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Covid-19: Ômicron força volta do home office. É para sempre?

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Ômicron força volta do home office
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Ômicron força volta do home office

Mesmo com o apagão de dados do Ministério da Saúde , o painel do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) aponta que o Brasil registrou 208.018 casos de Covid-19 na primeira semana de 2022, alta de 383% quando comparada à semana anterior. A disparada nas infecções é reflexo da variante Ômicron, que apresar de menos letal, é mais contagiosa. Com o aumento no número de contaminados, empresas têm retomado o regime híbrido de trabalho ou até mesmo o home office em tempo integral levantando dúvidas sobre como será o “novo normal”. 

Gigantes como a Microsoft, Facebook e Amazon decidiram prorrogar o regime de teletrabalho. A Apple, por exemplo, adiou o retorno presencial, previsto para 1º de fevereiro, por temor da nova variante. No Brasil, a Ipiranga, com sede no Rio de Janeiro, já havia retomado o trabalho no escritório, mas no dia 6 de janeiro decidiu flexibilizar a decisão.

“Inicialmente precisávamos ir três vezes na semana, pelo menos”, conta Gustavo dos Santos, analista pleno de custos da empresa, que completa: “Embora boa parte da população já esteja vacinada, esse aumento [nos casos] é bastante preocupante. Parece que a gente tá num ‘loop’, todo início de ano tem um pico, o que para mim é bastante assustador”.

Apesar de precisar de dois ônibus para chegar ao trabalho, Gustavo conta que graças à vacina e aos cuidados que toma não está apavorado com a possibilidade de ser infectado, mas ressalta que sente falta do “contato e do diálogo” com os colegas no dia a dia.

A Ipiranga informa que “segue monitorando as orientações das autoridades de saúde” e disse que fará uma “nova análise do cenário no país”. A empresa também mantém um canal direto com a área de Medicina do Trabalho para informações de casos ou esclarecimento de dúvidas.

A Ipiranga acrescenta que as equipes têm apresentado constância nos resultados, sem afetar a produtividade.

A L’Oréal no Brasil foi outra empresa que decidiu por flexibilizar a ida ao escritório no dia 13 de janeiro por conta da alta nos casos de Ômicron e de Influenza no Rio de Janeiro. Se o funcionário precisar resolver pendências presencialmente, a empresa custeia o deslocamento pagando a gasolina ou o aplicativo de transporte, para evitar aglomerações. 

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“Não faz sentido voltar agora que alguns funcionários estão alegando manifestar sintomas”, conta Pedro Henrique Brum, jovem aprendiz de Marketing da L’Óreal. Para ele, o home office é mais seguro no momento, mas não é o ideal para agilizar as demandas da sua área. 

“Hoje mesmo caí de uma reunião três vezes porque minha conexão estava instável”, comenta.

Veio para ficar

A relação é diretamente proporcional, quanto mais casos detectados, maior o número de empresas que adere ao home office para segurança de seus funcionários. 

“Tudo indica que o modelo híbrido veio para ficar, nunca mais teremos a rotina de ir ao escritório 5x por semana como fazíamos antes da pandemia. Isto porque as empresas aprenderam que até certo ponto dá para manter e até aumentar a produtividade de algumas atividades com a equipe em home office”, opina Caroline Marcon, Professora de MBAs de Gestão Estratégica de Pessoas e Liderança da FGV/SP, consultora organizacional, facilitadora e coach executiva com experiência em transformação cultural, desenvolvimento de times executivos & inovação em gestão de RH.

Segundo ela, os gestores devem aproveitar o tempo presencial com as equipes de maneira estratégica a fim de criar conexão emocional e confiança e para conversas mais profundas. 

“As empresas estão cada vez mais entendendo que trabalho é o que você faz, não para onde você vai. Em função da necessidade e da tecnologia disponível, o espaço físico deixou de ter tanta importância”, finaliza.

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O vai e vem é eterno?

Alexandre Naime, chefe do departamento de infectologia da Unesp de Botucatu considera “absolutamente necessário” que as pessoas diagnosticadas mantenham-se afastadas do trabalho, porque significa proteção para não transmissão de uma cepa “altamente contaminável”. 

“Não ha razoabilidade para manter essa pessoa na força de trabalho oferecendo risco a outros trabalhadores. Não faz sentido porque uma das condutas recomendadas é o repouso, observação dos sintomas e manejo ambulatorial. O mesmo serve para a influenza, a pessoa precisa descansar e fazer tratamento”, defende.

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O médico entende que o “vai e vem” do escritório para casa seguirá enquanto a vacinação não estiver avançada, já que a tese de imunidade de rebanho é “meramente especulativa”. 

“O que estamos vendo é um vírus cada vez mais transmissível. Apesar de ser menos grave, leva a óbitos entre os não vacinados. Falar em imunidade de rebanho no Brasil é querer insistir num erro que causou excesso de mortalidade. Entre vacinados o risco é menor, mas acaba acontecendo. Além disso, existem 10% de brasileiros que não completaram esquema vacinal, essas pessoas têm risco de óbito. Pessoas não tem visão humanística da pandemia e insistem nessa tese furada a despeito do número de mortes”, comenta o especialista.

Tendo em vista que a curva de contágio pela ômicron ainda não está bem definida, ainda é difícil prever a volta ao trabalho presencial, mas especialistas dizem que se a variante repetir o padrão observado na África do Sul, no começo de março teremos uma situação mais controlada.

“O contágio por essa variante cresce rapidamente e decresce rapidamente”, explica Carlos Fortaleza, professor da Unesp e presidente da sociedade paulista de infectologia, mas faz a ressalva: “cada local é um local. Cada realidade é diferente”.

Quanto à possibilidade de o surgimento de novas variantes ser constante e essa rotina “ioiô” do escritório para casa se repetir, o especialista é taxativo: 

“Embora nenhum de nós tenha bola de cristal, muitos pesquisadores acreditam que a Ômicron será o ‘canto dos cisnes’ da pandemia e depois dela até continuarão a existir casos, mas será permitida a volta dos setores da economia.  Só que é preciso pagar para ver.” 

O professor afirma, no entanto, que essas previsões são feitas com base científica, mas não tem 100% de acerto. 

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Criptomoedas têm queda nos preços; confira as maiores desvalorizações

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Bitcoin sofre liquidação e derruba todo o mercado: confira as criptomoedas com maiores desvalorizações na semana
Luciano Rocha

Bitcoin sofre liquidação e derruba todo o mercado: confira as criptomoedas com maiores desvalorizações na semana

Durante as últimas 24 horas, o mercado de criptomoedas experimentou uma nova queda forte nos preços. O Bitcoin (BTC), por exemplo, perdeu o suporte de US$ 40 mil e agora opera pouco acima dos US$ 35 mil.

Como resultado, a criptomoeda acumula uma queda de 20% ao longo dos últimos sete dias. Mas as altcoins não fizeram um papel melhor. De fato, absolutamente todas as  criptomoedas do Top 100 encerrou a semana no negativo.

Entre as maiores perdas, o cenário foi ainda pior, pois muitas delas chegaram a cair acima dos 40%. Portanto, a lista dessa semana mostrará não as maiores desvalorizações, mas sim as maiores perdas do mercado.

Disclaimer: a lista leva em conta os preços e percentuais registrados no momento da produção do texto. Além disso, serão consideradas as criptomoedas que estão no Top 100 da lista do CoinMarketCap. Sem mais delongas, eis a lista!

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Loopring (LRC)

A Loopring é uma camada do Ethereum (ETH) especializa na construção de exchanges descentralizadas (DEX). O preço de seu token LRC caiu 42,68% na semana, atingindo R$ 4,35. Com R$ 5,7 bilhões em valor de mercado, o token ocupa a 77ª posição na lista.

Desempenho da LRC ao longo da semana. Fonte: CoinMarketCap.

Harmony (ONE)


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Mais uma rede com foco em aplicações descentralizadas, a Harmony também viu seu token ONE sofrer e perder 42,97% de seu valor na semana. Como resultado, o preço do token caiu para R$ 1,11, derrubando seu valor de mercado para R$ 12,8 bilhões. O ONE ocupa a 47ª posição na lista.

Desempenho da ONE ao longo da semana. Fonte: CoinMarketCap.

Curve DAO Token (CRV)

A Curve é uma DEX que fornece liquidez e estrutura para a negociação de stablecoins descentralizadas. Seu token CRV encerrou a semana em queda de 44% e vale R$ 16,18 cada unidade. Já o valor de mercado total chegou aos R$ 7,3 bilhões e ficou na 63ª posição.

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Desempenho do CRV ao longo da semana. Fonte: CoinMarketCap.

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Near Protocol (NEAR)

Com queda de 44,86%, o token NEAR ganhou a medalha de prata da semana. Seu preço fechou a semana em R$ 61,86 enquanto seu valor de mercado chegou aos R$ 38,3 bilhões, o que ainda garantiu a 24ª posição ao protocolo.

Desempenho do NEAR ao longo da semana. Fonte: CoinMarketCap.

Gala Games (GALA)

Nem mesmo os badalados jogos em blockchain escaparam da queda, conforme mostra a perda de 45,87% no valor do token GALA. A forte desvalorização derrubou o preço do token para R$ 1,02, e o valor de mercado da Gala atingiu R$ 7,1 bilhões, ficando com a 65ª posição.

Desempenho do GALA ao longo da semana. Fonte: CoinMarketCap.

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