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Crise de energia: até onde vai parar o preço da conta de luz no Brasil?

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Crise de energia: descubra até onde vai parar o preço da conta de luz no Brasil
Fernanda Capelli

Crise de energia: descubra até onde vai parar o preço da conta de luz no Brasil

De acordo com alguns especialistas, o custo da energia elétrica só tende a aumentar em 2022. Isso porque, com a nova bandeira tarifária anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica ( Aneel ), a conta chegou ao valor de R$ 14,20 por 100 kWh.

Vale lembrar que a conta de energia, que já estava cara, tem sofrido aumentos progressivos, uma vez que pagava-se R$ 6,24 em junho deste ano. A alternativa que resta para o cidadão é economizar, já que não há previsões nem expectativas de diminuição da tarifa no curto prazo.

Dessa forma, a pergunta que fica é: onde vai parar o preço da conta no Brasil?

Medições e taxas

Para compreender melho r os motivos da alta, é importante saber qual a composição da tarifa. Basicamente, cerca de 53,5% são para custos como: compra de energia, transmissão e encargos setoriais. Enquanto isso, 29,5% são destinados aos tributos (ICMS, PIS e Cofins). Por fim, os outros 17% vem dos custos gerados pela distribuição de energia.

Além de todos esses custos que são repassados aos consumidores, hoje, devido a estiagem e falta de chuvas, existem taxas extras para incentivar a economia de energia, pois há grandes riscos de ser necessário um racionamento.

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“Uma maneira de baixar o preço seria uma intervenção do governo, como já ocorreu no passado, que segurava os aumentos e os assumia como déficit. Mas no modelo atual, essa intervenção é muito difícil. É uma questão de oferta e demanda. Ao entrarem as termelétricas com energia cara e suja, entra a bandeira vermelha, o preço sobe e a diferença é repassada para os consumidores”, afirma o advogado Alessandro Azzoni, especialista em Direito Ambiental e Economista.

Saiba mais na matéria completa em 1Bilhão , parceiro do iG.

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Reação negativa ao Auxílio Brasil faz Bolsa despencar mais de 3%; dólar sobe

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Mercado financeiro recebeu mal a notícia sobre divergências relacionadas ao Auxílio Brasil
Sophia Bernardes

Mercado financeiro recebeu mal a notícia sobre divergências relacionadas ao Auxílio Brasil

O dólar e os juros futuros fecharam em alta nesta terça-feira, enquanto a Bolsa despencou mais de 3%, conforme os riscos fiscais aumentam no Brasil e afastam investidores.

As atenções do mercado se voltaram para as discussões a respeito da reformulação do programa Bolsa Família, o chamado Auxílio Brasil, para o qual se buscou uma saída fora do teto de gastos. Para analistas do mercado, a solução encontrada pelo governo para financiar o programa foi desastrosa do ponto de vista econômico, com reflexos que vão desde o aumento da inflação à redução do crescimento do país.

O Ministério da Economia previa R$ 30 bilhões fora do teto para bancar o novo programa. O valor do benefício seria de R$ 400 até o fim do ano que vem. O anúncio seria feito nesta terça-feira, no Palácio do Planalto, mas foi suspenso.

O dólar comercial terminou o dia em R$ 5,5944, com alta de 1,36%. Este é o maior valor de fechamento desde 15 de abril, quando o câmbio fechou em R$ 5,6241.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu 3,28%, aos 110.672 pontos.

‘Tamanho do cheque é maior’ que o esperado A indefinição a respeito dos temas fiscais vem pesando sobre os mercados nas últimas semanas e contribuiu para a depreciação do real frente ao dólar.

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Para o o sócio e gestor da Galapagos Capital, Sérgio Zanini, o mercado reage negativamente ao fato de a proposta do governo incluir valores fora do teto, uma regra feita para limitar a expansão dos gastos públicos e o déficit fiscal.

“O tamanho do cheque é maior do que o mercado trabalhava e parte dos recursos deve inclusive ficar fora do teto de gastos. Já vemos há bastante tempo com um risco fiscal acentuado no Brasil junto com uma situação inflacionária bem complicada e com o reflexo disso no câmbio, o que dificulta o trabalho do Banco Central de levar a inflação de volta para a meta”, disse.

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Zanini destaca que o cenário de deterioração fiscal com a perspectiva de crescimento mais baixo e juros mais altos impede que o real tenha desempenho mais em linha com o exterior.

A antecipação do cenário eleitoral, trazendo mais incerteza, acaba funcionando como a cereja do bolo.

Sinal de alerta no mercado

Para Victor Beyruti, economista da Guide, ao estrapolar o teto de gastos o governo enviou um sinal de alerta para os investidores no que se refere à responsabilidade fiscal:

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“O mercado recebeu muito mal esse Auxílio Brasil de R$ 400, primeiro porque não respeita o teto. Existiam gastos que poderiam ser cortados, como emendas parlamentares, para evitar que o Orçamento subisse. Junto disso, temos um ano de 2022 em que o auxílio continua sendo importante, mas a pandemia está mais controlada. É uma sinalização negativa com relação à responsabilidade fiscal. Dado o momento de dívida elevada, apesar da melhora pontual na arrecadação, acaba criando uma maior incerteza sobre as contas públicas”.

Na mesma linha, segue o especialista de alocação da Ável Investimentos, Gustavo Maders.

“O receio do mercado é com a falta de responsabilidade do governo em relação ao fiscal, que é o nosso grande problema, visando as eleições do próximo ano”.

Mesmo com a suspensão do anúncio do novo programa social, Beyruti avalia que o “estrago já está feito”, e que o governo já deixou claro que considera desrespeitar o teto de gastos quando acredita ser necessário.

“Voltar atrás é melhor que ir em frente, mas o próprio movimento do mercado ilustra que essa é mais uma situação que prejudica a credibilidade sobre a estabilidade fiscal do país”, diz o economista da Guide.

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