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Câmara aprova projeto que privatiza Correios; texto irá para análise do Senado

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Texto sobre privatização dos Correios ainda será analisado pelo Senado
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Texto sobre privatização dos Correios ainda será analisado pelo Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (05) o projeto de lei que prevê a privatização dos Correios. Em votação, 283 parlamentares votaram a favor da venda da estatal e 173 se posicionaram contra. Mudanças no texto ainda serão votadas. 

A privatização dos Correios é uma das propostas do governo federal para melhorar a eficiência financeira da União e conseguir verba para aumentar a arrecadação. A tentativa do governo é vendar 100% da empresa. 

O relatório do deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA) prevê estabilidade de 18 meses para os funcionários, que poderão, ainda, aderirem ao Programa de Demissão Voluntária (PDV). O texto, agora, será enviado ao Senado e poderá voltar à Câmara caso seja alterado. Na sequência, a proposta deverá ir para sanção do presidente Jair Bolsonaro. 

A oposição tentou barrar a votação nesta quinta-feira e justificou a venda da empresa de telégrafos como inconstitucional. Partidos, inclusive, entraram com um pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar a privatização da estatal. 

“A Câmara precisando debater os problemas do nosso povo, a fome, o desemprego, a miséria, precisamos trazer soluções, e abre mão de uma empresa lucrativa sim, uma empresa estratégica. Privatizar vai trazer menores preços? Isso não condiz com a verdade. Não foi assim, por exemplo, em Portugal. Os arautos do neoliberalismo dizem que o livre mercado resolve tudo, e, inclusive, diminui os preços das mercadorias. Isso não é verdade”, disse o deputado Rogério Correia (PT-MG). 

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“Dos 5.570 Municípios apenas 324 dão superavit aos Correios. A imensa maioria dos Municípios brasileiros não dá lucro. É falaciosa a informação de que vai ser modernizada, com a privatização dos Correios, que vai melhorar para as pessoas. Eu quero ver se a iniciativa privada, ao assumir a empresa, vai chegar aos Municípios mais pobres que não dão lucro. Isso vai ser prejudicial à população da imensa maioria dos Municípios”, criticou Marcelo Freixo (PSB-RJ). 

Já governistas afirmam a necessidade da venda dos Correios para agilizar a entrega de correspondências e melhorar a arrecadação da empresa. 

“O que a população brasileira merece é ter acesso a serviços de comunicação. Se o dono desse serviço de comunicação é o Estado ou é uma empresa privada, para a população, não faz diferença. O que faz diferença é se o serviço é bem prestado a uma tarifa de qualidade e sem ser subsidiado por todos os brasileiros, como acontece hoje com os Correios”, rebateu o deputado Tiago Mitraud (NOVO-MG). 

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“Essa discussão que está sendo feita na Casa, quando se trata da desestatização dos Correios, sabemos a importância para que chegue na ponta, no cidadão, que tenha o serviço de qualidade e uma empresa que possa prestar esse serviço, e que o cidadão tenha a garantia de que não vai receber contas atrasadas, que não vai pagar um preço mais caro pela ineficiência muitas vezes do serviço”, concluiu Lucas Redecker (PSDB-RS). 

Contra a privatização, funcionários prometeram a realização de mobilização em frente ao Congresso Nacional nesta quinta. Ao UOL, os deputados “querem passar a boiada”, em referência à fala do ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. 

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Bolsonaro pediu “banho frio”, mas Brasil consumiu mais energia em 2021

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Ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque
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Ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque

Em 2021 o Brasil enfrentou a pior crise hídrica dos últimos 90 anos, o que acendeu um alerta no governo federal que decidiu apelar para a população pedindo que reduzisse o consumo de energia elétrica. O presidente Jair Bolsonaro chegou a sugerir  “banho frio” e uso de escadas ao invés de elevadores. O temor de apagões e racionamento, no entanto, não fez com que o brasileiro gastasse menos energia, segundo mostra um levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgados nesta quarta-feira (19). 

O Brasil fechou o ano passado com consumo de energia 4,1% maior em relação ao ano anterior, alcançando 64.736 megawatts (MW) médios, mostra a CCEE.

“Com a retomada gradual da economia, em 2021 o consumo de energia elétrica mostrou recuperação em grande parte do País na comparação com o ano anterior”, escreve a entidade em nota.

“Retornamos ao ritmo habitual de crescimento do mercado de energia, o que nos mostra que a atividade econômica do país também está sendo retomada, após os períodos mais críticos de isolamento social e paralisações”, diz Rui Altieri, presidente do Conselho de Administração da CCEE, em comunicado .

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Veja o consumo por setor

A indústria automotiva foi o segmento com o maior aumento no consumo de energia no ano passado no mercado livre. Quando eliminados do cálculo as unidades consumidoras migradas para o ambiente nos últimos 12 meses, o setor de veículos apresentou uma alta de 21%. Em seguida, destacam-se o ramo têxtil, com crescimento de 20% e metalurgia e produtos de metal, com aumento de 12%.

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Consumo por região

Na análise por regiões, em 2021 apenas o Acre, o Amazonas e o Mato Grosso do Sul registraram redução no consumo de energia, com recuo de 1% em ambos. Os demais estados avançaram, com destaque para o Ceará, Pará e Santa Catarina, além de Bahia, Paraná, Rio Grande do Norte e Sergipe. 


Ministro pediu redução em rede nacional. Relembre: 

Em agosto, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, pediu um “esforço inadiável” a todos os setores da economia para que reduzissem o gasto com energia. 

“Para aumentar nossa segurança energética, é fundamental que, além dos setores do comércio, de serviços e da indústria, a sociedade brasileira participe desse esforço, evitando desperdícios no consumo de energia elétrica. Com isso, conseguiremos minimizar os impactos no dia a dia da população”.

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