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Dinheiro na mão é vendaval

Filas e longos prazos devem melhorar em janeiro, diz presidente do INSS

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Leonardo Rolim, presidente do INSS
Reprodução/TV Brasil

Leonardo Rolim, presidente do INSS

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Leonardo Rolim, afirmou que a instituição está trabalhando para diminuir os prazos de atendimento aos beneficiários. Segundo ele, em janeiro eles deverão voltar ao normal.

Leonardo Rolim participou de audiência virtual da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara e admitiu que os prazos atuais para o recebimento de benefícios e a realização de perícia médica estão longos. Segundo o presidente do INSS, a demora se deve ao fato de as agências terem ficado fechadas por seis meses e estarem funcionando de maneira mais restrita devido às determinações sanitárias provocadas pela Covid-19.

“Acreditamos que em breve teremos um prazo adequado. Inclusive, assumimos um compromisso perante o Supremo Tribunal Federal (STF), em um acordo que foi feito com o Ministério Público Federal e com a Defensoria Pública da União, de um prazo de 90 dias para a concessão do [[g BPC]] tanto da pessoa com deficiência quanto da pessoa idosa. Esse prazo começa a contar a partir de janeiro do ano que vem”, esclareceu.

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Rolim destacou que as filas ainda não estão maiores porque o INSS fez um esforço na informatização dos processos, com o uso de reconhecimento facial para a prova de vida e o recebimento de atestados digitais para a realização de perícias.

Para a representante do Instituto dos Advogados Previdenciários (Iape), Michele Cattaneo, porém, não adianta a modernização se parte dos beneficiários tem dificuldade de acesso a esses serviços digitalmente.

“O meu pai de 70 anos não vai aprender a mexer no sistema do INSS, infelizmente. E, assim como ele, toda uma geração que está se encaminhando para a aposentadoria e que vai ter, sim, dificuldade no acesso.”

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O deputado Léo de Brito (PT-AC) afirmou que a população tem tido prejuízos graves de norte a sul do país pela falta de um melhor atendimento pelo INSS. Ele lembrou que pessoas doentes e extremamente pobres, os principais usuários do sistema, não têm acesso a tecnologias digitais.

Para Leo de Brito, é preciso garantir um atendimento mais humanizado, com maior agilidade nas respostas.

“Efetivamente nós precisamos reduzir as filas e dizer ao povo brasileiro: tenham esperança de que as respostas virão. Sejam negativas ou positivas as respostas precisam vir de maneira rápida, para que não reste nenhum tipo de dúvida ou desconfiança em relação a esses processos que são complexos e delicados”.

O representante da Defensoria Pública da União, Matheus Nascimento, afirmou que a falta de informações prestadas pelo INSS aumenta a judicialização de casos que poderiam ter sido resolvidos de forma administrativa, atrasando ainda mais o recebimento dos benefícios.

Já a representante do IBPD, Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, Adriana Bramante, afirmou que apesar de mais acessível, o INSS continua tendo dificuldades no andamento dos processos, uma vez que a análise dos pedidos é realizada pelos servidores, que estão em número reduzido. Ela acrescenta que os funcionários não estão dando conta da demanda, que nos últimos anos gira em torno de dois milhões de processos.

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Black Friday digital bate recorde de clientes com mais de 51 anos

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Compras online crescem entre os mais velhos
Unsplash/Bench Accounting

Compras online crescem entre os mais velhos

O crescimento do público sênior no e-commerce representa uma importante tendência do mercado. As pessoas dessa faixa etária, segundo a head de Inteligência da Neotrust, Paulina Gonçalves, começaram a se aventurar mais digitalmente durante pandemia, dadas as restrições no comércio físico e risco maior de complicações com a Covid-19.

Shoppings lotados e carrinhos digitais cheios marcaram a Black Friday híbrida . No e-commerce, mulheres fizeram 57% dos pedidos, e pessoas com 51 anos ou mais tiveram participação recorde de 14,41% nas vendas, segundo a consultoria Neotrust, que acompanha dados de mercado on-line. Jovens entre 26 e 35 anos mantiveram a liderança tradicional na data, concentrando 35,08% das compras pela internet.

A prevalência de mulheres no e-commerce está associada ao menor tíquete médio de consumo, em comparação com homens, segundo Paulina. Ela explica que mulheres preferem gastar valores menores nominalmente, mas compensar em quantidade, enquanto homens fazem compras planejadas mais caras, em menor quantidade.

“A mulher compra várias vezes, mas produtos mais baratos, tanto que temos moda e acessórios e beleza e perfumaria entre os mais comprados. Homens, por outro lado, compram com tíquete mais caro, mas em menor quantidade, como bens de consumo duráveis”, analisa.

Monitoramento prévio de preços

Depois de um ano de adaptações às modalidades remotas de venda, varejistas online podem ter faturamento recorde nesta Black Friday, segundo levantamento da Neotrust. Em 2021, o fluxo de vendas chegou a R$ 4,4 bilhões entre meia-noite de quinta e 19h de ontem, aumento de 6% ante 2020.

A alta no faturamento, porém, é puxada pelo aumento do tíquete médio dos consumidores, chegando a R$ 711,24, e do preço médio dos produtos, com alta de 2,3%, podendo chegar a 2,5% até segunda-feira.

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O reajuste abaixo da inflação, por outro lado, indica a tendência das varejistas em absorver custos para conseguir trazer ofertas mais atrativas aos compradores, analisa Paulina. Outras estratégias adotadas envolvem a redução de frete e a aposta em categorias fora do padrão, como bebidas e alimentos.

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Nas lojas físicas, o clima é otimista. No Norte Shopping, a Di Santinni espera aumentar o faturamento em 25% a 30% em comparação com 2020. A Vivo, em 40%. A Utilicasa, de 70% a 80%. O Ponto, em 15%. “A gente está acreditando muito nesse crescimento, pois ao longo de toda a semana já houve uma melhora com a pré-Black Friday. E teve muita gente que não comprou nos últimos dois anos, pois estava muito preocupado”, diz a gerente do Ponto Adriana Ramos.

Adriana conta como a loja se preparou para a campanha: “Conseguimos abastecer todas as áreas da loja, estamos com pilhas de produtos e nada falta. Os fornecedores do grupo atenderam bem. E hoje conseguimos ter promoção de TV de 50 polegadas a R$ 2.499, preço que não tem sido visto no mercado”.

O monitoramento prévio de preços auxilia os consumidores na hora de identificar se os descontos são reais ou não. E a lista de compras evita que gastem por impulso. É assim que a maioria dos consumidores agem, como Thayani Sousa, de 36 anos. Ela, que perdeu renda durante a pandemia por ser motorista de transporte escolar. Voltou a comprar nesta Black Friday, mas com cautela.

“A TV da sala estava com fantasma há três meses e dando dor de cabeça. Mas esperei a Black Friday para comprar. Fiquei monitorando preço até agora, pela internet e até presencialmente. Eu estava vendo na faixa de R$ 4.999, e agora achamos por R$ 3.999. Então vou levar”, afirma.

Em geral, as lojas esperam ter resultados apenas um pouco abaixo dos obtidos na campanha pré-pandemia, em 2019. Uma das exceções é o segmento de telefonia, que viu crescer na pandemia a demanda por celulares por causa do home office.

“A loja ficou fechada até maio por causa da pandemia. Mas reabriu em junho e vendeu mais em 2020 com a interrupção do que nos 12 meses de 2019. Então a Black Friday 2020 foi melhor do que a 2019 para a gente. E este ano aumentamos a meta em 40% em relação ao ano passado”, conta a gerente da Claro Amanda Abreu.

Na Utilicasa, o problema do fornecimento não foi resolvido integralmente nesta da Black Friday. “Artigos de metal ainda faltam por ausência de matéria-prima no mercado. Não chegou tudo que queríamos de decoração de árvore, guirlanda. Mas a campanha ainda vai ser bem melhor do que a do ano passado. As pessoas estão saindo com menos medo. Desde quinta, o movimento aumentou muito, principalmente em busca de itens de decoração, cama, mesa e banho. E considerado novembro inteiro, se comparado a outro mês do ano, o faturamento fica 40% maior”, afirma a gerente Fernanda Araújo Santana.

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