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Dinheiro na mão é vendaval

Com alta da inflação e crise econômica, Bancos projetam PIB abaixo de 1% em 2022

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Itaú reduziu a projeção de aumento do PIB do Brasil para 0,5%
Sophia Bernardes

Itaú reduziu a projeção de aumento do PIB do Brasil para 0,5%

As incertezas relacionadas ao risco político-fiscal, somadas à crise hídrica, desemprego e inflação disseminada têm levado alguns bancos e analistas a revisarem para baixo suas projeções de crescimento da economia para 2022.

O Itaú Unibanco revisou a projeção de crescimento do PIB de 5,7% para 5,3% em 2021, em razão do quadro de estagnação do PIB do segundo trimestre e dados recentes.

A projeção para o PIB de 2022 também foi revista. A estimativa de 1,5% passou para 0,5% em função da taxa de juros mais alta esperada, chegando a 9% ao ano.

Atualmente a taxa Selic está em 5,25%, e o Banco Central volta a se reunir nos dias 21 e 22 de setembro para discutir a política monetária.

O economista-chefe Mario Mesquita acrescentou, em relatório, que os fatores que impulsionaram o crescimento deste ano estão se esgotando.

“Vemos desaceleração do setorindustrial global e queda de preços de commodities anoque vem. Por último, a atividade econômica não sebeneficiará mais do impulso advindo da reabertura dosetor de serviços, algo que, na nossa visão, ficarárestrito ao segundo semestre deste ano” concluiu Mesquita.

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O analista também destacou a preocupação com a crise hídrica, que impacta a inflação corrente, e quanto à trajetória das contas públicas. Um eventual descumprimento do teto de gastos em 2022, ano eleitoral, deve pressionar a taxa de câmbio.

O JP Morgan também revisou recentemente as projeções de crescimento para o PIB deste e do próximo ano. Relatório divulgado na segunda-feira aponta que a expectativa para o PIB deste ano passou de 5,1% para 5,2%, enquanto a projeção para o PIB de 2022 foi de 1,5% para 0,9%.

De acordo com os economistas da instituição, as taxas de juros mais elevadas e os ruídos institucionais se somam a um ambiente mais desafiador para o crescimento global.

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A desaceleração da atividade chinesa, além de uma queda nos preços do minério de ferro tendem a reduzir ainda mais as previsões de crescimento “já abaixo da média do Brasil”.

O banco também revisou a projeção da Selic de 7,5% para 9% diante do aumento da tensão política e das pressões inflacionárias.

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Recessão técnica

A XP também divulgou hoje a revisão de projeções. Economistas da corretora destacaram que a perspectiva para este ano é de continuidade do processo de recuperação econômica, mas as projeções para 2022 seguem se deteriorando.

A projeção da casa foi reduzida de 1,7% para 1,3% em 2022. A estimativa não contempla um racionamento de energia, o que pode fazer o cenário ser ainda pior.

Rodolfo Margato, economista da XP, disse em entrevista à jornalistas que uma redução compulsória de 10% no consumo de eletricidade retira 1,2 ponto (percentual) do PIB, o que levaria o indicador a praticamente zero.

“Para o ano que vem tem elevação das incertezas, e estimamos variações (trimestrais do PIB) bem próximas a zero. Não dá para descartar um cenário de recessão técnica”, afirmou o economista Rodolfo Margato, em entrevista à jornalistas.

Boletim Focus mostra deterioração do cenário

O Boletim Focus, do Banco Central, que concentra projeções dos analistas de mercado, indica uma deterioração das expectativas para o PIB.

Há duas semanas, o mercado esperava um avanço de 2% e agora estimam alta de 1,72% do PIB em 2022.

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Volkswagen coloca 800 funcionários em férias coletivas por falta de peças

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Fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP)
Divulgação/Volkswagen

Fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP)

Em meio à escassez de componentes, a Volkswagen vai colocar 800 funcionários da fábrica de Taubaté (SP), o correspondente a um turno, em novas férias coletivas. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, a medida começa a valer na segunda-feira (27) e se estenderá por dez dias.

O motivo alegado pela montadora é a falta de insumos, sobretudo de semicondutores, que vem sofrendo oscilações no fornecimento e dificultando a produção mundial de veículos.

De acordo com o sindicato, a Volkswagen informou inicialmente que as férias coletivas seriam para 2 mil trabalhadores, mas que poderia sofrer alterações. Até o momento, a medida vale para 800 funcionários, que devem retornar no dia 7 de outubro.

Indústria automotiva enfrenta escassez de chips

O episódio marca a sexta vez no ano em que a Volkswagen concede férias coletivas aos funcionários. Ainda segundo o sindicato, também foram registrados 11 dias de paralisação e mais cinco dias de folga (ambos com utilização do banco de horas) por falta de peças.

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Em julho, a Volkswagen concedeu férias coletivas de 20 dias para o primeiro turno de sua fábrica em São Bernardo do Campo e paralisou parte de sua planta em Taubaté.

No fim de agosto, a montadora também anunciou dez dias de férias coletivas para 2 mil funcionários na fábrica de Taubaté, também por falta de peças.

O problema de abastecimento tem sido enfrentado por toda a indústria automotiva, que lida com a escassez na cadeia global de suprimentos desde o fim do ano passado.

No mesmo dia em que o Sindicato dos Metalúrgicos anunciou a medida adotada pela Volkswagen em Taubaté, trabalhadores da Fiat em Betim aprovaram um programa de suspensão temporária do contrato de trabalho devido a falta de componentes eletrônicos.

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