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Dinheiro na mão é vendaval

Brasil deve encerrar 2021 com PIB per capita 7,5% abaixo do pico de 2013

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Paulo Guedes é o ministro da Economia no governo Bolsonaro
MARCOS CORRÊA/ PR

Paulo Guedes é o ministro da Economia no governo Bolsonaro


Diante do atual cenário econômico do país, com a piora das expectativas sobre o desempenho do Brasil no setor , a estimativa é de que o Produto Interno Bruno (PIB) per capita fique 7,5% abaixo do pico alcançado em 2013. A recuperação aos níveis daquele ano pode levar quase uma década, como indica um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

O PIB per capita é a soma de tudo o que o Brasil produz dividido pelo número de habitantes e serve como parâmetro para avaliar os níveis de bem estar e renda dos países. O G1 contextualiza que no ano passado, quando a pandemia teve início em território nacional, o PIB per capita caiu 4,8%, maior queda registrada em 25 anos. 

De acordo com o Ibre/ FGV, que considera as últimas projeções para o crescimento da economia brasileira, a estimativa é de que ele cresça 4,1% neste ano, o que fará com que o brasileiro termine 2021 ainda 0,9% mais pobre em comparação com o registro de 2019 e 7,5% abaixo do pico, registrado em 2013.


A projeção para 2022 ainda é negativa, com expectativa de crescimento de apenas 0,8%, o que é 0,1% inferior ao índice pré-pandemia. Com isso, o nível de riqueza de 2019 deve ser alcançado apenas em 2023.

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CNI critica reajuste da Selic

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Encontro de empresários da CNI com Bolsonaro
Reprodução Twitter CNI

Encontro de empresários da CNI com Bolsonaro

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central  elevou nesta quarta-feira (8) a taxa básica de juros da economia (Selic) para 9,25%.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou equivocada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, por um novo aumento da taxa básica de juros a economia em 1,5 ponto percentual. De acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, os últimos dois trimestres de retração do Produto Interno Bruto (PIB) deixaram evidente o quadro adverso da atividade econômica. Além disso, efeitos defasados do aumento da Selic devem contribuir, nos próximos meses, para desestimular ainda mais o consumo e, por consequência, desacelerar a inflação. “Dessa forma, um aumento menos intenso da Selic, em conjunto com as elevações anteriores, já seria mais que suficiente para levar a inflação até a meta, sem que o Banco Central aumentasse a probabilidade de recessão”, avaliou Andrade.

Em nota, a CNI argumenta sobre a razão deste cenário. “As restrições nas condições de crédito para consumidores e empresas poderiam ter seu ritmo reduzido. A decisão do Banco Central por um sétimo aumento expressivo da Selic vai de encontro a essa necessidade, aumentando o custo do financiamento e desestimulando a demanda, justamente em um momento em que muitas empresas ainda estão se recuperando”.

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De acordo com a Federação das Indústrias do Rio (Firjan), o aumento da taxa Selic em 1,5% já era esperado, tendo em vista a elevação no nível dos preços de forma disseminada e, sobretudo, a deterioração do quadro fiscal. Por outro lado, os dados mais recentes revelam queda da atividade econômica. Além disso, as perspectivas para 2022 já são de crescimento fraco.

Em nota, a Firjan avalia “que o cenário econômico que se projeta, de maior expansão do gasto público, requer a aprovação de reformas estruturais que sejam capazes de trazer sustentabilidade para as contas públicas. Apenas com responsabilidade fiscal será possível gerar crescimento econômico de maneira sólida, resgatando a confiança dos empresários e atraindo novos investimentos. Sem isso, voltaremos a conviver com um cenário de inflação e juros altos, com baixo crescimento econômico”.

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