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Dinheiro na mão é vendaval

Dólar recua após resultado positivo da inflação nos Estados Unidos

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Dólar é vendido na casa dos R$ 5,73 nesta terça-feira
Juliana Nascimento

Dólar é vendido na casa dos R$ 5,73 nesta terça-feira

O dólar apresenta volatilidade no início do pregão desta terça-feira (13). A moeda começou o dia seguindo o movimento de alta visto no dia anterior, quando ultrapassou a casa dos R$5,73 , mas perdeu força com a divulgação de dados da inflação americana para o mês de março .

No cenário interno, a discussão em torno do Orçamento para 2021 e informações de que o governo estuda deixar algumas despesas fora do teto de gastos também estão no radar dos investidores.

O objetivo da proposta seria abrir espaço no teto de gastos para emendas que fossem vetadas na discussão do Orçamento.

Por volta de 10h03, a divisa era negociada a R$ 5,69, queda de 0,15%, após ter superado a casa dos R$5,73.

EUA

A inflação nos Estados Unidos teve a maior alta em mais de oito anos e meio em março, informou o Departamento do Trabalho, nesta terça-feira.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,6% no mês passado, maior elevação desde agosto de 2012. Em fevereiro, a alta foi de 0,4%.

O Federal Reserve, Banco Central americano, já havia dado sinalizações de que poderia tolerar um aumento da inflação em curto prazo e um maior gasto público para enfrentar os efeitos da pandemia. Segundo a autoridade monetária, a política de juro quase a zero deve ser mantida até 2023.

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Os agentes de mercado, por sua vez, levantam dúvidas sobre o quanto o banco conseguirá manter suas metas e temem os possíveis efeitos da inflação na economia americana.

A expectativa mais imediata é avaliar como os números podem impactar no rendimento dos títulos do Tesouro americano, que servem de indicar tanto para a inflação futura quanto para o desempenho da divisa pelo mundo, sobretudo, em mercados emergentes, como o brasileiro.

Novela do Orçamento e CPI

Por falar em Orçamento , seguem as tratativas entre o Executivo e o Congresso para chegar a um acordo sobre a proposta.

Mesmo com sinalizações da parte de Bolsonaro de que um acordo estaria próximo, a cúpula do Legislativo e a equipe econômica ainda não chegaram a um acordo.

No fim da semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu que a equipe econômica errou nas discussões do Orçamento para 2021.

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Ele confirmou um acordo para subir em R$ 16,5 bilhões as emendas neste ano. Mas disse que houve equívocos e excessos. As emendas acabaram subindo bem mais: R$ 26,5 bilhões.

Outro tema que será acompanhado pelos investidores são os efeitos da “ CPI da Covid-19 ” sobre a pauta econômica, com destaque para a questão orçamentária.

A divulgação do áudio entre o presidente e o senador Jorge Kajuru (Cidadania-TO) gerou ruídos negativos para o governo.

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Bolsonaro defendeu na conversa que as investigações também incluam governadores e prefeitos, a FM de diluir suas responsabilidades no combate à pandemia.

“Apesar de não ter nada definido, o abandono do teto vai se desenhando e o risco fiscal elevado segue ilustrado na curva de juros, que não para de abrir. Desta forma, esperamos uma sessão de viés negativo para ativos locais, por conta de um exterior mais cauteloso e pelas sinalizações em direção a mais um ‘drible’ no teto de gastos em Brasília”, escreveram analistas da Guide Investimentos, em relatório matinal.

Varejo

O varejo brasileiro avançou 0,6% em fevereiro , após contrair 0,2% em janeiro, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE, divulgados nesta terça-feira

O resultado veio em linha com o esperado pelo mercado. Em 12 meses, o setor ainda acumula alta de 0,4%.

Bolsas no exterior

Na Europa, as bolsas operam sem direção única à espera da divulgação de dados da inflação americana, que serão divulgados hoje.

Por volta de 09h10, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres cedia 0,16%. Em Frankfurt, a alta era de 0,10% e, em Paris, de 0,16%.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, subiu 0,72%. EM Hong Kong, a alta foi de 0,15%.

Na China, houve queda de 0,48%, mesmo com dados positivos no comércio exterior.

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Dinheiro na mão é vendaval

Liminar que suspende os termos de privacidade do WhatsApp é negada; saiba mais

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Mark Zuckerberg é o CEO do Facebook, que é dono do Whatsapp
Victor Hugo Silva

Mark Zuckerberg é o CEO do Facebook, que é dono do Whatsapp


Uma liminar endossada pelo Ministério Público de São Paulo, que pedia a suspensão das novas políticas de privacidade do WhatsApp foi negada pela Justiça nesta segunda-feira (17). A medida pedia que o aplicativo não alterasse seus termos de uso até o julgamento de uma ação do Instituto Sigilo contra o Facebook , que é dono do WhatsApp, por compartilhamento ilegal de dados.

De acordo com a decisão do juiz Saang Duk Kim, do Tribunal de Justiça de São Paulo, “não se pode presumir que os dados a serem compartilhados [pelo WhatsApp] serão necessariamente tratados de forma ilícita pelo Facebook a ponto de impedir em caráter preventivo o compartilhamento”.

“É relevante lembrar que a tanto WhatsApp e Facebook estabelecem com os usuários uma relação contratual de esfera privada numa economia de livre mercado e incentivo a iniciativa e empreendedorismo”, diz.


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O fundador e presidente da Sigilo, Victor Hugo Pereira Gonçalves, afirmou ao UOL que não vai desistir da briga contra o Facebook: “Vamos entrar com agravo”.

O Instituto Sigilo alega que que o compartilhamento de dados e metadados já existente entre os usuários do Facebook com o WhatsApp é ilegal, por descumprir os artigos 18, 19, 46, 47, 48 e 49 da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) além das leis do Marco Civil da Internet e do Código de Defesa do Consumidor. A nova política do WhatsApp agrava os desrespeitos, afirma. 

No último dia 13 de maio, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) emitiu um parecer favorável à ação movida pelo Instituto.

Ainda assim, a decisão em que nega a liminar afirma que não há “evidência alguma, seja em narrativa ou em prova técnica, que o nível de intimidade e privacidade garantido pela nossa Carta Magna, pela legislação civil, pelo Marco Civil da Internet e pela LGPD estejam em risco”.

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No último sábado (15), o Facebook enviou ao juiz considerações sobre o parecer do MPSP, solicitando que a liminar fosse indeferida, o que acabou acontecendo.

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