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Dinheiro na mão é vendaval

Carbonizar ou descarbonizar? Eis as questões!

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Werner Roger
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Werner Roger

As perguntas que não querem calar, após a COP26 – Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, encerrada dia 12 de novembro, que transformações reais podemos esperar no futuro após a definição das metas de redução de carbono na atmosfera para os países e como vamos fazer essa transição para um desenvolvimento sustentável de fato e não apenas de fala? O que mais se vê, da parte das principais nações, são promessas ou manifestações de intenções relacionadas à redução da pegada de carbono descasadas de planos. Dizem o quê, mas nunca o como. Faltam projetos, cronogramas de curto, médio e longo prazos, metas e ações efetivas para atingi-las. Os governantes que hoje fazem grandes discursos e declaram ter todas as ambições corretas muito provavelmente não estarão nos seus cargos atuais quando chegar a hora de conferir, entre 2030 e 2050, se o que diziam eram mais que só palavras. E as empresas? São elas de fato as responsáveis. Os governos prometem, mas quem deverá cumprir as promessas são as grandes empresas que emitem os gases de efeito estufa.

O motivo disso é a prática do greenwashing (traduzido do inglês para lavagem verde) que se torna cada vez mais ampla e popular somada à incapacidade de articular planos bem desenhados com metas viáveis. Mídia, consumidores e investidores se deixam pegar (alguns inclusive parecem querer ser pegos) por esta nova modalidade de falsidade e falsas promessas. Infelizmente esta é a estratégia de algumas empresas para colarem em si mesmas e em seus produtos a etiqueta eco friendly, de amigas do meio ambiente e sustentáveis, com nenhum comprometimento real com a causa. Há muita propaganda enaltecendo feitos e produtos de tais companhias, porém, a realidade tende a ser muito diferente. Existem empresas que adotam iniciativas como investimentos em geração fotovoltaica, por exemplo, o problema é que em alguns casos os investimentos são tão ínfimos que se tornam irrelevantes no que diz respeito à redução de consumo de energia ou de emissões de CO2 (monóxido de carbono, um dos agentes do efeito estufa). Mas há exceções e companhias que estão engajadas na transição para um modelo de processos de fato sustentáveis.

Por exemplo, o Brasil figura como campeão do consumo de energias renováveis por habitante, com 84% de uso de fontes verdes, índice que é quatro vezes maior do que países como Estados Unidos e França, e quase o dobro da Alemanha. Ainda assim, o Brasil é tratado como vilão. Há óbvios interesses econômicos por trás dessa caracterização – bem como nenhuma compensação financeira por preservar 60% do seu território. O mercado é amplo e possui múltiplas possibilidades de negócios, amigas do meio ambiente. Numa futura disputa de eficiência energética, o Brasil tem a faca e o queijo na mão para despontar na liderança pela energia limpa com potencial forte e ativo. Mas para isso é preciso submergir na profundidade estrutural que o tema propõe.

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No momento, o mercado e a mídia estão magnetizados pela eletrificação dos veículos, mas é preciso sair da superfície e aprofundar nessa questão, pois existe toda uma cadeia produtiva para este modelo funcionar. É preciso atuação eficaz dos governos, que deveriam estar mais focados em renovar frotas urbanas; aumentar (drasticamente) a eficiência energética – especialmente com os veículos híbridos; reduzir emissões, melhorando significativamente a qualidade do ar (em particular nas grandes metrópoles); criar uma infraestrutura nas cidades para recarga dos veículos nos pontos de abastecimento (que exige investimento); apoiar e incentivar empresas na pesquisa de baterias mais eficientes e com menor custo; e muito importante, baixo impacto ambiental das minas. Apenas para começar. No entanto, isso levanta grandes e boas questões: de onde virá a energia para recarregar as baterias? E os metais para as mesmas? Quais impactos ambientais a mineração desses minerais e posteriormente a produção dos metais e baterias irão causar?

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Segundo estudo da EIA (Energy Information Administration, agência de planejamento energético dos EUA), a frota mundial de veículos elétricos saltará do módico 0,7% que se encontrava em 2020 para 30% em 2050. A frota de veículos a combustão, por sua vez, crescerá de 1,31 bilhão para 2,21 bilhões – nada menos que um acréscimo de 900 milhões de unidades, com ápice em 2038, quando começará a declinar devido à substituição por veículos elétricos. Para os países fora da OECD (o Brasil e a maioria dos países em desenvolvimento não fazem parte da organização), no entanto, o crescimento será 3 vezes superior ao daquele nos países da organização. A motorização per capita dos não OECD quase dobrará, de 92 veículos por mil habitantes em 2020 para 173 em 2050. Na OECD este número atingirá 530, ou seja, um veículo para cada dois habitantes. Mas já em 2025, os países não-OECD, como China, Índia, Brasil, Indonésia e Rússia, terão mais veículos circulando do que aqueles da organização. Taís projeções da EIA são baseadas considerando-se as atuais tecnologias.

Quis o destino que a energias fóssil e renovável se encontrassem em uma quadra da história na qual estamos vivendo. A condição climática do planeta parece pedir, no mínimo, uma moderação na queima de combustíveis fósseis. Mas não se mexe em uma peça desse quebra-cabeça sem causar algum abalo nas demais.

Imagine, a quantidade de veículos cada vez mais antigos em circulação e o acúmulo de ineficiência energética. Como vamos lidar com o custo de implementar toda a infraestrutura de eletrificação de veículos? O que isso fará nas estruturas instaladas? Como lidar com a massa de pessoas envolvidas na cadeia produtiva de combustíveis fósseis que ficará sem emprego e, muito provavelmente, sem meios de se qualificar para lidar com as novas fontes energéticas? Que custos políticos essa mudança acarretará? Será preciso sanar todas essas (e a lista mal começou) questões antes de transitar da energia “suja” para a energia “limpa”? Mas se esperarmos, como estará o mundo no futuro, em termos climáticos e ambientais?

É preciso pensar bem em todas essas questões para encontrar soluções efetivas para elas. Nesse desafio a iniciativa privada e governos podem somar forças, pois apesar dos desdobramentos para essa transição energética serem gigantescos, eles também abrem janelas estratosféricos de oportunidades para o desenvolvimento ambiental, social e econômico e o Brasil poderá figurar como um destaque positivo no cenário mundial com negócios verdes, mudando a imagem atual mundo afora. Ser sustentável ou não ser sustentável? Parece ser a questão, mas quase dá para dizer que não é. Porque a sustentabilidade quase não é mais uma opção. Mas como alcançá-la? Quando estaremos lá? Quem pagará a conta? Eis aí, isso sim, as questões.

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Como funciona o cancelamento de uma compra pela internet

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Não somente em datas especiais, mas as compras online estão cada dia mais presentes em nossa realidade. Veja abaixo, como funciona o cancelamento de uma compra pela internet , quais são os procedimentos mais adotados pelos vendedores e quais direitos o consumidor tem para não ficar a mercê da boa vontade alheia.

Como funciona o cancelamento de uma compra pela internet? (Imagem: Pickawood/Unsplash)
Como funciona o cancelamento de uma compra pela internet? (Imagem: Pickawood/Unsplash)

Índice

  • Ordem para cancelamento de compra pela internet
  • Métodos usados para o cancelamento
    • Chatbox
    • Contato via e-mail do SAC
    • Sites de proteção ao cliente
    • Ação no Procon
  • Direitos do consumidor no e-commerce
    • Arrependimento de compra
    • Devolução de produto
    • Preço
    • Prazo

Ordem para cancelamento de compra pela internet

  1. Amigavelmente, pelos meios fornecidos pelo comerciante ou fornecedor;
  2. Site de reclamações;
  3. Procon: Órgão responsável para garantir os direitos do consumidor;
  4. Advogado para orientação e abertura de ação judicial.

Métodos usados para o cancelamento

Chatbox

O primeiro método de contato do consumidor com o varejista, muitas empresas oferecem essa forma rápida de contato. Normalmente, começa com um atendimento automatizado para informações iniciais, posteriormente, pode-se chegar a uma relação mais humana diretamente com um dos atendentes.

A grande maioria dos casos de pequenos problemas e atrasos, defeitos, costumam ser resolvidos rapidamente com a ferramenta do chatbox. Casos mais complexos exigem um processo um pouco mais trabalhoso.

Contato via e-mail do SAC

Se o primeiro contato não deu certo, os varejistas sempre oferecem um e-mail do SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente), são obrigados por lei a deixar um canal aberto para o consumidor expor suas reclamações e dúvidas.

Quando é necessário fazer um registro mais formal entre as partes, com envio de documentação ou negociações, o e-mail do SAC é o mais indicado.

Sites de proteção ao cliente

Se foram esgotadas as medidas feitas diretamente com o vendedor, o cliente pode utilizar sites que registram e tabulam as reclamações dos clientes, dando pontos negativos aos comerciantes. O mais famoso é o site do “Reclame Aqui”.

As empresas que são expostas no site — tentando evitar uma queda na imagem do seu negócio — entram em contato com o cliente, para tentar solucionar o caso.

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Os sites ganharam muita importância pois diversos clientes passaram a investigar o nome das empresas antes de fecharem qualquer tipo de transação comercial.

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Ação no Procon

Nada deu certo, agora só resta a justiça. As agências do Procon e seu serviço digital disponibilizam o registro de ocorrências nas quais o cliente sente-se enganado pelo comerciante.

Após o registro, dando base para a denúncia, o cliente lesado pode abrir um processo contra a empresa, que será solucionado ou por acordo assistido, ou determinação do juiz responsável, para eventuais retratações, pagamentos de danos físicos e morais.

Direitos do consumidor no e-commerce

Arrependimento de compra

Protegidos pelo art. 49 do Código de Defesa do Consumidor dispõe que, quando o contrato de consumo for concluído fora do estabelecimento comercial (internet, telefone, domicílio), o consumidor tem o direito de desistir do negócio em sete dias.

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O período é contado a partir do recebimento do produto ou da assinatura do contrato, o que é chamado de “período de reflexão”. Nesses casos, não há necessidade de justificar o arrependimento, é um direito.

O valor restituído deve ser integral, inclusive as taxas de envio durante o processo ficam a cargo do comerciante. Caso o consumidor não consiga entrar em contato com o fornecedor ou comércio, poderá realizar o cancelamento, inclusive, diretamente com sua operadora de cartão de crédito.

Devolução de produto

Ao fazer o cancelamento de compra pela internet, o fornecedor ou comerciante não pode cobrar qualquer quantia de frete referente a devolução do produto. Não existe a exigência, como condição para aceitar a devolução, de que a embalagem não esteja violada. Para ver de fato o produto, é necessário abrir.

Preço

A informação fornecida ao consumidor deve — de maneira clara — apresentar o preço à vista do produto, o preço total a prazo com o número de parcela, periodicidade e o valor das prestações, além de todos os custos adicionais da transação — seja com o seguro ou com a entrega — e os eventuais juros e demais acréscimos e encargos financeiros da compra.

Prazo

O prazo deve ser apresentado pelo vendedor, com a estimativa de data e turno para entrega, sendo vetada toda a cobrança, a mais, para agendamento de entregas.

Com informação: O consumerista , JusBrasil , Âmbito Jurídico .

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