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Dinheiro na mão é vendaval

Brasil sobe 5 posições em ranking de inovação, mas ainda vai mal; confira

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País ocupa a 57ª posição
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País ocupa a 57ª posição

Mesmo tendo uma base industrial diversificada, o Brasil ocupa a 57ª posição quando se trata de inovação, num ranking integrado por 132 nações. O país ganhou cinco posições no Índice Global de Inovação (IGI) deste ano na comparação com 2020, mas especialistas no tema alertam que a colocação brasileira ainda é considerada ruim.

Isso porque o país está dez posições abaixo da obtida em 2011, quando atingiu o 47º lugar, sua melhor marca desde que o índice começou a ser elaborado, em 2007. Na primeira posição aparece a Suíça, seguida pela Suécia e pelos Estados Unidos.

Para Gianna Sagazio, diretora de inovação da Confederação Nacional da Industria (CNI), a colocação brasileira é incompatível para um país que está entre as 20 maiores economias do mundo, e possui uma base empresarial sofisticada. 

“O Brasil deveria estar entre os 20 países mais inovadores do mundo. Pesquisas mostram que entre as nações mais inovadoras há um política robusta e de longo prazo de investimento em ciência, tecnologia e inovação, envolvendo o setor público, privado e as universidades. Falta prioridade no Brasil, já que inovação é considerada como gasto e não investimento”, disse Sagazio.

O ranking está sendo divulgado nesta segunda-feira pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI – WIPO, na sigla em inglês). No Brasil, a Confederação Nacional da indústria é a parceira para a produção e divulgação dos dados, através do Movimento Empresarial pela inovação (MEI), que tem como objetivo estimular a estratégia inovadora das empresas e ampliar as políticas de apoio à inovação.

A diretora de inovação da CNI observa que o Brasil possui uma base empresarial sofisticada e é preciso que avance cada vez mais em inovação para que sua indústria seja competitiva internacionalmente. Ela afirma que sem investimento em inovação muitas empresas correm o risco de desaparecer. Sagazio lembra que, durante a pandemia da Covid-19, a ciência, a tecnologia e a inovação foram fundamentais para o desenvolvimento rápido de vacinas. 

Base de dados  

O índice é uma base de dados importante para empresários, formuladores de políticas públicas e pesquisadores do tema, já que as métricas podem ser usadas para monitorar o desempenho de um país em inovação, comparando-o com economias da mesma região ou mesmo grupo de renda. 

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Para chegar à posição de cada país no índice são analisados cinco quesitos: instituições, capital humano e pesquisa, infraestrutura, sofisticação de mercado e sofisticação empresarial, distribuídos em 81 indicadores. 

Entre os pontos negativos do Brasil, ainda estão as dificuldades para se abrir uma empresa, para obtenção de crédito e as altas taxas tarifárias cobradas. O país também tem dificuldades para a formação de capital bruto, que é o investimento em ativos que podem aumentar a capacidade produtiva da economia.  

Contraditoriamente, a retração do Produto Interno Bruto (PIB), no ano passado, foi um dos fatores que ajudaram o Brasil a ganhar posições no ranking. Com menos pessoas empregadas e uma economia contraída, o país teve a falsa impressão de aumento de produtividade no trabalho. Ainda assim, esse item foi considerado como ponto positivo na avaliação. 

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O gasto com softwares, com o avanço da digitalização no ano passado, também ajudou o país a ganhar posições. A boa atuação das empresas mostrada por indicadores como produtos de alta tecnologia e valores recebidos por uso de propriedade intelectual foram itens que pesaram positivamente para o Brasil.

Entre 18 economias da América Latina e do Caribe, o Brasil ficou atrás do Chile (53º), do México (55º) e da Costa Rica (56º). Entre os países dos BRICS, o Brasil aparece em penúltimo, à frente apenas da África do Sul, que está em 61º lugar. A China é a 12º colocada, a Rússia está no 45º lugar e a Índia, no 46º. 

A maior parte dos dados analisados é referente a 2019. A diretora de inovação da CNI observa ainda que o Brasil possui dados desatualizados e em alguns quesitos analisados para o ranking nem produz os dados. O Brasil, por exemplo, não mede os gastos brutos com pesquisa e desenvolvimento por empresas e nem os gastos com pesquisa e desenvolvimento financiados com capital externo. Entre os dados desatualizados, está a oferta de treinamento formal das empresas a seus colaboradores. 

Os Top Dez da Inovação 

  • 1º – Suíça 
  • 2º – Suécia 
  • 3º – Estados Unidos 
  • 4º – Reino Unido 
  • 5º – Coreia do Sul 
  • 6º – Holanda 
  • 7º – Finlândia 
  • 8º – Cingapura 
  • 9º – Dinamarca 
  • 10º – Alemanha 

Países dos BRICS 

  • 12º – China 
  • 45º – Rússia 
  • 46º – Índia 
  • 57º – Brasil 
  • 61º – África do Sul 

Fonte:  Índice Global de Inovação (IGI)

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Com Auxílio Brasil fora do teto, Congresso vislumbra emendas em ano eleitoral

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Congresso Nacional busca aumento de emendas para redutos eleitorais
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Congresso Nacional busca aumento de emendas para redutos eleitorais

O pagamento de parte do Auxílio Brasil (que vai substituir o Bolsa Família) fora do teto de gastos em 2022 abre espaço para aumentar as emendas parlamentares e outras despesas como obras em ano eleitoral. Também sobraria mais espaço para o fundo eleitoral, que pode ser usado para a campanha de 2022.

Essa equação entrou na conta do Palácio do Planalto para definir que o benefício seria pago em parte fora da regra que impôs um limite para as despesas do governo.

O presidente Jair Bolsonaro deve anunciar nesta terça-feira um valor médio de R$ 400 para beneficiários do Auxílio Brasil, que deve chegar a 17 milhões de pessoas. Hoje o benefício médio do Bolsa Família é de R$ 189 para 14 milhões de pessoas.

O aumento no valor médio do benefício será feito de duas formas. Primeiro, para R$ 300, dentro do teto de gastos. Os R$ 100 que restam para chegar a R$ 300 serão pagos fora do teto de gastos. Cerca de R$ 30 bilhões ficarão fora da regra do teto.

Nos dois casos, o governo conta com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios (despesas decorrentes de decisões judiciais). A PEC vai abrir espaço no Orçamento para o pagamento dentro do teto e também permitir os valores fora do teto em 2022. A PEC deve ser votada na Câmara ainda neste mês.

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Uma parte do espaço aberto pela PEC no Orçamento deve ser destinada para turbinar as emendas parlamentares num ano eleitoral. A conta de parlamentares é que, quanto mais o auxílio for pago extrateto, mais espaço sobra para emendas dentro do Orçamento. E é mais fácil “justificar” o auxílio fora da regra fiscal do que as emendas parlamentares, na avaliação dos deputados e senadores.

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Emenda parlamentar é um valor do Orçamento da União escolhido por um deputado ou senador. Eles costumam destinar essas obras ou serviços para suas bases eleitorais.

As emendas tradicionais do Orçamento são obrigatórias e distribuídas igualmente entre governo e oposição. É um recurso destinado a um projeto específico, como obra ou serviço, a ser executado por um ministério obrigatoriamente.

Mas o foco da base aliada ao governo Jair Bolsonaro está nas chamadas emendas de relator, sob responsabilidade do relator-geral do Orçamento de 2022, o deputado Hugo Leal (PSD-RJ).

No papel, o relator é o responsável pela indicação dos recursos que, na prática, foram escolhidos por parlamentares aliados ao governo e a cúpula do Congresso Nacional. As emendas do relator, por outro lado, ficam apenas na conta desse parlamentar. Mas, na verdade, há por trás disso um conjunto de indicações políticas da base aliada do governo que não podem ser identificadas pela sociedade.

Essa manobra ganhou corpo a partir de 2020 e se repetiu neste ano, em que cerca de R$ 20 bilhões do Orçamento são para emendas de relator.

Para 2022, não há recursos previstos para esse fim. Agora, o Congresso busca uma forma de reservar espaço para essas emendas. A expectativa é que haja mais cerca de R$ 20 bilhões para emendas de relator em 2022.

Parlamentares também estão pressionando para aumentar o fundo eleitoral no próximo ano, previsto em R$ 2,1 bilhões.

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