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Dinheiro na mão é vendaval

Concessão de parques é estratégica para fomento do turismo no pós-pandemia

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Um dos principais polos do Portal de Investimentos, plataforma idealizada e disponibilizada pelo Ministério do Turismo para aproximar empreendedores, investidores e poder público é o Programa de Concessão de Parques Nacionais.

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Parque nacional Jericoacoara
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Parque nacional Jericoacoara

O país apresenta um vasto conjunto de áreas naturais com grande potencial para fortalecer o turismo, já que existem 334 unidades de conservação federais no Brasil, distribuídas em todos os 27 estados brasileiros.

De acordo com estudo de 2019 do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), cada R$ 1,00 investido em unidades de conservação representa R$ 15 em benefícios econômicos para a economia local. As unidades de conservação são responsáveis por 90 mil empregos diretos e cerca de R$ 2,7 bilhões em renda.

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O Portal de Investimentos

A plataforma disponibiliza dados sobre macroeconomia, economia do turismo, estados brasileiros, tendências e oportunidades de investimentos na cadeia produtiva do turismo. Além de ser um canal importante de informações, o site pretende ser uma vitrine pela qual os destinos turísticos brasileiros possam divulgar suas ações para a atração de investimentos.  É possível acessá-lo aqui .

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Lá estão listados os primeiros parques habilitados para a parceria público-privada que vem sendo trabalhado pelo governo. Entre eles destacam-se o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, com 20.021 hectares, no Rio de Janeiro; o Parque Nacional da Serra da Bodoquena, com 77.021 hectares, no Mato Grosso do Sul; o Parque Nacional de Brasília e Floresta Nacional de Brasília, com 61.692 hectares; e o Parque Nacional de Jericoacoara, com 8.416 hectares, no Ceará. A relação completa, com todos os dados necessários para uma tomada de decisão bem embasada, está aqui .

A secretária nacional de Atração de Investimentos, Parcerias e Concessões, Débora Gonçalves, acredita que a procura pelo turismo de natureza deverá impulsionar o interesse dos investidores pelas unidades de conservação no pós-pandemia e informa que, no momento, há 147 hotéis em construção no Brasil com investimento aproximado de R$ 6,1 bilhões. “Estruturas precisam ser criadas para viabilizar o turismo de natureza, mas já é possível dizer que redes internacionais desejam e já estão investindo aqui, reforçando essa tendência de aumento pela procura de turismo de natureza no pós-pandemia”, conclui.

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Renda Fixa volta a ser interessante com alta da Selic, dizem analistas

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Taxa Selic subiu para 9,25%
Fernanda Capelli

Taxa Selic subiu para 9,25%

Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de quarta-feira (8), a última do ano,  o Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto percentual, passando de 7,75% para 9,25% . Esse é o maior ciclo de alta desde 2002 e, como consequência, tem impacto no retorno dos investimentos — muda a regra da poupança e gera maior rentabilidade na renda fixa .

Com a Selic a 7,75%, o dinheiro da caderneta rendia 70% da taxa básica mais a Taxa Referencial (TR), atualmente zerada, ou seja, o equivalente a 5,53% ao ano. Agora, ela passa a render 0,5% ao mês mais a TR.

Em 12 meses, seriam 6,17%. Apesar disso, o head de alocação da XP, Rodrigo Sagvioli, diz que essa não é uma boa opção quando comparada a outros ativos também seguros, como Tesouro Direto e CDBs com liquidez diária.

“A renda fixa pós-fixada é a que vai oferecer maior atratividade nos próximos meses. Vale a pena aumentar exposição, principalmente para quem tem perfil mais conservador. A renda fixa atrelada à inflação também segue interessante, o retrovisor está bonito. Mas é preciso olhar como ficará o cenário daqui em diante”, avalia Sagvioli.

Para ele, há a tendência de achar que o aumento de juros diminui a atratividade da renda variável, o que não é verdade. O prêmio de risco está muito mais ligado aos juros mais longos.

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“Fundos multimercados, por exemplo, são uma classe atemporal, continuam interessantes”, diz.

O especialista de alocação da Ável Investimentos, Gustavo Maders, concorda. Ele diz que a postura defensiva é alocar dinheiro em ativos de renda fixa pós-fixados ou investir em títulos indexados à inflação para prazos mais longos. Recomenda títulos pré-fixados apenas para períodos curtos de até, no máximo, dois anos.

Paula Zogbi, analista de investimentos da Rico, afirma que o Tesouro Selic e os fundos DI estão remunerando melhor que antes, porém alerta que é necessário fazer o cálculo da rentabilidade real.

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“O investidor precisa buscar uma rentabilidade acima da inflação. Como a Selic está alta justamente porque a inflação está alta, é sempre importante diversificar em investimentos que paguem IPCA mais uma taxa, além de ter parte da carteira em ativos dolarizados, se tiver perfil para isso. Podem ser empresas exportadoras, fundos internacionais e BDRs”, aconselha Paula.

E acrescenta:

“Nunca tenha todos os ovos numa mesma cesta. Não mude todos os investimentos para renda fixa porque pode acabar perdendo boas oportunidades.”

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O coordenador do MBA em gestão financeira da FGV, Ricardo Teixeira, opina que, como a diferença é pequena entre a inflação e a taxa Selic, quem busca alta rentabilidade deve continuar correndo riscos:

“A renda fixa só volta a ser atrativa como já foi um dia quando a Selic estiver bem maior que a inflação. Hoje, nessa aplicação segura, você pode empatar com a inflação ou perder. É claro que é necessário ter uma aplicação conservadora para a reserva de emergência, mas quem quer multiplicar o dinheiro tem que ir também para o mercado onde possa ganhar mais.”

Sandra Blanco, estrategista chefe da Órama, porém, aposta que a renda fixa ficará ainda mais atraente em 2022. Ela acredita que o ciclo de altas na Selic ainda não acabou e sugere que a taxa possa chegar a 11% no próximo ano.

Em contrapartida, enxerga a inflação mais controlada, com parte significativa dos choques de preços dos combustíveis e da energia se dissipando.

“Vamos ter alta volatilidade em 2022, com eleições polarizadas, a questão fiscal complicada. É o ano para a renda fixa. Mas também há outras oportunidades. Vemos melhores perspectivas para multimercados; investimentos no exterior podem proporcionar bons ganhos; e alocar até 2% da carteira em criptomoedas pode ser interessante”, finaliza.

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