraft Foods.

Em março deste ano, Lemann deixou o Conselho de Administração da Kraft Heinz. Nos mais de cinco anos de operação, a companhia levou um tombo em valor. Recentemente, segundo a Bloomberg, vendeu várias marcas que estavam sujeitas à flutuações de preços de commoditties.

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Reação negativa ao Auxílio Brasil faz Bolsa despencar mais de 3%; dólar sobe

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Mercado financeiro recebeu mal a notícia sobre divergências relacionadas ao Auxílio Brasil
Sophia Bernardes

Mercado financeiro recebeu mal a notícia sobre divergências relacionadas ao Auxílio Brasil

O dólar e os juros futuros fecharam em alta nesta terça-feira, enquanto a Bolsa despencou mais de 3%, conforme os riscos fiscais aumentam no Brasil e afastam investidores.

As atenções do mercado se voltaram para as discussões a respeito da reformulação do programa Bolsa Família, o chamado Auxílio Brasil, para o qual se buscou uma saída fora do teto de gastos. Para analistas do mercado, a solução encontrada pelo governo para financiar o programa foi desastrosa do ponto de vista econômico, com reflexos que vão desde o aumento da inflação à redução do crescimento do país.

O Ministério da Economia previa R$ 30 bilhões fora do teto para bancar o novo programa. O valor do benefício seria de R$ 400 até o fim do ano que vem. O anúncio seria feito nesta terça-feira, no Palácio do Planalto, mas foi suspenso.

O dólar comercial terminou o dia em R$ 5,5944, com alta de 1,36%. Este é o maior valor de fechamento desde 15 de abril, quando o câmbio fechou em R$ 5,6241.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu 3,28%, aos 110.672 pontos.

‘Tamanho do cheque é maior’ que o esperado A indefinição a respeito dos temas fiscais vem pesando sobre os mercados nas últimas semanas e contribuiu para a depreciação do real frente ao dólar.

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Para o o sócio e gestor da Galapagos Capital, Sérgio Zanini, o mercado reage negativamente ao fato de a proposta do governo incluir valores fora do teto, uma regra feita para limitar a expansão dos gastos públicos e o déficit fiscal.

“O tamanho do cheque é maior do que o mercado trabalhava e parte dos recursos deve inclusive ficar fora do teto de gastos. Já vemos há bastante tempo com um risco fiscal acentuado no Brasil junto com uma situação inflacionária bem complicada e com o reflexo disso no câmbio, o que dificulta o trabalho do Banco Central de levar a inflação de volta para a meta”, disse.

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Zanini destaca que o cenário de deterioração fiscal com a perspectiva de crescimento mais baixo e juros mais altos impede que o real tenha desempenho mais em linha com o exterior.

A antecipação do cenário eleitoral, trazendo mais incerteza, acaba funcionando como a cereja do bolo.

Sinal de alerta no mercado

Para Victor Beyruti, economista da Guide, ao estrapolar o teto de gastos o governo enviou um sinal de alerta para os investidores no que se refere à responsabilidade fiscal:

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“O mercado recebeu muito mal esse Auxílio Brasil de R$ 400, primeiro porque não respeita o teto. Existiam gastos que poderiam ser cortados, como emendas parlamentares, para evitar que o Orçamento subisse. Junto disso, temos um ano de 2022 em que o auxílio continua sendo importante, mas a pandemia está mais controlada. É uma sinalização negativa com relação à responsabilidade fiscal. Dado o momento de dívida elevada, apesar da melhora pontual na arrecadação, acaba criando uma maior incerteza sobre as contas públicas”.

Na mesma linha, segue o especialista de alocação da Ável Investimentos, Gustavo Maders.

“O receio do mercado é com a falta de responsabilidade do governo em relação ao fiscal, que é o nosso grande problema, visando as eleições do próximo ano”.

Mesmo com a suspensão do anúncio do novo programa social, Beyruti avalia que o “estrago já está feito”, e que o governo já deixou claro que considera desrespeitar o teto de gastos quando acredita ser necessário.

“Voltar atrás é melhor que ir em frente, mas o próprio movimento do mercado ilustra que essa é mais uma situação que prejudica a credibilidade sobre a estabilidade fiscal do país”, diz o economista da Guide.

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