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Dinheiro na mão é vendaval

Guedes quer que CGU divulgue indicações políticas no governo

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Guedese Arthur Lira
Edu Andrade/Ascom/ME

Guedese Arthur Lira

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu que a Controladoria-Geral da União (CGU) crie uma plataforma no portal da transparência que descreva quais cargos dentro do governo são de indicação política e qual o responsável que apadrinhou o nome. A informação é do jornal O GLOBO.

A ideia abarcaria todos os ministérios, bancos públicos, repartições e autarquias. Além do padrinho e do indicado, a plataforma também disponibilizaria os responsáveis por endossar aquela indicação.

“Isso é muito importante porque evidentemente a responsabilidade por atos, por falta de integridade eventual, é responsabilidade da pessoa que faltou com a integridade. Mas é importante que todos saibam quem cometeu o equívoco ou erro de indicar a pessoa inadequada para o cargo”, afirmou Guedes a um podcast do próprio Ministério da Economia divulgado em dezembro.

O ministro quer que o país se enquadre em padrões internacionais de práticas definidas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que participaria na elaboração do projeto. 

A CGU informou ao GLOBO que a solicitação de Guedes foi feita em reunião do Comitê Interministerial de Combate à Corrupção (CICC) e que está sendo analisada pela pasta. O Ministério da Economia não se manifestou. 

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Guedes se defendeu alegando que suas indicações são de caráter técnico, mas ressaltou a necessidade de dar transparência ao formular políticas públicas. 

“Eu não tenho vergonha de nenhuma indicação que eu tenho feito. Todos os secretários são escolhidos por mim e eu não tenho vergonha. O presidente também não se envergonha e não tem problema nenhum de que todas as indicações de ministros que ele tenha feito sejam transparentes”, disse ele ao jornal.

Um levantamento do GLOBO mostrou que o Centrão já comanda R$ 149,6 bilhões em recursos públicos. Um exemplo é a recente nomeação de José Gomes da Costa como presidente interino Banco do Nordeste (BNB), que teve a indicação apadrinhada pelo presidente do PL, o ex-deputado Valdemar Costa Neto.

Como alguns ministros do governo devem concorrer a cargos do Legislativo, é esperar uma reforma ministerial profunda ainda em 2022, o que abriria espaço para indicações políticas. Ao menos 11 integrantes do primeiro escalão devem deixar seus cargos, e a disputa pelas indicações para os cargos já começou.

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Reajuste do Auxílio Brasil altera projeção do PIB para 2022, diz IFI

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PIB do Brasil tende a crescer 2%, prevê Instituição Fiscal Independente
Sophia Bernardes

PIB do Brasil tende a crescer 2%, prevê Instituição Fiscal Independente

A PEC dos Benefícios aprovada pelo Congresso Nacional melhorou a projeção de crescimento do país em 2022. É o que aponta dados da Instituição Fiscal Independente, órgão vinculado ao Senado, divulgados nesta quarta-feira (17). 

Segundo a IFI, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 2% neste ano, alavancado pelo reajuste de R$ 200 no Auxílio Brasil. O dado vai ao encontro do esperado pelo mercado financeiro, de acordo com o Boletim Focus divulgado na segunda-feira (15) e está dentro das expectativas do Ministério da Economia. 

A previsão anterior para o crescimento do país era de 1,4%. O levantamento, entretanto, reajustou para baixo a taxa de crescimento para 2023, de 0,7% para 0,6%, devido à alta na taxa básica de juros anunciada pelo Banco Central. 

“Os estímulos fiscais devem promover uma desaceleração mais branda da atividade econômica ao longo deste segundo semestre. Por outro lado, a taxa de variação esperada para 2023 foi ajustada para baixo de 0,7% para 0,6%, afetada pelo impacto do aperto monetário efetuado pelo Banco Central e o menor dinamismo do crescimento mundial”, explicou 

A IFI ainda prevê dados positivos para o resultado primário em 2022. Antes, a instituição acreditava em déficit de R$ 40,9 bilhões, mas reajustou suas projeções para superávit de R$ 27 bilhões. 

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O superávit de R$ 110 bilhões registrados pelo Tesouro Nacional nos últimos 12 meses animou os especialistas e a expectativa é que o governo encerre o ano com o primeiro superávit em nove anos. 

“O aumento na projeção da IFI se deve à revisão em R$ 70,4 bilhões na expectativa para a receita líquida (de R$ 1.784,3 bilhões para R$ 1.854,7 bilhões). A projeção da despesa primária foi revista para cima em R$ 2,5 bilhões, de R$ 1.825,2 bilhões para R$ 1.827,8 bilhões”, informou a IFI, em nota. 

Ao passo em que o país fechará o ano em superávit, a dívida pública também deve cair, mas não o esperado pelo governo federal. A previsão inicial era que as dívidas consumissem 79% do PIB brasileiro.

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Atualmente, as dívidas consomem 78,2% do PIB, mas, embora apresente redução, a dívida pública deve custar 78,8% de todas as riquezas produzidas no país. Esse ajuste se deve ao aumento de gastos anunciados pelo governo federal para bancar benefícios. 

LDO e reajuste salarial 

A IFI ainda alertou para as projeções do governo para a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2023. Enquanto a instituição prevê crescimento de 0,6% no PIB, o Planalto acredita em alta de 2,5% nas riquezas do país, enquanto a média da inflação não deve ultrapassar os 3,3%. 

As diferenças, segundo a IFI, são motivadas por parâmetros macroeconômicos. 

Ao comentar sobre o reajuste salarial do Judiciário, a IFI prevê um gasto de R$ 13,6 bilhões até 2025. O número, no entanto, pode ser maior já que o salário de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) é usado como base para o teto salarial do funcionalismo público. 

“O reajuste de 18% nas remunerações do Judiciário teria impacto, na União, de R$ 1,8 bilhão em 2023, R$ 5,5 bilhões em 2024, e R$ 6,3 bilhões de 2025 em diante. O reajuste do teto do Judiciário impactará também os demais Poderes, pois elevará o teto salarial do funcionalismo da União”, completa o estudo.


Fonte: IG ECONOMIA

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