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Crise política x crise econômica: quais são os impactos na Bolsa?

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Crise política x crise econômica: descubra qual é o impacto dos recentes conflitos do país na Bolsa
Fernanda Capelli

Crise política x crise econômica: descubra qual é o impacto dos recentes conflitos do país na Bolsa

Como já se dizia na internet, o Brasil não é para amadores. Essa brincadeira acabou viralizando devido a identificação dos brasileiros em relação aos fatos intensos que ocorreram nos últimos anos,

Só em setembro, aconteceram as manifestações em prol do governo. Em seguida, houve a greve dos caminhoneiros. Como uma das consequências, vimos o Ibovespa , índice mais importante da Bolsa de Valores, cair em cerca de 4%.

Além disso, o país teve uma alta histórica na inflação . Isso que setembro está só na metade. Portanto, depois de todos esses ocorridos e um punhado de coisas anteriores, para onde será que vai a economia brasileira?

Veja a seguir a previsão e a opinião de alguns especialistas sobre a crise política do país e como a mesma afeta as ações listadas na Bolsa:

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Vários países estão passando por um grau de crise econômica devido aos efeitos causados pela pandemia da Covid-19. Entretanto, o Brasil também enfrenta uma crise política que anda assustando os investidores estrangeiros.

Dessa forma, o cenário para 2022 acabou ficando pessimista. Alguns especialistas afirmam que a taxa básica de juros, a Selic, pode chegar a 10% ao ano. As previsões em relação à inflação também seguem o mesmo caminho.

“Eu acho que a situação não vai melhorar facilmente. Para o investidor grande, existem algumas caixinhas onde ele pode colocar seu investimento, essas caixinhas se chamam emergentes. Dentro dessa caixa, não tem só o Brasil, tem vários outros países. Dessa forma, não tem porque ele ficar só no Brasil se existem outros emergentes”, afirma Bernardo Pascowitch, empresário e financista do Canal Yubb.

“Ou seja, ele olha pro Brasil e diz: poxa, esse país até que tem um risco de retorno interessante, mas eles estão brigando para caramba com política. Eu não vou colocar meu dinheiro nesse país agora. Deixa eles se resolverem, depois eu volto”, completa.

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Black Friday: vendas online somam R$ 5,4 bi e ficam abaixo da expectativa

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Black Friday tem faturamento abaixo do esperado
Unsplash/Artem Beliaikin

Black Friday tem faturamento abaixo do esperado

A Black Friday de 2021 foi impactada pela inflação. Segundo levantamento da Neotrsut, o faturamento total foi de R$ 5,4 bilhões, o que representa um crescimento nominal de 5,8% na comparação com o ano passado, mas abaixo das expectativas de ganhos, que estavam entre 6% e 10%. Os brasileiros se preocuparam mais em comprar itens básicos , e que estão mais caros, como alimentos e bebidas, deixando os eletrônicos um pouco de lado.

O levantamento foi produzido a partir do número total de compras realizadas via e-commerce entre o primeiro minuto de quinta-feira (25) até às 23h59 de sexta-feira (26)

A edição deste ano da Black Friday encerrou as 48h monitoradas com um volume de 7,6 milhões de pedidos. O número é 0,5% inferior ao registrado no ano passado. Já o tíquete médio nacional das compras foi de R$711,38, 6,4% superior a 2020, tambem impactado pela alta dos preços.

Para o diretor de comunicação do T.Group, do qual a Neotrust faz parte, Julio Pacheco, já era esperado que o faturamento não fosse tão alto quanto o esperado. A empresa projetava no meio do ano um aumento de 16%, mas à medida que a situação macroeconômica foi se deteriorando, a estimativa foi cortada para o intervalo de 6% a 10%. “Já sabíamos que não atingiríamos o esperado. A insegurança por causa do cenário econômico, a inflação e o endividamento devem ser levados em conta”, disse.

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Pacheco destaca o aumento de compras nos segmentos de bebidas e alimentos e moda. Esses produtos não costumavam ter grande destaque nos anos anteriores e possuem ticket médio menor.

É um sinal que o brasileiro aproveitou a Black Friday deste ano para ir atrás de produtos que ficaram mais caros com a inflação. “Isso, provavelmente, está ligado à inflação. A gente viu um comportamento de compra de itens básicos. Antes, era muito mais eletrônicos”, comenta.

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O faturamento no e-commerce apenas na sexta-feira foi de pouco mais de R$ 4 bilhões, 4,5% acima do registrado em 2020. Para Pacheco, o fato das lojas físicas terem reaberto, com o avanço da vacinação, pode ter impactado no resultado. No entanto, muitos consumidores que não compravam pela internet, passaram a adquirir esse hábito durante a pandemia.

“O cenário é diferente, claro. Mas ao mesmo tempo, o hábito mudou. O brasileiro, por exemplo, não costumava comprar vestuário na internet”, analisa.

A busca pelos produtos foi mais concentrada na semana da Black Friday do que no mês como um todo. Segundo a Neotrust, o pico de vendas ocorreu entre 10h e 14h de sexta-feira.

O valor do frete médio teve uma redução de 12% em relação ao ano passado e a participação do frete grátis nos pedidos teve um aumento de 0.6 pontos percentuais. Para a Neotrust, esse dado pode indicar que as varejistas tenham arcado com uma parte desse frete para atrair consumidores.

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Cartão é o meio preferido

Segundo a Neotrust, o cartão de crédito foi o instrumento mais usado para as compras, representando 81% do total e com crescimento de 6% em relação ao ano passado. O uso do boleto bancário atingiu 10%.

O Pix, que vem se popularizando, teve 2% do total. O número mais baixo se deve ao período em que a Black Friday é realizada. No fim do mês, os consumidores costumam ter menos dinheiro em conta e preferem optar pelas parcelas do cartão de crédito ou pelos dias úteis que o boleto fornece até o vencimento.

De acordo com projeção da ClearSale, empresa referência em antifraude, o valor de fraudes evitadas até 23h da sexta-feira foi de R$ 66.304.658,05.

Categorias de produto com mais pedidos:

  • 1. Moda e Acessórios
  • 2. Beleza e Perfumaria
  • 3. Telefonia
  • 4. Eletroportáteis
  • 5. Eletrodomésticos

Categorias de produtos com mais faturamento:

  • 1. Telefonia
  • 2. Eletrodomésticos
  • 3. Eletrônicos
  • 4. Informática
  • 5. Móveis

Percentual de compra por faixa etária:

  • 26 e 35 anos – 35%
  • 36 a 50 anos – 34%
  • Até 25 anos – 17%
  • Mais de 51 anos – 14%

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