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Dinheiro na mão é vendaval

Com a energia na bandeira 2, veja como economizar na conta de luz

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É através da leitura dos medidores que as distribuA cor vermelha patamar 2 cobra R$ 6,24 a mais a cada 100 quilowatts/hora consumidosidoras registram o consumo e geram as contas de luz que são enviadas às casas e empresas
Foto: Reprodução/Internet

É através da leitura dos medidores que as distribuA cor vermelha patamar 2 cobra R$ 6,24 a mais a cada 100 quilowatts/hora consumidosidoras registram o consumo e geram as contas de luz que são enviadas às casas e empresas

De uns tempos para cá, está difícil fazer o dinheiro render o mês inteiro. Os preços dos alimentos subiram consideravelmente; com a bandeira vermelha de energia elétrica no patamar 2 ainda mais alta, a conta de luz ficou caríssima; e até o gás usado para cozinhar está nas alturas: em alguns lugares do Rio, o botijão já passa dos R$ 100. A situação é ainda mais complicada para os trabalhadores que perderam seus empregos durante a pandemia de Covid-19 e para os autônomos que dependem do pagamento do auxílio emergencial , hoje entre R$ 150 e R$ 375. Diante de todo esse aperto, o que podemos fazer? Segundo especialistas, a dica para restringir ainda mais os gastos mensais e “esticar” o dinheiro é tentar reorganizar as contas de consumo, como água, energia , internet e celular.

Eduardo Amendola Camara, economista e professor da Estácio, sugere aumentar o uso da luz natural em casa, desligar eletrodomésticos em stand-by ou mesmo ajustar a temperatura de equipamentos com maior consumo de energia, como chuveiro elétrico, geladeira ou aparelho de ar-condicionado.

“Na prática, algumas medidas como limpar filtros de aparelhos de ar-condicionado e observar a manutenção da vedação da borracha da geladeira podem exigir algum trabalho, e custo adicional, mas poderão gerar uma redução efetiva da conta e o aumento da vida útil destes equipamentos”, analisa.

Quem acha que investir em um novo aparelho mais econômico é boa estratégia pode não levar tanta vantagem. Camara afirma que, como as etiquetas de eficiência energética das geladeiras, por exemplo, não são revisadas pelo Inmetro desde 2006, não é possível encontrar um refrigerador realmente eficiente no mercado.

Hoje, o Brasil tem 62,56 milhões de inadimplentes, de acordo com dados da Serasa. A segunda principal razão para o endividamento são as contas de consumo não pagas (22,3%), atrás somente das dívidas com bancos e cartões de crédito e de lojas (29,7%). Mauro Rochlin, economista e professor dos MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV), considera difícil renegociar com as concessionárias. Para não ficar sem o serviço, ele recomenda tentar um empréstimo com um amigo ou um parente, a juros mais baixos. Se não for possível, ele sugere uma pesquisa para descobrir as taxas mais atrativas.

“Antes de recorrer ao empréstimo, porém, é válido fazer uma planilha financeira para saber se há gastos supérfluos que possam ser cortados”, diz o especialista.



Horários alternativos

Desde 2018, os clientes de todas as distribuidoras de energia do Brasil passaram a contar com a opção da tarifa branca. Comparada à convencional, essa forma de cobrança pode resultar em redução na conta de luz, se o consumidor conseguir deslocar o consumo, ou a maior parte dele, para fora dos horários de pico. Nesse período, a tarifa branca equivale a 0,88 vezes o valor da convencional.

Para os clientes Light, é vantajoso em lares que têm maior consumo de energia das 22h30 às 17h30 do dia seguinte. Já para os da Enel, entre 22h e 16h do dia posterior. Sábados, domingos e feriados nacionais também são considerados horários fora de ponta.

Se não for o caso, ao invés de se beneficiar com a mudança, a família pode pagar uma conta maior: a tarifa branca é 1,83 vezes mais cara do que a convencional no horário de pico. Por isso, é importante fazer uma análise cautelosa antes de decidir. A adesão só pode ser solicitada pelo titular, mediante assinatura de termo de compromisso.

Ainda é possível economizar de outras formas: há programas de eficiência energética que oferecem descontos com alguma contrapartida. Um deles é o Ecoenel, por meio da troca de resíduos recicláveis. Nos últimos dois anos, cerca de 27 mil clientes da Enel destinaram mais de 2,7 mil toneladas de resíduos recicláveis e foram beneficiados com mais de R$ 1 milhão em bônus na conta de energia.

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Conta até 65% mais barata com tarifa social

Consumidores de baixa renda têm direito a descontos cumulativos na conta de luz que podem chegar a 65%, por meio da chamada Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). Para ter acesso ao benefício, é preciso cumprir pelo menos um dos seguintes requisitos: ser família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda familiar mensal menor ou igual a R$ 550 por pessoa; ser idoso com mais de 65 anos ou pessoa com deficiência que receba o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC/Loas); ter parente que faça tratamento com uso continuado de aparelhos que demandem consumo de energia, desde que a unidade familiar possua renda total de até R$ 3.300 e esteja inscrita no CadÚnico.

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Atualmente, a Light tem 505 mil famílias cadastradas na Tarifa Social. Para não perder o benefício, além de atender aos critérios estabelecidos por lei, é preciso manter atualizadas as informações referentes ao benefício junto ao Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) da prefeitura.

Os interessados devem entrar em contato com a concessionária apresentando o Número de Identificação Social (NIS) ou do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC/Loas). Essas informações podem ser encontradas junto ao CRAS e ao INSS, respectivamente.

Para a parcela do consumo de energia elétrica inferior ou igual a 30kWh/mês, o desconto aplicado é de 65%; entre 31kWh/mês e 100kWh/mês, é de 40%; entre 101 kWh/mês e 200 kWh/mês, é de 10%.

Em virtude da pandemia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prorrogou até 30 de setembro a decisão de suspender o corte de energia por inadimplência dos consumidores de baixa renda em todo o Brasil. Para os demais, o advogado de Direito do Consumidor Daniel Blanck explica que o corte só pode ser feito em caso de inadimplência por mais de 90 dias e com duas contas em atraso, mas os consumidores devem ser avisados com 15 dias de antecedência e em horário comercial. Já após o pagamento, o prazo para retorno do serviço é de, no máximo, 24 horas em áreas urbanas.

“Se a energia não for religada, o cliente pode procurar órgãos de defesa do consumidor ou ajuizar uma ação, exigindo a reparação de danos materiais e morais pela falha”, diz Blanck.

É possível parcelar

A Enel Distribuição Rio tem realizado diversas campanhas de parcelamento, oferecendo condições especiais para que os clientes possam regularizar as contas em aberto com a empresa. No momento, o cliente pode renegociar suas contas atrasadas e fazer o pagamento em até dez vezes com 1% de juros no financiamento e entrada de 10%.

Os clientes Light que desejarem condições mais favoráveis para pagar a conta podem entrar em contato pelo e-mail [email protected] Quem tiver pelo menos duas contas não pagas pode solicitar parcelamento em até 12 vezes, porém o sinal deve ser pago até o primeiro dia útil seguinte à data da efetivação do acordo.




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Copom reajusta Selic para 9,25%, o maior índice desde 2017

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Copom reajusta taxa Selic em 1.5 ponto percentual
Fernanda Capelli

Copom reajusta taxa Selic em 1.5 ponto percentual

O Comitê de Políticas Monetárias (Copom) do Banco Central aprovou nesta quarta-feira (8) o reajuste da taxa básica de juros em 1,5 ponto percentual. Com a decisão, a Selic passará de 7,75% para 9,25% ao ano.

Essa é a maior taxa já registrada para a taxa Selic em quatro anos. A última vez que os juros atingiram esse nível foi em julho de 2017.

Em comunicado, o BC informou que o peso da inflação da economia do país influenciou em mais um aumento na taxa básica de juros. 

“Apesar do desempenho mais positivo das contas públicas, o Comitê avalia que questionamentos em relação ao arcabouço fiscal elevam o risco de desancoragem das expectativas de inflação, mantendo a assimetria altista no balanço de riscos. Isso implica maior probabilidade de trajetórias para inflação acima do projetado de acordo com o cenário básico”.

“Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para as metas ao longo do horizonte relevante, que inclui os anos-calendário de 2022 e 2023. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, completa o comunicado.

O CEO da iHUB Investimentos, Paulo Cunha, explica o aperto é necessário para tentar diminuir os efeitos na inflação, que ultrapassa a meta inicial prevista pelo Banco Central. 

“Estamos com a inflação bem acima da meta. No acumulado dos últimos 12 meses, atingimos os 2 dígitos, sendo que a meta da inflação é 3,5%. Toda vez que temos uma inflação longe da meta, o Copom precisa aumentar o juros para encontrar uma saída para controlar o índice inflacionários”, afirma. 

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“Embora tenhamos que apertar o ritmo monetário para conseguir controlar a inflação, acredito que estamos em um ciclo final de aperto”,

Cunha explica que o reajuste voltará a impactar ainda mais na taxa de empréstimos e financiamentos.

“Se você pensa em comprar um imóvel ou fazer um financiamento, você recua, pois a conta ficará muito mais cara. Então impactará principalmente o setor imobiliário. Embora o setor ainda esteja bastante aquecido, esse reajuste poderá afetar os lançamento de imóveis e possibilidade de crédito para o consumidor”, explica.

Investimentos

A alta na Selic irá impactar fortemente nos investimentos nos próximos meses. A poupança, segundo especialistas, deve retomar o patamar antigo e obter melhor rentabilidade no mercado financeiro.

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“Quando a taxa básica de juros sobe, os investidores passam a procurar por investimentos mais seguros, como a renda fixa. A poupança é um exemplo. Com o reajuste, ela deve passar a render mais que anteriormente”, afirma Paulo Cunha.

Os títulos prefixados também poderão apresentar reajustes positivos. Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos, lembra que investimentos sem contabilizar Imposto de Renda poderá ser mais vantajoso neste momento.

“Se o cliente quiser investir em um prazo de no máximo um ano, vale buscar opções em que não há incidência de imposto de renda, como LCIs e LCAs de até 12 meses”, afirma.

“Por outro lado, há também a opção dos prefixados, mas o risco é as taxas subirem mais e quem comprou antes ficar com a sensação de que perdeu dinheiro. Se o investidor estiver com esse medo, o melhor é ajustar não a taxa, mas sim o prazo optando por um prefixado mais curto, por exemplo”, completa Costa.

Expectativa para 2022

Economistas acreditam que o Banco Central deve reajustar a taxa Selic acima dos 10% na primeira reunião de 2022, marcada para os dias 1° e 2 de fevereiro. Até março, os juros poderão atingir 12,25%.

Para Ettore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, acredita que essa taxa deve se manter durante todo o ano.

“Outras duas elevações de 150bps deverão iniciar 2022, conduzindo o juro para a terminal de 12,25% em março, 100bps abaixo do terminal que avaliamos condizente com a convergência e restabelecimento da credibilidade”, prevê o especialista.

“Os 12,25% de Selic deverão permanecer até o início de 2023, quando passarão a ser reduzidos até 7,5% na última reunião do ano”, ressalta.

Sanchez ainda acredita em alterações nas perspectivas de inflação, PIB e dólar.

“Com a nova trajetória o IPCA de 2022 sobe de 4,4% para 4,5% e de 2023 de 3,0% para 3,1%. O PIB para o biênio fica em, respectivamente, 0,5% e 2,6%, vindo de 0,5% e 2,5%. O câmbio segue na mesma perspectiva, de R$5,50/US$, tendo sua trajetória muito associada ao fiscal descalabrado”, completa.

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