(65) 99638-6107

CUIABÁ

Dinheiro na mão é vendaval

Intervenção em preços nos combustíveis deve ter apoio do Congresso; entenda

Publicados

Dinheiro na mão é vendaval


source
Polêmica entre Bolsonaro e estatal começou após aumentos nos preços dos combustíveis
Agência Brasil

Polêmica entre Bolsonaro e estatal começou após aumentos nos preços dos combustíveis

A mudança na presidência da Petrobras anunciada na última sexta-feira (19) , está sendo vista por economistas e pelo mercado financeiro como tentativa de interferência na política de preços dos combustíveis, provocando uma reação negativa no índice Ibovespa, que apresentou queda de 4,79% . No entanto, a mensagem passada pelo presidente Jair Bolsonaro nas últimas semanas é um sinal positivo para congressistas.

Além de zerar a alíquota de PIS/Cofins para o diesel, Bolsonaro afirmou na semana passada que “haveria mudanças na Petrobras”. Mesmo após a troca no comando da estatal, o chefe do Planalto disse que ainda terá ajustes na empresa.

De acordo com o especialista em políticas econômicas e professor de relações internacionais do Ibmec-SP, Alexandre Pires, há membros no Congresso Nacional que apoiam o “populismo econômico”, o que deve favorecer a mudança na política de preços.

Leia Também:  BTG Pactual (BPAC11): sócios criam o Instituto de Tecnologia e Liderança

“Essa interferência do Governo na Petrobras faz com que investidores corram para outros ativos. Temos que ficar de olho, isso é preocupante. No entanto, o populismo econômico é uma pauta que sempre teve defensores no Congresso. E esses partidos que se alinharam com Bolsonaro não devem ser avessos a isso”, diz Pires.

“O Governo não entrar em rota de colisão com o Congresso, quando sinaliza o tempero de suas pretensões econômicas, com o populismo econômico. Gastar mais do orçamento para ter uma redução no custo de vida”, ressalta.

O líder do Partido dos Trabalhadores, oposição ao governo, na Câmara dos Deputados, Ênio Verri (PT-PR), concorda com a intervenção na política de preços da Petrobras. Para o parlamentar, a dolarização dos preços dos combustíveis prejudica o consumidor.

Você viu?

“Sou a favor da intervenção. O preço do combustível deveria ser fixo, sem influência do dólar. Acredito que há possibilidade de fazer isso. O combustível tem que ser acessível para o povo e não favorecer o mercado financeiro”, afirma o congressista.

No entanto, Verri rebate a afirmação de que a mudança na presidência na Petrobras seja uma interferência direta. O líder do PT ressalta a falta de direção do Governo Federal em relação à política de preços na estatal.

“Ele não fez nada, só trocou o presidente. Se ele intervisse nos preços do combustível, aí sim, é outra situação”, disse Verri.

“O governo não tem uma direção. Nos governos Lula e Dilma ainda tínhamos uma direção nos valores dos combustíveis, no governo FHC também. Nesse governo não tem nem direção, nem ministro da economia”, completou.

Erros repetidos

O professor de relações internacionais do Ibmec-SP, Alexandre Pires, acredita que a interferência de Bolsonaro nas políticas de preços da Petrobras e nas contas de energia elétrica podem ser positivas para a população, mas deve se ter cuidado para não repetir erros do passado.

“Essa interferência pode trazer benefícios a curto prazo para a população, mas, dependendo da forma que for feita, pode trazer prejuízos econômicos, como aconteceu com a Dilma em 2016”, lembra Pires.

“Se não forem tomadas medidas cautelosas, o Governo poderá perder o controle, abrindo precedente para mais uma forte crise econômica e acabar sofrendo um pedido de impeachment”, conclui. 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Dinheiro na mão é vendaval

Ministério da Economia volta atrás e diz que participou da negativa à Pfizer

Publicados

em


source
Ministério da Economia
Agência Brasil

Ministério da Economia

A equipe do Ministério da Economia admitiu à CPI da Covid que omitiu documentos num primeiro momento. A pasta disse que “realizou uma nova busca nos arquivos” e encontrou e-mails trocados com a Casa Civil tratando da MP que buscava facilitar a compra de vacinas.

Segundo apuração da revista Veja, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não participou das tratativas. O ministério é acusado de aconselhar o veto às vacinas por conta do teto de gastos. 

Uma das exigências da farmacêutica era que o governo precisaria assumir os riscos e custos de eventuais efeitos adversos. Esse dispositivo foi retirado da MP publicada em janeiro. Guedes diz ter tomado conhecimento dela só em março, mas os papéis da CPI mostram que ele  participou da discussão da minuta da MP em dezembro.

Nos e-mails recuperados, a Economia aparece recomendando o veto à Pfizer por causa da possibilidade de responsabilização de possíveis efeitos colaterais.  “Todos que, porventura, sofrerem efeito reverso da vacina acionarão o Estado (até febre), e por consequência o servidor que responde em regresso. Regra temerária”, dizia o texto.

Guedes deve ser convocado para depor na CPI assim que os trabalhos forem retomados após o recesso. O relator, senador Renan Calheiros, disse ao site Metrópoles que a convocação dele, é “imprescindível”.


COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA