(65) 99638-6107

CUIABÁ

Dinheiro na mão é vendaval

Endividamento das famílias bate recorde na pandemia, diz Banco Central

Publicados

Dinheiro na mão é vendaval


source
Covid-19: famílias brasileiras sofrem com endividamento
O Dia

Covid-19: famílias brasileiras sofrem com endividamento

O endividamento das famílias bateu recorde no ano passado em meio à pandemia de Covid-19 , mostram números do  Banco Central  e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Em novembro do ano passado, segundo o BC, o endividamento das famílias com os bancos atingiu  51% da renda acumulada nos doze meses anteriores — novo recorde da série histórica, que tem início em janeiro de 2005. Todas as dívidas com os bancos entram no cálculo, incluindo crédito para a compra da casa própria.

Ainda segundo números do BC, o comprometimento da renda das famílias com os empréstimos bancários ficou em 20,87% em novembro do ano passado, último dado disponível. Esse percentual, porém, não é recorde da série histórica. 

Estudo da Confederação do Comércio

Outro estudo, realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) com base nos resultados mensais da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), também mostrou alta no endividamento das famílias no ano passado.

Divulgada no fim de janeiro, a análise mostra que a média de famílias endividadas  em 2020 cresceu 2,8 pontos percentuais , em comparação com o ano anterior, chegando a 66,5% , que é a maior porcentagem média anual da série histórica, iniciada em 2010.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avaliou que os impactos negativos do surto de covid-19 ao longo do ano impuseram a adoção de medidas de recomposição da renda, como o benefício emergencial, e de estímulo ao crédito, como forma de manter algum nível de consumo pelos brasileiros. “Em conjunto com a redução dos juros ao menor patamar da história e com a inflação ao consumidor controlada em níveis baixos, estas ações forneceram às famílias condições de ampliar a contratação de dívidas e renegociar as já existentes”, acrescentou.

Leia Também:  Copasa (CSMG3) e Hermes Pardini (PARD3) anunciam pagamento de JCP

Você viu?

Inadimplência

Apesar da alta no endividamento das famílias em 2020, números do Banco Central e da CNC ainda não confirmam um quadro claro de aumento da inadimplência.

De acordo com o Banco Central, a inadimplência das pessoas físicas com os bancos (atrasos superiores a 90 dias) terminaram o ano passado em 2,8% , abaixo dos 3,5% registrados no fim de 2019.

No relatório de estabilidade bancária, divulgado em outubro do ano passado, o BC informou que as instituições financeiras vinham controlando a inadimplência por meio de “massivas campanhas de prorrogação e renegociação de dívidas”, facilitadas durante a pandemia, e, também, pela maior seletividade nas novas operações.

O estudo da CNC, porém, mostra que a proporção de famílias com contas ou dívidas em atraso cresceu 1,5 ponto percentual na média de 2020, alcançando 25,5%. Izis Ferreira, economista da entidade, observou que o indicador subiu até agosto, mas recuou nos meses seguintes por conta de medidas, relativas à pandemia, que ajudaram os consumidores.

Contenção de gastos

Nesse momento de alta do endividamento e possível impacto na inadimplência, o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, avaliou que, para melhorar as suas contas, as famílias, em primeiro lugar, devem encarar a realidade, mas sem entrar em desespero.

“É preciso mudar o comportamento em relação ao uso do dinheiro para construir uma vida mais sustentável financeiramente, tratar o problema na raiz, evitando assim entrar num ciclo de endividamento”, avaliou. Ele recomendou algumas ações para sair do endividamento:

  1. Colocar na ponta do lápis todas as dívidas que possuir, separando as que correspondem a serviços e produtos de necessidade básica, que não podem ser cortados (como água, energia elétrica, gás e aluguel) e as que sofrem juros mais altos (como cartão de crédito e cheque especial), considerando essas como prioridade para pagamento.
  2. Anotar durante 30 dias todos os gastos que tiver, separando por tipo de despesa. Isso inclui gastos “pequenos”, que podem até ser considerados menos importantes, como gorjetas e guloseimas, pois no final do período será possível compreender de que forma, efetivamente, seu dinheiro está sendo gasto.
  3. Tenha em mente que só se deve negociar uma dívida quando se tem condições de fazer isso, ou seja, após se planejar, pois um passo precipitado pode até piorar a situação. Portanto, só se deve procurar um credor, quando já souber quanto terá disponível mensalmente para pagar e, então, poder negociar;
  4. Trocar uma dívida pela outra nem sempre é a melhor alternativa. É claro que o crédito consignado, por exemplo, oferece juros baixos em comparação ao cartão de crédito, cheque especial e financiamentos, já que o pagamento é retido diretamente do salário. Justamente por isso é preciso cautela, já que para quem já está com dificuldade em administrar as finanças, ter sua renda habitual reduzida pode desencadear novos endividamentos e problemas ainda maiores, virando uma bola de neve;
  5. Para não agravar a situação, antes de realizar qualquer compra, se faça algumas perguntas como “Eu realmente preciso desse produto?”, “O que ele vai trazer de benefício para a minha vida?”, “Estou comprando por necessidade real ou movido por outro sentimento, como carência, baixa autoestima ou influência de terceiros?”.
  6. Em momentos de crise financeira, que são passageiros, é importante resgatar sonhos, objetivos que realmente importam e que farão a pessoa ter ainda mais motivos para “dar a volta por cima”. É preciso relacionar no mínimo três sonhos: um de curto prazo (a ser realizado em até um ano), um de médio prazo (entre um a dez anos) e outro de longo prazo (acima de dez anos), sendo que um deles deve ser o de sair das dívidas;
  7. Com os números do diagnóstico financeiro em mãos, é possível conhecer a sua força de poupança após os cortes para realizar o sonho de sair das dívidas sem que tenha que fazer outra dívida. Mês após mês, é preciso aplicar esse dinheiro em um investimento que seja coerente ao tipo de objetivo (prazo) e ao perfil do investidor. Caso tenha dificuldade para investir, é válido consultar um especialista.
Leia Também:  Justiça reconhece motorista como funcionário da Uber e pede salário de R$ 3 mil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Dinheiro na mão é vendaval

Fim de casamento pode tornar Melinda Gates a segunda mulher mais rica do mundo

Publicados

em


source
Após divórcio, Melinda Gates pode se tornar a segunda mulher mais rica do mundo
Matheus Barros

Após divórcio, Melinda Gates pode se tornar a segunda mulher mais rica do mundo

Melinda French Gates apresentou nesta segunda-feira (03) a petição de divórcio de Bill Gates ao tribunal superior de King County em Seattle, nos Estados Unidos. No processo, ela solicita que a fortuna do agora ex-marido e cofundador da Microsoft seja dividida igualmente entre os dois, seguindo as leis do estado de Washington para casais que não possuem acordo pré-nupcial.

A empresária e filantropa, que voltou a adotar o nome de solteira nas redes sociais, poderá receber US$ 73 bilhões (R$ 393 bilhões, na cotação atual) e se tornar a segunda mulher mais rica de todo o mundo , ficando atrás apenas de Françoise Bettencourt Meyers, a proprietária do L’Oreal de 67 anos, cuja fortuna herdada vale cerca de US$ 83 bilhões.

Segundo o índice de bilionários da Bloomberg , Bill Gates é dono de uma fortuna de US$ 146 bilhões (cerca de R$ 786 bilhões), ocupando a posição de quarta pessoa mais rica do mundo.

Leia Também:  Turismo despenca 36,7% em 2020, diz IBGE

Porém, caso a petição de Melinda se conclua, é possível que a fortuna do empresário caia pela metade.

Você viu?

A história

Melinda e Bill Gates se casaram em 1994 e anunciaram a separação nesta semana, após 27 anos juntos. O casal que teve três filhos e também fundou uma das maiores instituições de filantropia do mundo, a Fundação Bill e Melinda Gates, que busca permitir que todas as pessoas tenham uma vida saudável e produtiva.

O futuro da instituição preocupa diversas pessoas no mundo, pois ainda é incerto se a separação do casal afetará, de alguma forma, os negócios. Formalmente, porém, Bill relatou que ambos seguirão na copresidência da fundação.

Você viu?

Além dos negócios e de toda a fortuna já mencionada, o casal também possui uma série de propriedades e coleções que chegam a valer milhões de dólares.

Leia Também:  Concursos públicos: Brasil tem mais de 11 mil vagas com salário de até R$ 32 mil

E, de acordo com as leis de Washington, a maioria dos bens adquiridos durante o casamento pertence ao casal e deve ser dividida igualmente após o divórcio.

Melinda e Bill Gates devem ir ao tribunal em abril de 2022 para decidir o futuro da separação de bens.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA